Orkut

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Entre as colinas do Vale da Serpente e os ventos uivantes do Vale das Brumas, viajava em uma caravana  escoltada por guardas, guerreiros habilidosos e preparados para o combate suas armas eram grandes e brilhantes, uma soma de sete carroças e uma carruagem de nobre formavam essa caravana, um belo convite aos lardões, mas a guarda era bem reforçada o que confirmava o valor da carga, na caravana havia um bardo meio-elfo calejado pelas aventuras, seus olhos eram como duas esmeraldas verdes, sempre atentos a tudo e a todos, seus ouvidos aguçados captam todos os sons, dos mais altos clerins de combate ao sons dos ventos na grama, seu nome é Kelthalas "O Contador de Histórias" e essa história falará um pouco dele.
A caravana já estava na estrada a alguns dias a caminho de Dagoth , com um bando viajentes, madeira e metal de boa qualidade os artesões e ferreiros do belo páis, mas o a quantidade de guardas dizia o contrario, uma remessa de madeira e metal nunca seria vigiada por tantos guardas, talvez pelo fato de haver no comboio um nobre, mas o bardo queria ver a fabulosa cidade governada pela Mão de Ferro do Hoplita  chamado Pátroclo. A guarda e sua carruagem misteriosa foram apenas um tempero a mais na aventura.

Na sexta noite de viagem um homem cansado e entediado pela viagem longa aproximou-se do bardo e falou:

-Ei você! me parece um bardo ou coisa parecida, como se chama? exclamou um soldado.

-Me chamo Kelthallas Naeketh Gael Azair, e sim sou um bardo, Por que? Respondeu o bardo viajante.

-Bem, me chamo Tharden, já que és um bardo e estamos em viajem, e parece que ainda vamos ficar juntos por pelo menos duas dezenas, me pareceu ser uma boa idéia uma boa música com vinho, o que me diz?

-Claro! respondeu Kelthallas sacando de sua mochila uma velha cítara.

O bardo começou a entoar uma canção com voz angelical que acalmava o coração, a canção falava da glória de soldados élficos e da resistência de um grupo de poderosos magos em uma guerra contra uma legião de diabos em Aranath Taur, não muito distante de onde eles estavam, outras pessoas da caravana se aproximaram para ouvir a bela canção e tomar um pouco de vinho, a noite já chegara e o mestre da viajam, um homem velho de mãos grandes e fortes que empunhava um machado enorme, um gigante de barba loura chamado Zeth e acostumado aquela rota, parou e falou em voz alta.

-Acamparemos aqui!

O velho guia deu ordem aos seus homens para prepararem tudo e em pouco mais de 20 minutos um acampamento já estava armado com fogueira no centro, como tem que ser.
Quando a noite se aprofundava os viajante aproximaram-se da fogueira com batatas e pequenos pedaços de carne e queijo para passar o tempo, Kelthallas era um desses viajantes. Em poucos instantes, os soldados estavam todos com as mãos abertas para a fogueira para aplacar o frio, então Tharden não demorou a falar.

-Ei! Kelthallas queres vinho?

-Claro, tenho um pouco de queijo, senta-te e vamos comer e beber, respondeu o bardo.

-Ótimo! Retrucou o soldado apontando para que os outros sentassem também.

-Não se importa se os outros?... falou o soldado apontando para seus amigos.

-Claro que não Tharden, há fogueira, comida e bebida para todos.

Depois de alguns goles de vinho e muitas gargalhadas, pois Kelthallas era um bom contador de piadas o velho guia Zeth aproximou-se.

-Posso sentar-me e dividir minha carne de cervo com vocês? O queijo e o vinho me parecem tão bons quanto as piadas do bardo.

-Sim Zeth! Claro que podes, respondeu Clark filho do Grande guerreiro Aegir Ander.

Durante alguns minutos Zeth riu, comeu e bebeu com seus amigos, então com o rosto sombrio olhou para o bardo e sua voz rouca se fez ouvir.

-Ei Kelthallas, você veio do oeste, ceio de Cilmarren não foi?, Como está por lá? O velho guia não tirou os olhos do bardo que respondeu sem levantar os olhos da batata doce que estava assando na ponta de seu florete.

