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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Kelthallas esperou pacientemente pelo espião, mas esse resolveu não aparecer, talvez estivesse a espreita, esperando a melhor hora, a caravana continuou sua viagem para Dagoth. Quando a noite chegou Zeth e Kelthallas reuniran-se perto de uma grande árvore do bosque das sombras para discutir sobre o que estava acontecendo.

-Bem jovem meio-elfo, o que descobriu? Perguntou o gigante louro.

-Até agora? nada. Respondeu o bardo com o ar de desapontamento.

- Hum... espero que cheguemos logo em Dagoth, tenho presa de me livrar dessa tarefa.

-Mas que tarefa? Kelthallas perguntou visivelmente curioso em relação a moça da carruagem.

-Você quer mesmo saber é sobre a garota não meio elfo? bem e eu lhe digo, ela não é para você, ah mas eu não deveria lhe contar nada. Esbravejou o poderoso homem louro.

-Acho que eu mereço saber de algo não é? afinal estou correndo riscos. Retrucou o meio elfo na esperaça de receber alguma informação sobre a misteriosa moça.

-Tudo bem bardo, mas não abra a sua boca para ninguém. Esbravejou novamente o gigante louro.
-Sou todo ouvidos. Respondeu Kelthallas.

-Bem, ela é uma princesa,  deve chegar em Dagoth o mais rápido possível, o nome dela é Dahra.

-Espere há algo estranho. Alguém pronunciou as palavras mágicas. Kelthallas falou enquanto corria em direção a carruagem.

-O quê. Respondeu confuso o gigante enquanto sacava seu poderoso machado.

Kelthallas parou logo atraz de uma árvore e observou a carruagem. Um homem esgueirava-se nas sombras na tentativa de entrar escondido, Kelthallas voou como uma coruja em direção a sua caça, saltou em cima do homem misterioso e com sua espada em riste, o bardo deixou a lâmina de sua espada deitar-se no pescoço do homem e falou com calma e desenvoltura.

-Ora, ora se não é nosso ratinho, vire-se e mostre seu rosto infame traidor.

O homem não teve tempo para responder a espada do meio elfo, apenas olhou para traz bem devagar e mostrou-se sendo um dos soldados da guarda da própria moça.

-Tharth. Falou Kelthallas um pouco assustado com a surpresa.

Zeth veio correndo bem a tempo de derrubar com um encontrão um homem agachado nas sombras com uma flecha apontada para as costas do bardo, a flecha passou sunindo ao lado da orelha esquerda do meio-elfo que se abaixou com o reflexo, o tempo de destração foi o suficiente para que Tharth consegui retirar de sua bota uma pequena adaga, ele a enterrou na coxa esquerda do bardo e com um chute derrubou-o da carruagem, Kelthallas viu o mundo rodar por um instante pois a queda de costas no chão o deixou tonto, mas os gritos da moça vindo de dentro da carruagem o fez pular, e de um salto só, subir na carruagem, o sangue escorria de sua coxa, mas a dor não lhe era importante, apenas a moça, apenas Dahra importava, sentiu como se o mundo fosse acabar se algo acontecesse com ela, agarrou-se as costas de Tharth e o esmurrou nas costelas, Zeth estava engajado em um combate com três bandidos, mas isso não parecia muita coisa, pois o gigante brandia seu machado com maestria, logo seus amigos entraram na refrega e deram combate aos outros que se aproximavam.

-Tire suas mãos dela seu patife. Gritou Kelthallas.

Tharth, não esperava que o bardo reagisse tão rapidamente, pois o veneno na lâmina da adaga era mortal, mas como se movido pelo fogo do amor em seu coração Kelthallas resistiu ao veneno, pelo menos por enquanto, puxou o homem para fora da carruagem, os dois cairam juntos, mas Tharth acostumado a brigas de rua logo se levantou e sacou mais uma de suas adagas envenenadas.

-Bem elfinho, parece que você resistiu ao meu veneno inicial, mas esse aqui vai te levar dessa para melhor.

