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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

DIA 3 ? do Mês ?

Acordei de um sonho terrível, o céu queimava, as cinzas cobriam parte de meu horizonte, o mar seguia a sua fúria e adentrava a terra com força e causava grande destruição, raios davam luz às formas agonizantes de destruição, muitos mortos, todos mortos eu parecia estar vendo de longe, como se numa visão arcana de adivinhação, mas eu estava lá, mas não parecia interagir, de repente outro raio CRASHHHHHHH o céu explodia em chamas mais uma vez, mas dessa vez o fogo caia aos poucos como uma chuva de labaredas, pedras incandescente começaram a trepidar no chão caídas dos céus em chamas e outra explosão ainda maior e uma terrível CRUMMMM chuva de fogo desaba sobre todos, mas de repente o sonho acabou e eu estava em um tipo de floresta, mas havia algo de diferente, eu podia sentir o vento fresco da mata, sentir o cheiro da grama, mas havia uma treva terrível cobrindo meus olhos, então ouvi a voz de Safira.

-Olá alguém ai? - ela perguntava na escuridão.

-Lux Arcanum - invoquei uma magia de luz para destruir a escuridão, mas nada conseguia afugentar as trevas daquele lugar e de repente Safira falou novamente.

-Nesved é você, venha para cá, estou aqui... não sei se posso me mexer me sinto sozinha e estou com medo


-levantei-me e tateei o chão com meu cajado em direção a voz doce da clériga.

-Mas por que você está agindo assim vem logo para cá, você parece cego.

Mais uma vez a minha magia me abandonara, mais uma vez a luz de Safira havia funcionado e a minha não.

-Minha luz não funciona Safira, mas não consigo ver sua luz - falei para clériga e ela me respondeu

-Mas é dia Nesved e meu Deus Tal Maj brilha alto no céu, mas não aqui comigo.

Percebi que estava cego, por um instante quase cai, mas me segurei e tentei usar minha mágica para me guiar.

-Misticus Detectuare - e toda as mágicas eu podia ver, meu cajado na minha mão iluminava um caminho já iluminado pelo Deus Sol.

Finalmente cheguei até a clériga, ela estava agachada com medo e se tremendo, foi no momento em que ouvimos meu irmão falando alguma coisa com o ranger Flye.

-Vamos até eles Safira, segure minha mão guie meus passos e eu te protegerei dos males - Falei de forma encorajadora.

-Sim Nesved, mas meu deus me abandonou, não o sinto meus poderes, o que houve - ela falou baixinho só para meus ouvidos poderem ouvir.

-É o que vamos tentar descobrir Safira, tentaremos descobrir.

Safira me levou até meu irmão que estava fazendo uma fogueira com Flye, chegamos até eles e que estavam inalterados, ele apenas me ofereceu um pedaço de carne seca com cerveja, Safira por sua vez lhe advertiu de minha cegueira, meu irmão ficou perturbado com isso, mas falei que isso não era nada e que minha magia era a única coisa que importava, ele decidiu descobrir onde estávamos e punir os culpados.

-Vamos Flye, vamos ver o que encontramos por ai, talvez alguma resposta.

Então Flye e Straus saíram pela floresta e deixaram Safira e eu na espera, depois de alguns minutos de silêncio Safira veio até mim.

-Nesved acho que meu deus me deixou, não consigo senti-lo como antes, ainda o amo, mas não sinto seu calor em mim, é como, como se ele tivesse morrido, não sei, mas acho que ele me abandonou.

-Não se preocupe Safira, em breve teremos as respostas as nossas perguntas, mas algo me diz que meu irmão e Fye estão nos dando ainda mais problemas acho melhor irmos na direção onde eles foram, você poderia me guiar? Perguntei

-Sim Nesved posso levar-te até eles - respondeu Safira com voz trêmula.

Andamos por menos de 10 minutos quando Safira avistou uma luz no céu, uma luz azul.

-Nesved uma luz no céu, me parece uma luz de advertência, acho que você tinha razão eles estão nos causando mais problemas - ela falou com a voz preocupada.

-Vamos andar mais rápido Safira, talvez possamos ajudá-los.

Caminhamos por mais de 30 minutos e encontramos uma vila grande, Safira descrevia o lugar por onde passávamos, mas ela não conseguia ser objetiva e pouco eu entendi, coisas sobre uma cidade diferente, casas estranhas, pessoas com roupas estranhas como se tivessem outros costumes, não haviam armaduras ou espadas as pessoas andavam sempre com pressa, não paravam quando Safira os chamava, então falei.