-Bem o que eu poderia dizer? Cilmarren caiu, no trono de pedra agora senta-se um rei bruxo de vestes negras cujo o nome não podemos pronunciar, o Venerável Filho da Morte, O Bruxo de Cilmarren como é chamado por aquelas bandas, o bardo respondeu e uma lágrima rolou de seus olhos, mas ele a enchugou antes que alguém a pudesse ver.

-Maldição, eu tinha amigos lá! respondeu Zeth.

-Não tem mais! retrucou Kelthallas.

-O que aconteceu com os nobres e a familia do duque de Raven? Retornou a perguntar Zeth.

-Dizem que morreram, mas não é isso que acho, ouvi dizer que fizeram uma retirada até as terras do Arquimago Edoreth de Kalenthorn, se foi isso que aconteceu não sei.

Um silêncio sombrio e fúnebre tomou conta de todos que estavam ouvindo a história de Kelthallas, pois sua história passara a ser sombria e cheia de maldade, uma maldade mais cruel que as espadas dos ladrões de estrada que estavam acostumados, era uma história sobre um mal impiedoso e cruel, um feiticeiro negro repleto de magia das trevas, um mal poderoso e cheio de malicia que falava com palavras envenenadas.

-Podes contar uma história meu amigo bardo? uma daquelas de gelar o sangue. falou um dos soldados mais jovens, Breno era seu nome e ele era jovem, não mais que 18 anos de idade.

-Posso falar da historia de aventureiros que foram em viajem a Montanha das Sombras.... sim a Montanha das Sombras, aposto que nenhum de vocês sabia que alguns poucos conseguiram ir até lá e voltar, descobri isso a algum tempo, eu achei "O Diário do Bruxo". Sorriu Kelthalas.


Então de sua algibeira Kelthallas tirou um livro de capa vermelha e detalhes pretos com travas em formas de garra de dragão com uma joia negra e opaca bem no centro da capa, uma pena marcava uma das páginas, pigareou deu um pouco de tempo para que todos estivessem em silêncio e passando os olhos por todos, começou a ler em voz alta:

DIA 1, 26 do mês da Serpente

O Tortuoso Caminho da Tumba

Começamos o dia bem, Straus montou o acampamento e a noite foi tranquila a clériga orou a seu deus da cura como de sempre, Tal Maj "O Radiante, A Cura Divina" coisas do tipo, coisas exageradas sobre o poder dos deuses, mas eu não o vejo assim, truques baratos com ferimentos e poções, mas poder real nenhum, meu irmão como sempre o brutamonte apressado e ávido por combates, O anão é mais ápto a magia e possui algum valor, mas é uma mente frágil, não foi dificil convencê-lo de vir, em breve pegarei a pedra, falarei com o bruxo da montanha, conhecerei o "Segredo" e controlarei a magia como sempre desejei.