Partiu para cima do bardo que se levantava. Kelthallas mal teve tempo de se levantar e logo se viu acoado por outra adaga gotejante de veneno, deu um pulo para o lado e rolando no chão pegou sua espada.

-Não tão facilmente Tharth. Respondeu o bardo, que agora arrastava sua perna esquerda.

Os dois entraram em uma luta franca, Kelthallas pôde ver que Zeth estava lutando com mais dois homens agora, pois com um só golpe acabara com um, mas três outros homns encapuzados saiam de seus esconderijos nas árvores, os outros soldados, fiéis a Zeth também entraram na refrega, no momento certo, mas logo foram surpeendidos por mais seis homens encapuzados que estavam escondidos em cima de árvores. Kelthallas mesmo engajado em uma luta mortal com Tharth pôde ver que um homem estava tentando entrar na carruagem, Dahra tentava inutilmente fechar a porta, pois sua força não rivalizava com a força do homem que munido de um porrete tentava quebrar a porta.

-Vamos mocinha tenho algo para você bem aqui comigo, abra essa maldita porta.

Kelthallas desvencilhando-se de Tharth voou na direção do homem, mas não conseguiu escapar da adaga cruel de seu inimigo, Kelthallas recebeu o golpe nas costelas bem no flanco direito, mas ficou feliz quando sua espada trespassou o homem que tentava abrir a porta, vislumbrou a rosto apavorado e maravilhosamente belo da moça, seus olhos brilharam e logo piscaram, pois o veneno estava começando a fazer efeito, piscou uma e depois outra vez, balançou a cabeça para tentar escapar do entorpecimento do veneno, Dahra essustada tentou puxá-lo para dentro da carruagem, mas Tharth era cruel e não desistiria de sua missão, saltou para dar cabo de Kelthallas com um golpe final, mas Dahra gritou apontando para traz do bardo.

-Cuidado, atraz de você.

Kelthallas como se acordado de um pesadelo, virou e desviou a adaga com um golpe em arco de seu florete élfico, com esse contra-golpe o bardo fez voar a adaga da mão de Tharth. O bandido puxou Kelthallas para o chão, mas dessa vez o bardo não tentou se segurar, pois queria levar o terrível homem o mais longe possivel de Dahra, deixou-se cair e percebeu que Tharth vacilou por um instante em sua guarda e deixou o flanco esquerdo livre, kelthallas apenas deixou a ponta de sua espada encostado ao flanco do bandido e deixou que a queda fizesse todo o resto, com a queda a espada entrou até o cabo no flanco esquerdo de Tharth que caiu morto antes mesmo de perceber. Kelthallas levantou-se rapidamente e viu Zeth arrancando a cabeça de um outro homem, parecia que tudo estava controlado, todos estavam mortos, então o bardo com um sorriso no rosto falou.

-Conseguimos, Dahra está a salvo. 

Kelthallas caiu no chão. Seus olhos viram a luz das estrelas se apagando aos poucos, um suor frio escorria pela face, seu sangue ensopava-lhe as roupas, então de repente, os olhos azuis de Dahra encontraram os seus, ele sorriu mais uma vez, seus olhos se fechando, seu corpo todo se contraindo pelo veneno que corria mortalmente em suas veias, ele mal pôde sentir o toque das mãos dela nas suas, ele mal pôde sentir o corpo quente dela agarrado-se ao seu, frio e pálido como a morte, ele não  sentiu seus lábios tocando os dela quando ela o beijou, não ouviu sua voz entrecortada pelo soluço enquanto chorava.

-Donnah, meu nome é Donnah.





sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Roda da carruagem foi retira e levada ao marceneiro, Kelthallas permaneceu por perto da carruagem, mas sem levantar as suspeitas de Zeth, seus olhos sempre vigilantes, perceberam que havia algo de errado com tudo aquilo, pois não entendera por que a carruagem quebrou enquanto estava parada, o bardo dirigiu-se até o marceneiro, um homem baixo e com mãos grossas de cabelos negros e com uns óculos estranhos, os olhos negros do homem pareciam preucupados, ele coçava a cabeça em sinal de dúvida.