-Safira apenas leve-me até uma dama e deixe-me de frente para ela.

Safira caminhou segurando minha mão por uns instantes até parou e falou em meu ouvido.

-Pronto Nesved agora você está de frente para uma moça.

-Ravnus Perpétuo Misticus Encantatun. - pronunciei na lingua da magia e a dama caiu em uma rede de afeição por mim tão profunda que nenhum de meus pedidos poderia ser negado.


Em meu sonho descobri o poder de manipular os sentimentos daqueles que os possuíssem, acordei e meditei sobre meu sonho, sobre a magia que viera a minha mente então concetrei-me em minhas novas habilidades, um fogo jazia dentro de mim e eu conseguia senti-lo crepitando, levantei-me e munido de um pouco de queijo e pão fui até Drogbar que estava sentado enquanto os outros dormiam.

-Salve metre anão, essas criaturas o preocupam? Perguntei olhando para ele e lhe oferecendo pão e queijo.

-Não - respondeu o anão carrancudo e de barbas grandes e bem tratadas.

-Meus poderes contra eles são escassos, pois eles parecem não possuir mentes nem vontade a ser dominada.

- Falei enquanto levava um pedaço de pão à boca.

-Sim, eles parecem estúpidos, mas são fortes em combate e possuem grande velocidade quando querem, mas com meu martelo ei de destruí-los em nome de Rholmar "O Criador" - respondeu o crente Drogbar.

Ficamos ali sentados por alguns minutos falando banalidades sobre o mundo lá fora então Straus sentou ao nosso lado com um odre de vinho deu  uma golada e falou em voz baixa e rouca:

-Meu irmão.... Drogbar? - falou e nos ofereceu o odre.

-Obrigado irmão - dei um gole e ofereci a Drogbar que não bebeu.

Drogbar levantou e falou:

-Acordarei Safira para continuarmos a nossa tarefa.

Olhei para Straus e nada disse, mas nos levantamos e preparamos nossas coisas para continuarmos.
Depois de caminharmos durante muitos minutos nos corredores rochosos da montanha, Straus encontrou pegadas de orcs, muitas pegadas... Alguns corredores depois Staus com seus ouvidos elficos percebeu a presença dos orcs, então Safira pediu a Straus para seguir a frente e descobrir algo sobre os orcs, sabendo que os orcs são criaturas malignas, me adiantei e falei:

-Deixem que eu vá à frente, pois posso ser ainda mais furtivo que meu irmão contra essas criaturas.

-Você sempre contra mim não é Nesved, tudo que eu falo você discorda - respondeu Safira com raiva.

Era a hora de minhas novas magias serem testadas, olhei bem nos olhos dela e usando meu poder de conjurar sem palavras, usei uma magia de conquista tão profunda, um amor tão terrível que mesmo uma clériga não poderia suportar.

-Sim amor você tem razão vá, mas volte logo... - Safira respondeu, provando que minha magia havia funcionado.

Fui a frente e percebi seis orcs, me aproximei e com altivez e sem medo falei.

-O sol de Tal Maj brilha lá fora, e eu lhes desejo um bom dia. - os orcs não mostraram reação aparente para meu espanto.