Quando chegamos perto de cemitério senti a presença de algo com magia, logo avisei o grupo do perigo, conjurei uma magia criada por mim, não muito forte, mas eficiente contra o mal, a magia cria uma teia de ilusão que cega os olhos dos inimigos malignos, deixando-me assim invisível, todos meus amigos me viram e não perceberam a magia, mas Straus meu irmão ficou preso na teia de invisibilidade e assim percebi a real forma do coração de meu irmão, mas ele é meu irmão e terei tempo de conversar com ele, e deixei isso fora do conhecimento dos outros, logo a clériga que aprendi a chamar de Gildara, que significa em dracônico Filha do Sol, já que ela é adoradora de Tal Maj o Deus Sol, viu um grupo de criaturas mortas vivas, todos se prepararam, mas eu fiquei escondido, pois contra aquelas criaturas nada posso fazer e e poucos instantes um combate começou, avistei um tumba com runas estranhas, fui até a porta da tumba, sua entrada era simples se não fossem pelas runas, mas algo me dizia que haviamos chegado onde deveriamos chegar, já que estava com a magia de invisibilidade contra o mal, pude chegar lá sem ser incomodado... entrei e tive de conjurar "Lux Triunfanti" para expulsar a escuridão, um emaranhado de teias de arranha dominava o lugar... fui até o canto da parede onde havia uma porta de madeira aberta, a porta tinha inscrições em uma lingua antiga, mas sem perigo nenhum, decidi entrar e fui em frente, meus amigos estavam lutando com os mortos vivos lá fora, mas algo me dizia que estavam bem, então continuei e cheguei em uma sala com três portas, não pude mais avançar pois as portas estavam trancadas... decidi voltar, mas um fogo repentino tomou conta da porta e não pude passar, de repente Straus passou pelo fogo de um salto, ele estava completamente coberto de sangue, seu  próprio sangue e sangue dos monstros, se é que aquilo poderia ser chamado de sangue, seu rosto era de pânico, pois o mal vindo dos corpos mortos-vivos haviam tocado o coração dele, a clériga ainda estava lá fora com o anão Drogbar, meu irmão conseguiu achar uma passagem secreta, uma dádiva dos elfos, e partiu em busca da clériga que já estava quase morta, mas  ela conseguiu chegar até nós com vida... o fogo que nos separava dos mortos vivos estava se esvaindo pouco a pouco, e meu coração estava ficando preocupado, pois as chamas iam-se depressa, então de uma hora para outra a sala foi tomada pelas criaturas das trevas, um novo combate começou usei meus poderes de evocação para congelar os monstros, mas ele se mostrou ineficaz, decidi então tentar abrir as portas, mas Drogbar chegou e destruiu o último dos monstros.

Depois de descançarmos pensei em ficar de vigia por um tempo, e usando meu cajado de luz tentava acender lamparinas nos cantos da sala, mas nada havia lá, mas derepente um vulto... eu não sabia se era obra da minha mente ou se havia algo lá, escondido a esperando apenas o melhor momento para nos atacar... então esperei e nada aconteceu, o sono me pegou, pois um feiticeiro precisa descançar para recuperar seu poder... acordei Straus e ele ficou de vigia... pela manhã ele me falou que vasculhou o lugar e não encontrou nada de importante, mas que também vira um vulto.

DIA 2, 27 do Mês da Serpente

Acordamos revigorados e decidimos seguir os corredores, seguimos por varios minutos em um corredor rochosso, Straus não via nada no chão e eu também não via nada mágico até que chegamos em uma sala com mortos vivos, terríveis e mortais criaturas que exalavam um odor de morte e terror, cuidei de me esconder e conjurar minhas magias de defesa inclusive invisibilidade contra o mal. No centro da sala como único objeto havia uma fonte que jorrava uma àgua negra, fui até ela e tentei detectar magia... e realmante havia mágica nela... e essa mágica tentou me dominar, tive de usar toda minha força de vontade para permanecer conciente, mas algo entrou em meu braço... um pouco do liquido negro dominara meu braço... uma dor terrível tomou conta de mim e fui derrubado no chão sentindo dores que jamais sentíra... senti a coisa indo em direção minha cabeça, mas tentei reunir todo meu poder e expulsei a criatura, mas não foi fácil, tive de rasgar meu próprio rosto com as unhas para conseguir expulsar o monstro, fiquei desacordado por uns instantes e sem meu cajado... quando voltei a mim tateei o chão a procura de meu cajado e logo o encontrei, pois os cajados mágicos tendem a voltar aos seus donos quando esses necessitam deles... me levantei e todos já estavam se limpando da sujeira feita pela àgua... Straus veio até mim e falou:

-Meu irmão há um rio inteiro debaixo de nós e ele está repleto dessa àgua maligna.

Duvidei de imediato.

-Não meu corajoso irmão é a fonte que dá poderes mágicos a àgua, retruquei enganado.

Fui até a fonte e detectei magia nela como havia pensado, mas o que Straus falara era verdade, todo o rio subterrânio tinha a àgua negra e profanada, mas o que teria feito isso? o que?

-O cemitério! é claro!, o cemitério está profanado por necromância e é ele que está trazendo essa propriedade a àgua, temos que fazer algo, mas ainda não tenho poderes para lutar contra a necromancia, talvez a clériga possa fazer isso.

falei alto para todos ouvirem, mas por um grande momento todos ficaram calados.

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