-O que houve Jorsh, por que essa cara de quem não está entendendo? Perguntou Zeth enquanto o bardo se aproximava.

-Não sei direito Zeth, mas me parece que essa peça foi arrancada com força, não me parece quebrada. Falou o marceneiro mostrando uma peça da roda quebrada.

-Um espião enfiltrado? Zeth levou a mão a sua enorme espada e olhou para a carruagem

-Ninguém foi até lá Zeth. O bardo respondeu a pergunta dos olhos de Zeth.

-Mas eu mandei tu esquecer não foi. Observou o grande homem com olhos ameaçadores.

-Desculpa, mas não deu. O bardo deu de ombros.

-Finja que ainda não sabemos de nada Zeth, vamos tentar descobrir algo, usarei um pouco de minha mágica para ver se descubro alguma coisa.

-Bah, faça isso meio-elfo, mas tenha cuidado, não é apenas madeira e ferro que levamos. Retrucou o grande homem.

-Eu sei disso. O bardo respondeu com um sorriso. 

 Kelthallas aproximou-se da carruagem murmurando palavras mágicas à moda dos bardos, uma canção em forma de magia.

"No acampamento ou carruagem
Seja noite ou dia
Se alguém se aproximar
O vento vai avisar"

Com essas palavras de sua música mágica, Kelthallas protegeu a carruagem com uma magia de alarme capaz de avisar o bardo da chegada de qualquer coisa da carruagem. O bardo permaneceu alerta para tentar captar algum movimento que delatasse o espião, mas nada conseguiu descobrir, frustrado com sua investigação Kelthallas voltou as proximidades da carruagem sempre tentando ver o rosto da dama misteriosa, mas suas tentativas foram novamente frustradas. Depois de mais alguns minutos de espera então Jorsh terminou o conserto da roda, com a ajuda de seus dois ajudantes, recolocou a roda no lugar e anunciou que a comitiva poderia continuar a viagem.

-Mais de três horas de atrazo! Falou Zeth a Kelthallas, e sussurando continuou. E ai meio-elfo alguma novidade?

-Nada ainda, mas usei minha mágica para proteger a carruagem, tenho planos para descobrir alguma coisa. Respondeu Kelthallas com os olhos fixos na carruagem.

-O que você tem em mente? Zeth mostrou-se curioso

-Coisas de bardo. Kelthallas sorriu com o canto dos labios e deu um tapinha no ombro do enorme homem de cabelos louros.

-Colocarei uma magia de morte perto da carruagem, nosso inimigo vai explodir em chamas caso tente chegar perto dela. Kelthallas tentou falar com ar severo e o mais dramático possível.

-Mas isso poderá matar nós mesmos! Zeth falou quase que gritando, mas logo retornou a sussurar. Você está louco?

-Calma colocarei uma palavra de comando para retirar a magia, basta pronunciarem a palavra "Arduin" e a magia será dissipada, seria bom avisar a todos para não chegarem perto, pois o objetivo é pegar o nosso ratinho, avise os homens para não chegarem perto da carruagem menos de 1,5 metros.  Explicou o bardo Kelthallas ao assustado guerreiro.

-Mas se um inocente vier só por curiosidade? Zeth retrucou ainda preocupado.

-Não se preocupe, minha magia detecta os corações maldosos. Explicou o bardo novamente para o agora mais calmo guerreiro.

-Ah que seja, que a deusa da noite o leve se você fizer besteira seu bardo louco. Esbravejou Zeth.