Aos poucos eles foram se mexendo e empunhando seus machados se viraram e eu vi que essa era a hora de usar meu poder me conquista novamente e então conjurei mais uma vez o feitiço, mas percebi então meu erro, os orcs já estavam dominados mentalmente... Mas por quem? isso eu teria de descobrir.
os orcs partiram em disparada contra mim com seus machados em punho, Safira, Straus e Drogbar apareceram para me auxiliar em combate, usei um de meus feitiços para deixar-me obscuro por olhos malignos e assim os orcs não puderam me ver, mas depois de poucos ataques de meus amigos todos os orcs estavam mortos, Straus revistou-os, mas nada encontrou, prosseguimos por mais alguns corredores sempre em frente e encontramos mais orcs, mas dessa vez armados com machados grandes... Eles guardavam uma porta, dessa vez não tentei nada apenas preparamos um ataque e com um feitiço de força desarmei um deles e o atingi com um raio rápido bem no peito, Straus e os outros tiveram um pouco mais de problemas para derrotar os orcs, pois esses orcs estavam mais bem armados e armadurados, quando finalmente os derrotamos e abrimos a porta um conjurador se fez ver, ele estava do outro lado da sala,  bem no canto a sua esquerda havia uma grande orbi de cores múltiplas, as mãos do mago estavam centradas na orbi, me aproximei da grande esfera de mais de um metro de diâmetro e tentei detectar suas propriedades mágicas, mas uma voz indescritível dominou minha mente e fiquei estarrecido com a beleza mágica da orbi, straus e Safira tentaram investir contra o mago, o anão Drogbar avançou por sua vez contra a orbi, pois percebera que minha mente estava tomada pelo item... Com apenas um golpe o anão destruiu a orbi e seus estilhaços explodiram para todos os lados inclusive em nossa direção, uma luz tomou conta de nossos olhos e fomos mandados para um sono profundo pelo qual vaguei durante anos ou assim achei de imediato.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Entre as colinas do Vale da Serpente e os ventos uivantes do Vale das Brumas, viajava em uma caravana  escoltada por guardas, guerreiros habilidosos e preparados para o combate suas armas eram grandes e brilhantes, uma soma de sete carroças e uma carruagem de nobre formavam essa caravana, um belo convite aos lardões, mas a guarda era bem reforçada o que confirmava o valor da carga, na caravana havia um bardo meio-elfo calejado pelas aventuras, seus olhos eram como duas esmeraldas verdes, sempre atentos a tudo e a todos, seus ouvidos aguçados captam todos os sons, dos mais altos clerins de combate ao sons dos ventos na grama, seu nome é Kelthalas "O Contador de Histórias" e essa história falará um pouco dele.
A caravana já estava na estrada a alguns dias a caminho de Dagoth , com um bando viajentes, madeira e metal de boa qualidade os artesões e ferreiros do belo páis, mas o a quantidade de guardas dizia o contrario, uma remessa de madeira e metal nunca seria vigiada por tantos guardas, talvez pelo fato de haver no comboio um nobre, mas o bardo queria ver a fabulosa cidade governada pela Mão de Ferro do Hoplita  chamado Pátroclo. A guarda e sua carruagem misteriosa foram apenas um tempero a mais na aventura.

Na sexta noite de viagem um homem cansado e entediado pela viagem longa aproximou-se do bardo e falou:

-Ei você! me parece um bardo ou coisa parecida, como se chama? exclamou um soldado.

-Me chamo Kelthallas Naeketh Gael Azair, e sim sou um bardo, Por que? Respondeu o bardo viajante.

-Bem, me chamo Tharden, já que és um bardo e estamos em viajem, e parece que ainda vamos ficar juntos por pelo menos duas dezenas, me pareceu ser uma boa idéia uma boa música com vinho, o que me diz?

-Claro! respondeu Kelthallas sacando de sua mochila uma velha cítara.

O bardo começou a entoar uma canção com voz angelical que acalmava o coração, a canção falava da glória de soldados élficos e da resistência de um grupo de poderosos magos em uma guerra contra uma legião de diabos em Aranath Taur, não muito distante de onde eles estavam, outras pessoas da caravana se aproximaram para ouvir a bela canção e tomar um pouco de vinho, a noite já chegara e o mestre da viajam, um homem velho de mãos grandes e fortes que empunhava um machado enorme, um gigante de barba loura chamado Zeth e acostumado aquela rota, parou e falou em voz alta.

-Acamparemos aqui!

O velho guia deu ordem aos seus homens para prepararem tudo e em pouco mais de 20 minutos um acampamento já estava armado com fogueira no centro, como tem que ser.
Quando a noite se aprofundava os viajante aproximaram-se da fogueira com batatas e pequenos pedaços de carne e queijo para passar o tempo, Kelthallas era um desses viajantes. Em poucos instantes, os soldados estavam todos com as mãos abertas para a fogueira para aplacar o frio, então Tharden não demorou a falar.

-Ei! Kelthallas queres vinho?

-Claro, tenho um pouco de queijo, senta-te e vamos comer e beber, respondeu o bardo.

-Ótimo! Retrucou o soldado apontando para que os outros sentassem também.

-Não se importa se os outros?... falou o soldado apontando para seus amigos.

-Claro que não Tharden, há fogueira, comida e bebida para todos.

Depois de alguns goles de vinho e muitas gargalhadas, pois Kelthallas era um bom contador de piadas o velho guia Zeth aproximou-se.

