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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Roda da carruagem foi retira e levada ao marceneiro, Kelthallas permaneceu por perto da carruagem, mas sem levantar as suspeitas de Zeth, seus olhos sempre vigilantes, perceberam que havia algo de errado com tudo aquilo, pois não entendera por que a carruagem quebrou enquanto estava parada, o bardo dirigiu-se até o marceneiro, um homem baixo e com mãos grossas de cabelos negros e com uns óculos estranhos, os olhos negros do homem pareciam preucupados, ele coçava a cabeça em sinal de dúvida.

-O que houve Jorsh, por que essa cara de quem não está entendendo? Perguntou Zeth enquanto o bardo se aproximava.

-Não sei direito Zeth, mas me parece que essa peça foi arrancada com força, não me parece quebrada. Falou o marceneiro mostrando uma peça da roda quebrada.

-Um espião enfiltrado? Zeth levou a mão a sua enorme espada e olhou para a carruagem

-Ninguém foi até lá Zeth. O bardo respondeu a pergunta dos olhos de Zeth.

-Mas eu mandei tu esquecer não foi. Observou o grande homem com olhos ameaçadores.

-Desculpa, mas não deu. O bardo deu de ombros.

-Finja que ainda não sabemos de nada Zeth, vamos tentar descobrir algo, usarei um pouco de minha mágica para ver se descubro alguma coisa.

-Bah, faça isso meio-elfo, mas tenha cuidado, não é apenas madeira e ferro que levamos. Retrucou o grande homem.

-Eu sei disso. O bardo respondeu com um sorriso. 

 Kelthallas aproximou-se da carruagem murmurando palavras mágicas à moda dos bardos, uma canção em forma de magia.

"No acampamento ou carruagem
Seja noite ou dia
Se alguém se aproximar
O vento vai avisar"

Com essas palavras de sua música mágica, Kelthallas protegeu a carruagem com uma magia de alarme capaz de avisar o bardo da chegada de qualquer coisa da carruagem. O bardo permaneceu alerta para tentar captar algum movimento que delatasse o espião, mas nada conseguiu descobrir, frustrado com sua investigação Kelthallas voltou as proximidades da carruagem sempre tentando ver o rosto da dama misteriosa, mas suas tentativas foram novamente frustradas. Depois de mais alguns minutos de espera então Jorsh terminou o conserto da roda, com a ajuda de seus dois ajudantes, recolocou a roda no lugar e anunciou que a comitiva poderia continuar a viagem.

-Mais de três horas de atrazo! Falou Zeth a Kelthallas, e sussurando continuou. E ai meio-elfo alguma novidade?

-Nada ainda, mas usei minha mágica para proteger a carruagem, tenho planos para descobrir alguma coisa. Respondeu Kelthallas com os olhos fixos na carruagem.

-O que você tem em mente? Zeth mostrou-se curioso

-Coisas de bardo. Kelthallas sorriu com o canto dos labios e deu um tapinha no ombro do enorme homem de cabelos louros.

-Colocarei uma magia de morte perto da carruagem, nosso inimigo vai explodir em chamas caso tente chegar perto dela. Kelthallas tentou falar com ar severo e o mais dramático possível.

-Mas isso poderá matar nós mesmos! Zeth falou quase que gritando, mas logo retornou a sussurar. Você está louco?

-Calma colocarei uma palavra de comando para retirar a magia, basta pronunciarem a palavra "Arduin" e a magia será dissipada, seria bom avisar a todos para não chegarem perto, pois o objetivo é pegar o nosso ratinho, avise os homens para não chegarem perto da carruagem menos de 1,5 metros.  Explicou o bardo Kelthallas ao assustado guerreiro.

-Mas se um inocente vier só por curiosidade? Zeth retrucou ainda preocupado.

-Não se preocupe, minha magia detecta os corações maldosos. Explicou o bardo novamente para o agora mais calmo guerreiro.

-Ah que seja, que a deusa da noite o leve se você fizer besteira seu bardo louco. Esbravejou Zeth.

"Se da carruagem se aproximar
E as palavras proferir 
A armadilha irá sentir
E em teias irá sucumbir"

-Agora é só esperar o peixe morder a isca. Falou Kelthallas para si mesmo em voz baixa.


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