"Se da carruagem se aproximar
E as palavras proferir 
A armadilha irá sentir
E em teias irá sucumbir"

-Agora é só esperar o peixe morder a isca. Falou Kelthallas para si mesmo em voz baixa.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Nesse momento Kelthallas olha para sua platéia e pede mais um copo de vinho, logo um dos soldados lhe estende a mão com uma taça de vinho, outro soldado morde um pedaço de carne e joga um outro pedaço para o bardo que passa mais uma página do Livro do Bruxo, mas a próxima página não se trata de parte do diário de viajem do poderoso feiticeiro, mas sim a descrição de uma magia, uma descrição completa de uma magia de ilusão, uma magia que na verdade aprimora as capacidades de ilusionista de um conjurador o nome da magia é algo como "A Ilusão de Nesved", Kelthallas dá uma olhada rápida e percebe que com um pouco de prática poderia conjurar tal magia, mas havia partes do encanto que deveriam ser decifradas, pois o bruxo escrevera em forma de enigma. Depois de folhear um pouco o diário Kelthallas, percebe várias anotações arcanas e comentários sobre como aprimorar ainda mais as magias, como conjurá-las com mais poder e com maior eficácia, algumas anotações traziam trechos do livro da igreja negra de Nayka narrado neste mesmo diário, algumas obsevações sobre criação de itens e e criação de magias, mas mais abaixo, descritos com caracteres rúnicos estava uma observação mais intrigante "Para construção da palavra de poder será preciso uma essência muito poderosa, talvez divina"... "palavras de poder o que é isso?, talvez uma magia nova criada pelo poderoso bruxo quem sabe? pensou kelthallas.

 A lua do tempo ja havia chegado em seu ponto máximo e com isso o cançasso ja pesava nos ombros dos soldados e da familia do nobre e seus escudeiros, o bardo decidiu então continuar a história na próxima noite, mas continuou lendo por mais algum tempo os manuscritos do bruxo até que o sono tomasse conta de seu cérebro.

No outro dia pela manhã o bardo levantou bem cedo e buscou com medo o diário, o encontrou caído perto de seu copo de vinho, guardou-o em um de seus alforjes e sacando de sua bolsa um pedaço de queijo foi juntar-se aos outros. O bardo percebeu que havia uma movimentação maior perto da carruagem do nobre e com passos lentos foi até os outros.

-Tharden algum problema? perguntou ao ver os outros tentando fazer algo em uma das rodas.

-Uma das rodas emperrou, e me parece que vamos ter que retirá-la, uma mãozinha aqui? Pediu Tharden.

-Sim claro! Respondeu kelthallas juntando-se aos outros, mas depois de alguns poucos minutos os homens conseguiram suspender a carrugem e colocar uma pequena coluna de madeira para suspenê-la até que elapudesse ser consertada. Zeth o chefe e responsavel pela viagem, foi até a porta da carruagem e abrindo a porta fez uma generoza venia e falou.

-Teremos que esperar um pouco Maje...O homem parou bruscamente e consertou dizendo. Senhora, teremos que para um pouco.

Uma voz delicada como o som do mais brilhante clarin, a voz que mais parecia o canto das fadas nas florestas élficas,  mal pôde ser ouvida pelo gigante de barbas ruivas, chegou aos ouvidos de Kelthallas.

-Tente consertar isso rápido senhor, pois temos que partir, o que carrego é demasiado importante.

Kelthallas movido por sua curiosidade, pois gostaria de ver a dona de tão bela voz, foi em direção a porta.

-Algum problema Zeth, quer uma ajuda?

Kelthallas olhou para dentro da carruagem e por um só instante seus olhos verdes cruzaram com os olhos azuis de uma linda mulher, a mais bela mulher vista pelos olhos do bardo,  kelthallas imaginara se não se tratava de uma ninfa ou uma rainha elfa de terras distantes, seu coração quase saltou de seu peito quando viu tamanha beleza em uma mulher, sua respiração pareceu ter parado, seus músculos perderam a rigidez e ele ficou totalmente desprotegido, como se estivesse hipnotizado, ela era uma humana de cabelos negros azulados adornados por uma tiara de prata com pedras brilhantes, uma pedra azul bem no centro, combinava perfeitamente com os olhos da dama, a pele da moça era alva como as nuvens, seus traços eram os mais delicados, como se elfa fosse. O bardo por alguns momentos ficou parado sem falar nada, pois havia sido pego desarmado pelos olhos da moça, que observou o bardo  assustada, de repente  dama recuperando-se do susto e escondeu seu rosto com um véu azul. Zeth sacou sua espada e aproveitando-se do tranze em que se encontrava Kelthallas, derrubou-o no chão e pôs a lâmina da espada em sua garganta.
-O que faz aqui bardo?