-Posso sentar-me e dividir minha carne de cervo com vocês? O queijo e o vinho me parecem tão bons quanto as piadas do bardo.

-Sim Zeth! Claro que podes, respondeu Clark filho do Grande guerreiro Aegir Ander.

Durante alguns minutos Zeth riu, comeu e bebeu com seus amigos, então com o rosto sombrio olhou para o bardo e sua voz rouca se fez ouvir.

-Ei Kelthallas, você veio do oeste, ceio de Cilmarren não foi?, Como está por lá? O velho guia não tirou os olhos do bardo que respondeu sem levantar os olhos da batata doce que estava assando na ponta de seu florete.

-Bem o que eu poderia dizer? Cilmarren caiu, no trono de pedra agora senta-se um rei bruxo de vestes negras cujo o nome não podemos pronunciar, o Venerável Filho da Morte, O Bruxo de Cilmarren como é chamado por aquelas bandas, o bardo respondeu e uma lágrima rolou de seus olhos, mas ele a enchugou antes que alguém a pudesse ver.

-Maldição, eu tinha amigos lá! respondeu Zeth.

-Não tem mais! retrucou Kelthallas.

-O que aconteceu com os nobres e a familia do duque de Raven? Retornou a perguntar Zeth.

-Dizem que morreram, mas não é isso que acho, ouvi dizer que fizeram uma retirada até as terras do Arquimago Edoreth de Kalenthorn, se foi isso que aconteceu não sei.

Um silêncio sombrio e fúnebre tomou conta de todos que estavam ouvindo a história de Kelthallas, pois sua história passara a ser sombria e cheia de maldade, uma maldade mais cruel que as espadas dos ladrões de estrada que estavam acostumados, era uma história sobre um mal impiedoso e cruel, um feiticeiro negro repleto de magia das trevas, um mal poderoso e cheio de malicia que falava com palavras envenenadas.

-Podes contar uma história meu amigo bardo? uma daquelas de gelar o sangue. falou um dos soldados mais jovens, Breno era seu nome e ele era jovem, não mais que 18 anos de idade.

-Posso falar da historia de aventureiros que foram em viajem a Montanha das Sombras.... sim a Montanha das Sombras, aposto que nenhum de vocês sabia que alguns poucos conseguiram ir até lá e voltar, descobri isso a algum tempo, eu achei "O Diário do Bruxo". Sorriu Kelthalas.


Então de sua algibeira Kelthallas tirou um livro de capa vermelha e detalhes pretos com travas em formas de garra de dragão com uma joia negra e opaca bem no centro da capa, uma pena marcava uma das páginas, pigareou deu um pouco de tempo para que todos estivessem em silêncio e passando os olhos por todos, começou a ler em voz alta:

DIA 1, 26 do mês da Serpente

O Tortuoso Caminho da Tumba

Começamos o dia bem, Straus montou o acampamento e a noite foi tranquila a clériga orou a seu deus da cura como de sempre, Tal Maj "O Radiante, A Cura Divina" coisas do tipo, coisas exageradas sobre o poder dos deuses, mas eu não o vejo assim, truques baratos com ferimentos e poções, mas poder real nenhum, meu irmão como sempre o brutamonte apressado e ávido por combates, O anão é mais ápto a magia e possui algum valor, mas é uma mente frágil, não foi dificil convencê-lo de vir, em breve pegarei a pedra, falarei com o bruxo da montanha, conhecerei o "Segredo" e controlarei a magia como sempre desejei.

