O Mausoléu do Antro das Sombras
Personagens da aventura
Humana: A princesa paladina April Menseph de LoregardHumano: O clérigo de Endor Malafai de Loregard
Elfa: A ranger Thiven Ririon de Kalenthorn
Sinopse: Bael Turath, o reino humano que selou um pacto com os Nove Infernos e deu origem à raça dos tieflings. Embora os reais motivos da queda de Bael Turath ensejam debates, existem muitas criaturas ambiciosas e desiludidas que acreditam que a derrocada do império não ocorreu devido aos pactos infernais mas por mera falta de capacidade de manipulação e controle adequado desses pactos. Muitos magos poderosos, mas tolos tentaram manipular as forças infernais de Bael Turath durante décadas após sua queda, os magos tentavam inutilmente conquistar o poder dos diabos e demônios, mas apenas as trevas puderam encontrar, mas alguns poucos ainda vivem e a busca por esse poder continua.
O Mausoléu do Antro das Sombras
O elfo renegado Helvec é uma dessas criaturas. Helvec está confiante de que sua habilidade é suficiente para empunhar de forma adequada o poder ancestral de Bael Turath — ele acredita que esse realmente é o seu destino. Em suas aventuras, ele vem procurando as ferramentas para por a prova este suposto destino. Ele descobriu a localização de um sítio de poder ancestral do Império e foi capaz de dominar o guardião do lugar; ele também encontrou um livro com a descrição de um ritual que lhe permitirá uma comunhão com os poderes infernais ao custo de duas almas inocentes. Executando seqüestros oportunistas, ele conseguiu as duas almas de que precisava — dois garotos de uma cidade próxima do sítio de poder.
Essa história conta como os aventureiros April e Malafai de Loregard, Thiven de Kalenthorn e Arthus de Kendor impediram o poderoso mago Helvec de cometer dois assassinatos a sangue frio e de liberar um poder infernal sobre o mundo, embora o terrível mago elfo ainda viva e sob o comando de alguém ainda não conhecido manipule a ordem da pequena cidade de Donstar.
Thiven observava as folhas caídas das árvores à procura dos rastros do cervo, mais alguns passos silenciosos e ela o avistou novamente, mas dessa vez ele não a escaparia, uma flecha prateada com penas amarelas cruzou o ar tinindo como se gritasse de dor e atingiu o cervo bem no flanco esquerdo, o animal caiu quase morto, os passos rápidos da ranger logo alcançaram o cervo caído, Thiven fez uso de sua faca para acabar com a dor do animal.
-Agora tu terminaste tua jornada na terra, mas ainda nos encontraremos nos domínios de Lauranah.
Malafai e April estavam esperando a ranger voltar de sua caçada com a barriga quase se encostando às costas, como se fala em Thargus.
- Estou faminta Malafai, acho que poderia comer uma vaca sozinha - Falou a paladina.
- Acho que somos dois April, mas tenho fé que dessa vez Thiven trará mais que um coelho dessa vez - Respondeu o clérigo.
-Bem mais que um coelho dessa vez - Falou alto a ranger ao sair da floresta da névoa e deixando cair o cervo perto dos dois servos divinos de Endor.
Thiven preparou um belo banquete com o cervo e guardou grande parte da carne que certamente daria para alimentar o grupo até a próxima cidade, a cidade de Donstar.
- Trocaria minha armadura por um gole da cerveja dos anões agora - Falou a paladina sorrindo e deitando-se na grama sem nenhuma armadura, vestindo apenas suas roupas comuns.
- Boa pedida minha amiga - Respondeu Malafai.
- Até que a bebida não era tão ruim - A ranger Thiven respondeu em gargalhadas.
Logo cedo no outro dia todos seguiram viajem e no começo da tarde quando Tal Maj estava bem alto no céu eles avistaram as muralhas da cidade de Donstar.
-Bem, acho que chegamos, não vejo a hora de me deitar em uma cama macia - Falou Malafai.
- Hum, pão, queijo e vinho depois de um belo banho de banheira com sais - Falou a paladina lembrando de seus banhos no castelo de seu pai e lembranças de casa apertaram-lhe o coração.
- Acho que prefiro minhas folhas na floreta, mas gostaria de lhe aconpanhar no vinho com pão e queijo - A elfa respondeu alegre já pensando na comida e no vinho, quem sabe vinho élfico.
Depois de alguns galopes todos já estavam nos portões da cidade de Donstar, April, Malafai estavam cansados da viajem, Thiven poderia viver na floreta pelo resto de sua longa vida élfica mas a curiosidade élfica falou mais alto.
O guarda do portão ao avistá-los abriu o portão antes mesmo de estes perceberem sua presença, a cidade não passava de um vilarejo pequeno com pouco mais de 2000 habitantes, a maioria das casas eram feitas de madeira acompanhando o sopé da montanha, as casas de alvenaria são destaque na cidade, elas estão espalhadas, mas a grande maioria delas fica bem no centro perto do templo de Endor, Malafai logo vê o templo e dirige-se até lá, April segue-o até o templo.
- Acho que esperarei vocês na taverna, bem acho que deve ter alguma por aqui - Thiven fala para a paladina meio sem saber o que fazer já que está é a primeira cidade humana em que ela põe seus pés.
Thiven entra na taverna com muita cautela, rápida e silênciosa ela passa quase que totalmente despercebida, os poucos que a viram não se deram conta que se tratava de uma elfa, ela vai até uma mesa no canto escuro da taverna, pouco mais de 10 pessoas estavam na taverna três delas eram garotas que serviam as mesas, um homem que parecia ser o dono da taverna, pois estava sempre dando ordens para uma ou outra menina estava conversando com um homem de aspecto sombrio, o taberneiro era um homem louro com uma barba bem cuidada de sobrancelhas grossas e pele clara, ele vestia uma camisa branca com uma espécie de macacão por cima, o macacão estava molhado de cerveja e cheirava a cerveja, na verdade cheirava mais a cerveja que a própria cerveja, pois o macacão parecia nunca ter sido lavado e o cheiro foi ficando, ficando até chegar em um nível incomum, o homem com quem o taberneiro conversava vestia um grande manto marrom e seu rosto estava coberto por um capuz, uma terrível má impressão cobriu o coração da elfa como uma nuvem que cobre o sol, pessoas passavam de uma lado para outro, seja uma garota em busca de mais cerveja para uma ou outra mesa ou um homem bêbado indo atraz de uma das moças em busca de um pouco de "emoção", em uma dessas obstruções de visão fornecidas pelas garotas e seus perseguidores o homem como se em um passe de mágica desapareceu do balcão e o taberneiro de repente estava sozinho limpando seu balcão, Thivem quase saltou da cadeira e percorreu os olhos por todo lado a procura do misterioso homem, mas não havia nenhum sinal dele realmente ele parecia ter desaparecido como se tivesse sido engolido pelo chão em que pisava. Thiven sentiu uma grande presença a observá-la na porta ta taberna um grande medo tomou conta de seu coração e lutando contra um pânico incomum ela olhou para a porta, por um curto momento ela viu o misterioso homem encapuzado observando-a, por um instante seus olhos se fitaram mas o homem rapidamente abriu a porta e saiu, Thiven não se moveu por alguns minutos devido a um medo incomum e mágico, minutos esses que para ela pareceram ser horas de agonia.




