-Eh! me desculpe, apenas vim ver se estava com problemas e necessitava de alguma ajuda. Gaguejou o bardo atônito

-Não!

Um grito veio de dentro da carruagem, uma mão delicada abriu a porta da carruagem e Kelthallas pôde ver novamente os olhos azuis mais belos de toda Tilverton. Apenas por um instante ela olhou para os olhos verdes e facinados do meio-elfo que pensou ter visto por baixo do véu um pequeno sorriso de timidez da moça.

-Deixe-o, ele não fez por mal. A moça falou e fechou a porta novamente.

-Desculpe-me Kelthallas, mas...

-Tudo bem Zeth, é seu trabalho, eu é que dêvo pedir-te desculpas, deveria ter percebido que se tratava uma conversa particular.

-Apenas esqueça o que viu amigo meio-elfo, esqueça o que viu. Falou o gigante de barbas ruivas

-Tudo bem, já esqueci. Repondeu o elfo olhando para a carruagem. já esqueci

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Quando abri os olhos Safira estava sorrindo em pé cambaleante, o que eu estou enxergando? fiquei um pouco confuso, mas resolvi pensar nisso depois, fui até o golem e percebi que se tratava de Flyer, mas ele estava meio... de metal, era como se ele tivesse sido transformado em um golem, mas tudo aquilo era estranho demais, então assim sem mais nem menos ele abriu os olhos e falou:

-Onde estamos Nesved? o que aconteceu? não me lembro de quase nada. Nesse momento ouvimos os sons dos passos de paladinos então falei que contaria tudo uma outra hora e saimos correndo eu, Safira, Straus e Flyer golem. Straus nos falou que conhecera um sábio elfo e poderia nos levar ao seu esconderijo fora da cidade então fomos imediatamente ao esconderijo de tal elfo...

O Sábio era um elfo velho, sim um elfo velho, lá soube que seu nome era Elron, muitas coisas ele nos disse inclusive como encontrariamos mais metais divinos, ele falou que deveriamos ir a uma pirâmide como aqueles em Amenat, e lá encontrariamos tais metais, pedi um tempo para me preparar para isso, usei todo o tempo possível para aprimorar os poderes de meu cajado e no fim de 6 dias viajamos,

DIA 9 do Mês ? 

No dia da viagem fomos até o sábio elfo, nos postamos em circulo para que o velho elfo pudesse nos mandar para nosso destino, mas algo aconteceu de estranho, no momento de nosso teleporte mais alguém fora conosco, pois eu o sentira assim que a magia e suas energias começaram a fazer efeito. Quando reaparecemos no deserto um gigante louro de quase dois metros de altura segurando um machado maior que eu estava bem ali parado como se tivesse sido jogado para fora de uma carruagem em movimento, o grotesco gigante possuia traços raciais de um Aegir do norte gélido, suas roupas eram feitas de peles de animais e mais nada, ele olhou para mim e perguntou:

-Quem é você e o que eu estou fazendo aqui? perguntou segurando seu machado no alto.

-Me chamo Nesved e estamos no deserto "ó grande e poderoso Aegir". repondi fazendo uma venia.

Você é um bruxo e me trouxe aqui? O gigante voltou a perguntar.

-Não meu poderoso amigo, o destino o trouxe aqui. pois diz no pergaminho da profecia que um poderoso guerreiro do norte viria para proteger o feiticeiro para que ele possa terminar sua tarefa, és tu o guerreiro honrado e poderoso da profecia?. perguntei olhando em seus olhos azuis.

O guerreiro meio confuso e sem perceber respondeu.