Quando chegamos perto de cemitério senti a presença de algo com magia, logo avisei o grupo do perigo, conjurei uma magia criada por mim, não muito forte, mas eficiente contra o mal, a magia cria uma teia de ilusão que cega os olhos dos inimigos malignos, deixando-me assim invisível, todos meus amigos me viram e não perceberam a magia, mas Straus meu irmão ficou preso na teia de invisibilidade e assim percebi a real forma do coração de meu irmão, mas ele é meu irmão e terei tempo de conversar com ele, e deixei isso fora do conhecimento dos outros, logo a clériga que aprendi a chamar de Gildara, que significa em dracônico Filha do Sol, já que ela é adoradora de Tal Maj o Deus Sol, viu um grupo de criaturas mortas vivas, todos se prepararam, mas eu fiquei escondido, pois contra aquelas criaturas nada posso fazer e e poucos instantes um combate começou, avistei um tumba com runas estranhas, fui até a porta da tumba, sua entrada era simples se não fossem pelas runas, mas algo me dizia que haviamos chegado onde deveriamos chegar, já que estava com a magia de invisibilidade contra o mal, pude chegar lá sem ser incomodado... entrei e tive de conjurar "Lux Triunfanti" para expulsar a escuridão, um emaranhado de teias de arranha dominava o lugar... fui até o canto da parede onde havia uma porta de madeira aberta, a porta tinha inscrições em uma lingua antiga, mas sem perigo nenhum, decidi entrar e fui em frente, meus amigos estavam lutando com os mortos vivos lá fora, mas algo me dizia que estavam bem, então continuei e cheguei em uma sala com três portas, não pude mais avançar pois as portas estavam trancadas... decidi voltar, mas um fogo repentino tomou conta da porta e não pude passar, de repente Straus passou pelo fogo de um salto, ele estava completamente coberto de sangue, seu  próprio sangue e sangue dos monstros, se é que aquilo poderia ser chamado de sangue, seu rosto era de pânico, pois o mal vindo dos corpos mortos-vivos haviam tocado o coração dele, a clériga ainda estava lá fora com o anão Drogbar, meu irmão conseguiu achar uma passagem secreta, uma dádiva dos elfos, e partiu em busca da clériga que já estava quase morta, mas  ela conseguiu chegar até nós com vida... o fogo que nos separava dos mortos vivos estava se esvaindo pouco a pouco, e meu coração estava ficando preocupado, pois as chamas iam-se depressa, então de uma hora para outra a sala foi tomada pelas criaturas das trevas, um novo combate começou usei meus poderes de evocação para congelar os monstros, mas ele se mostrou ineficaz, decidi então tentar abrir as portas, mas Drogbar chegou e destruiu o último dos monstros.

Depois de descançarmos pensei em ficar de vigia por um tempo, e usando meu cajado de luz tentava acender lamparinas nos cantos da sala, mas nada havia lá, mas derepente um vulto... eu não sabia se era obra da minha mente ou se havia algo lá, escondido a esperando apenas o melhor momento para nos atacar... então esperei e nada aconteceu, o sono me pegou, pois um feiticeiro precisa descançar para recuperar seu poder... acordei Straus e ele ficou de vigia... pela manhã ele me falou que vasculhou o lugar e não encontrou nada de importante, mas que também vira um vulto.

DIA 2, 27 do Mês da Serpente

Acordamos revigorados e decidimos seguir os corredores, seguimos por varios minutos em um corredor rochosso, Straus não via nada no chão e eu também não via nada mágico até que chegamos em uma sala com mortos vivos, terríveis e mortais criaturas que exalavam um odor de morte e terror, cuidei de me esconder e conjurar minhas magias de defesa inclusive invisibilidade contra o mal. No centro da sala como único objeto havia uma fonte que jorrava uma àgua negra, fui até ela e tentei detectar magia... e realmante havia mágica nela... e essa mágica tentou me dominar, tive de usar toda minha força de vontade para permanecer conciente, mas algo entrou em meu braço... um pouco do liquido negro dominara meu braço... uma dor terrível tomou conta de mim e fui derrubado no chão sentindo dores que jamais sentíra... senti a coisa indo em direção minha cabeça, mas tentei reunir todo meu poder e expulsei a criatura, mas não foi fácil, tive de rasgar meu próprio rosto com as unhas para conseguir expulsar o monstro, fiquei desacordado por uns instantes e sem meu cajado... quando voltei a mim tateei o chão a procura de meu cajado e logo o encontrei, pois os cajados mágicos tendem a voltar aos seus donos quando esses necessitam deles... me levantei e todos já estavam se limpando da sujeira feita pela àgua... Straus veio até mim e falou:

-Meu irmão há um rio inteiro debaixo de nós e ele está repleto dessa àgua maligna.

Duvidei de imediato.

-Não meu corajoso irmão é a fonte que dá poderes mágicos a àgua, retruquei enganado.

Fui até a fonte e detectei magia nela como havia pensado, mas o que Straus falara era verdade, todo o rio subterrânio tinha a àgua negra e profanada, mas o que teria feito isso? o que?

-O cemitério! é claro!, o cemitério está profanado por necromância e é ele que está trazendo essa propriedade a àgua, temos que fazer algo, mas ainda não tenho poderes para lutar contra a necromancia, talvez a clériga possa fazer isso.

falei alto para todos ouvirem, mas por um grande momento todos ficaram calados.