-Sim sou eu, vim para proteger, pois sou poderoso e destemido, mas para onde vamos?

-Vamos para a piramide grande Aegir, esses são meus amigos: Safira, Straus e Flyer, Straus nos mostrará o caminho.

Straus tomou a frente e seguimos por várias horas até a porta da piramide, não foi dificil abrir a porta e logo depois que entramos fomos emboscados por uma armadilha de dardos, mas por sorte todos saimos ilesos, Straus tomou mais cuidado e fomos em frente, mas dessa vez não foi tão bom assim, Flyer com seu peso de golem ativou outra armadilha e caimos para um patamar abaixo da piramide, poderosos mortos-vivos nos esperavam, Straus, Flyer e o gigante foram presos por uma onde de medo vindo dos poderosos mortos-vivos, que mais tarde viemos a descobrir que se tratavam de múmias, mas não demorou muito para que eu os destruisse com minhas magias de fogo. Logo que despachamos as mumias seguimos mais um pouco até uma outra sala, onde podiamos ver por uma fresta na parede que haviam criaturas rastejantes guardando algo, com meus poderes mágicos vi magica e então decidimos atacatar, o gigante preparou seu enorme machado, mas a sorte não estava do seu lado, ele escorregou e errou a parede e flyer não conseguiu mover nenhuma pedra do lugar, novamente usei minha magia de bolas de neve e gelo para arrebentar a parede e ela caiu facil, logo as criaturas rastejantes como serpentes atacaram nosso grupo, mas usando magias de fogo destrui uma delas ficando apenas duas então deixei que os outros acabassem com os monstros. Depois de tufdo terminado achei um escudo, um par de luvas e colar sagrado dedicado ao deus Tal Maj, dei o colar a Safira e fiquei com o resto, aluva percebi runas que dizia "rápido como o raio" e então cheguei a comclusão que as luvas invocavam relâmpagos do céu, o escudo serveria para mim, mesmo eu não sabendo usar, pois logo descobri que ele trabalhava sozinho sem precisar de um braço para empunha-lo. Nossas forças estavam quase totalmente gastas, pricipalmente eu que gastara quase por completo minhas magicas, então decidimos descançar.
Decidimos então ir até os magos para tentar descobrir algo sobre meu irmão, foi quando Safira leu algo terrível, os paladinos matavam os "selvagens", isso me deixou com ódio, elfos, meio-elfos, fadas, ninfas todos mortos, então tentei descobrir uma forma de uma forma de quebrarmos a barreira que proteje a cidade, mas nada me veio a mente então voltei meus pensamentos aos magos, talvez eles podessem me ajudar. Eu e Safira usamos nossos novos amigos como guia até os magos, quando entramos no bairro dos arcanos me senti melhor toda aquela podridão dos paladinos estava longe e eu poderia finalmente conhecer outros arcanos, fomos até uma grande torre que Arthur o paladino havia dito ser de Eldaron o mestre arcano.

Finalmente haviamos chegado e eu estava bastante esperançoso com aquilo tudo fomos barrados na porta por um mago que falou que não poderiamos entrar então  me aproximei dele e falei com a maior altivez possivel.

-Deixe-me entrar, pois sou um feiticeiro, ele pareceu tomar um choque e perguntou pasmo.

-Você disse que é um feiticeiro. respondi com a cabeça que sim, e ele me olhou por alguns segundos e abriu a porta e pediu que nós o seguisse-mos, entramos na torre do mago e fomos direto até ele, fomos anunciados e quando o mago retornou falou que apenas o feiticeiro podia entrar, falei para Safira não ter medo, pois tudo estava sob controle.

Entrei na sala e fui recebido por um borrão de magias, pois eu podia vislumbrar a arte mágica atravéz de meus olhos cegos, o mago veio até mim  e falou com sua voz estranha  e grave, um pouco antes de ser tomado por seus poderes descobri que o mago não era humano nem elfo, e mais tarde vim a descobrir que se tratava de um monstro terrível.

-Sim Nesved, estou a sua espera a muito tempo, e preciso de sua ajuda contra os paladinos, o metal em seu corpo é a prova que você veio para nos salvar mas deixe-me estudar um pouco esses metais. deixei que o mago conjura-se algumas magias em meu corpo para analizar o metal, mas foi com trapaça que ele me colocou sob seu poder e fui levado ao  mundo dos sonhos e terror.

Por alguns minutos estive voando em um céu azul sem nuvens então cai direto no chão como uma rocha jogada para cima, uma dor terrível tomou conta de meu corpo, tentei sair, mas ja era tarde a magia ja havia sido completada, uma tortura mental tomou conta de mim todas minhas memórias e pensamentos estavam sendo rasgadas pelo mago, ele tinha o total conhecimento de tudo, mas como ele possuia esse poder?.

O mago destruiu parte de minha sanidade com magias, mas de alguma forma eu encontrei um lugar em minha mente que eu poderia me esconder, e lá ele tentou entrar várias vezes, mas sempre falhava e assim percebi um aforma de quardar minha conciência e minhas lembranças comigo, dias, anos, décadas passavam em minha mente o tormento parecia eterno, foi quando consegui acordar e ele estava do meu lado lutando contra meu irmão e Safira, minha visão havia retornado, de imediato tentei controlar a mente do monstro, mas seu poder era muito maior que o meu e recebi um choque mental que me deixou ainda mais fraco e fui jogado ao chão, mas não antes de ver que se tratava de um Illithid. Algum tempo depois Straus me falou que se passaram alguns dias desde quando fui capturado e que Safira havia deixado Flyer morrer, pois ela não o havia curado a tempo no combate em que eu fui resgatado. Fugimos de lá e deixamos o corpo de Flyer para traz, mas quando chegamos na floresta onde os elfos se escondiam tentei dormir para recuperar meus poderes e tive então uma visão. Em minha visão uma mulher de cabelos brancos tão longos quanto se próprio corpo me falou que teríamos que recuperar o corpo de Flyer para podermos desfazer os erros do passado e imedir o cataclismo que destruiu a lua então falei para os outros o meu sonho e decidimos voltar até os paladinos.

Voltamos até os paladinos e tivemos uma batalha cruel contra eles, Safira mostrou-se muito mais poderoso que o normal e invocou um elemental da terra que resolveu a maior parte dos problemas para nós, Straus nos guiou até uma sala onde encontramos algo parecido com um golem de metal, uma batalha cruel foi travada meu irmão Straus caiu desacordado e todas as magias de Safira estavam falhando e então a mulher veio até mim novamente e me falou que a pedra da Safira poderia destruir o golem então gritei.

-Safira use sua pedra para destruir o golem.

Safira tentou acertá-lo com a pedra, mas a pedra como se por birra caiu de suas mãos bem nos meus pés, nesse momento me arrependi de perder as aulas de armas que meu irmão inssistia em me dar, pois agora eu teria de arremessar a pedra no monstro, invoquei entção os poderes arcanos e arremecei... fechei os olhos e esperei o pior, esperei um golpe que me mataria, mas o que ouvi foi um baque surdo de metal caindo no chão.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A dama vacilou por um instante e caiu em meus braços.

-Meu amor? amor o que estamos fazendo aqui? ela perguntava sem saber o que lhe acontecera.

-Não se preocupe, você está bem, mas minha querida dama como se chamas? perguntei

-Meu nome é... é Dara você não sabia meu amor? ela perguntou confusa.

-Claro meu amor Dara, apenas estava verificando se estavas bem.

Olhei-a por alguns segundos e então perguntei.

-O que aconteceu por aqui, por que todos estão correndo e parecendo muito nervosos?

-Selvagens meu amor, entraram no centro, mas foram levados para prisão

-Minha querida Dara, para onde os Guardas da cidade levam os prisioneiros?

-Os paladinos? bem acho que eles levam para o forte, mas por que a pergunta meu amado? não queres vir até minha casa comigo? tenho um lugar seguro e quente para nós. ela falou puxando minha mão.

-Agora não meu amor, tenho que ir até os paladinos, preciso entrar no forte e falar com uma pessoas.

Algo me dizia que meu irmão e seu amigo esquivo da floresta estavam metidos em algum tipo de enrascada e eu, mesmo cego e Safira, mesmo sem poderes teríamos que fazer algo.

-Dara meu amor, leve-me até o forte, tenho presa, minha vida depende disso!

Então Dara minha recem dominada, virou nossa guia até o forte a cidade não parecia nada igual a qualquer lugar que tenhamos passado em toda nossa vida, os prédios parecem não serem feitos de pedra, as roupas das pessoas são estranhas com cores vivas e seus pés são protegidos por botas, mas sem a proteção normal para a canela... bem andamos por alguns minutos e chegamos a uma porta, Safira veio até mim e falou preocupada.

-Nesved, estamos de frente para o lugar, mas não me parece um forte, não há torres nem arqueiros, manda a moça para casa e vamos ver o que tem lá dentro.

-Oh Minha querida Dara, tenho que entrar, mas vá para casa e logo nos encontraremos neste mesmo lugar amanhã.

A moça relutante em me deixar partiu depois de alguns minutos, entramos então, eu e Safira sem poderes e sem visão... éramos uma boa dupla de visitantes. entramos com certa facilidade até encontrarmos um paladino jovem em uma porta, Safira disse que iria falar com ele, mas pedi que ela me leva-se até o rapaz e me deixasse de frente para ele, da mesma forma que fizera com Dara, e assim ela fez.

-Me desculpe nobre paladino, mas a muito tempo minha irmã tem me levado aos lugares que desejei visitar, então ela me trouxe aqui, pois sempre quiz ser um paladino, mas minha condição de cego não me permite ter essa honra, será ue eu poderia passear por seus salões? falei com vigor mas demostrando a fraqueza de um cego.

-Sim..sim claro meu bom homem, posso lhes mostrar qualquer lugar...

Enquanto o jovem paladino falava eu usava meus poderes para conjurar a magia de amor poderosa que eu soltara na bela Darae no momento em que pronunciei a última palavra empurei Safira em direção a voz do paladino e então esperei, o tempo parecia não passar, os segundos que estavam por vir era eternos em minha aflição de saber se tinha funcionado meu ardio, então esperei e esperei e quando eu ja estava quase perdendo o fôlego p paladino falou.

-Minha amada diga-me por onde quer passar e eu te levarei. falou o paladino que agora estava entrelaçado nas teias do amor de meu feitiço, ele era um adorador de Safira, mas não seria por muito tempo.

-Leve-nos aos prisioneiros meu amor. falou Safira enquanto passava a mão no rosto do rapaz.

-Mas claro minha amada, por aqui.

Seguimos por muitos corredores de pedra que não sabiamos de onde apareciam, o lu8gar parecia ser maior por dentro, as portas eram finas, mas pareciam fortes, fomos guiados pelo paladino  até chegarmos a um local fechado por grades, meu irmão não estava lá.

-Ele não está aqui Nesved e agora? perguntou Safira.

-Vamos voltar e dormir em algum lugar seguro... peça ao seu amor livros de história sobre esse lugar precisamos saber onde estamos... ou quando estamos.

O soldado paldino nos levou até sua casa onde Safira leu em voz alta tudo que achava interressante sobre o lugar, com isso descobrimos que os deuses haviam morrido a muito tempo, isso respondia a pergunta "por que Safira não tem mais poderes?".

Passamos a noite toda lendo a história do lugar, e descobrimos que uma das três luas havia partido ao meio e que os conjuradores haviam sido expulsos até um bairro vizinho, mas o mais interressante é que descobrimos que pessoas chamadas de "Mecanistas" haviam criiado uma especie de campo de força que guardava a cidade dos "selvagens", que depois descobrimos que eram qualquer um que não fosse humano.