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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A dama vacilou por um instante e caiu em meus braços.

-Meu amor? amor o que estamos fazendo aqui? ela perguntava sem saber o que lhe acontecera.

-Não se preocupe, você está bem, mas minha querida dama como se chamas? perguntei

-Meu nome é... é Dara você não sabia meu amor? ela perguntou confusa.

-Claro meu amor Dara, apenas estava verificando se estavas bem.

Olhei-a por alguns segundos e então perguntei.

-O que aconteceu por aqui, por que todos estão correndo e parecendo muito nervosos?

-Selvagens meu amor, entraram no centro, mas foram levados para prisão

-Minha querida Dara, para onde os Guardas da cidade levam os prisioneiros?

-Os paladinos? bem acho que eles levam para o forte, mas por que a pergunta meu amado? não queres vir até minha casa comigo? tenho um lugar seguro e quente para nós. ela falou puxando minha mão.

-Agora não meu amor, tenho que ir até os paladinos, preciso entrar no forte e falar com uma pessoas.

Algo me dizia que meu irmão e seu amigo esquivo da floresta estavam metidos em algum tipo de enrascada e eu, mesmo cego e Safira, mesmo sem poderes teríamos que fazer algo.

-Dara meu amor, leve-me até o forte, tenho presa, minha vida depende disso!

Então Dara minha recem dominada, virou nossa guia até o forte a cidade não parecia nada igual a qualquer lugar que tenhamos passado em toda nossa vida, os prédios parecem não serem feitos de pedra, as roupas das pessoas são estranhas com cores vivas e seus pés são protegidos por botas, mas sem a proteção normal para a canela... bem andamos por alguns minutos e chegamos a uma porta, Safira veio até mim e falou preocupada.

-Nesved, estamos de frente para o lugar, mas não me parece um forte, não há torres nem arqueiros, manda a moça para casa e vamos ver o que tem lá dentro.

-Oh Minha querida Dara, tenho que entrar, mas vá para casa e logo nos encontraremos neste mesmo lugar amanhã.

A moça relutante em me deixar partiu depois de alguns minutos, entramos então, eu e Safira sem poderes e sem visão... éramos uma boa dupla de visitantes. entramos com certa facilidade até encontrarmos um paladino jovem em uma porta, Safira disse que iria falar com ele, mas pedi que ela me leva-se até o rapaz e me deixasse de frente para ele, da mesma forma que fizera com Dara, e assim ela fez.

-Me desculpe nobre paladino, mas a muito tempo minha irmã tem me levado aos lugares que desejei visitar, então ela me trouxe aqui, pois sempre quiz ser um paladino, mas minha condição de cego não me permite ter essa honra, será ue eu poderia passear por seus salões? falei com vigor mas demostrando a fraqueza de um cego.

-Sim..sim claro meu bom homem, posso lhes mostrar qualquer lugar...

Enquanto o jovem paladino falava eu usava meus poderes para conjurar a magia de amor poderosa que eu soltara na bela Darae no momento em que pronunciei a última palavra empurei Safira em direção a voz do paladino e então esperei, o tempo parecia não passar, os segundos que estavam por vir era eternos em minha aflição de saber se tinha funcionado meu ardio, então esperei e esperei e quando eu ja estava quase perdendo o fôlego p paladino falou.

-Minha amada diga-me por onde quer passar e eu te levarei. falou o paladino que agora estava entrelaçado nas teias do amor de meu feitiço, ele era um adorador de Safira, mas não seria por muito tempo.

-Leve-nos aos prisioneiros meu amor. falou Safira enquanto passava a mão no rosto do rapaz.

-Mas claro minha amada, por aqui.

Seguimos por muitos corredores de pedra que não sabiamos de onde apareciam, o lu8gar parecia ser maior por dentro, as portas eram finas, mas pareciam fortes, fomos guiados pelo paladino  até chegarmos a um local fechado por grades, meu irmão não estava lá.

-Ele não está aqui Nesved e agora? perguntou Safira.

-Vamos voltar e dormir em algum lugar seguro... peça ao seu amor livros de história sobre esse lugar precisamos saber onde estamos... ou quando estamos.

O soldado paldino nos levou até sua casa onde Safira leu em voz alta tudo que achava interressante sobre o lugar, com isso descobrimos que os deuses haviam morrido a muito tempo, isso respondia a pergunta "por que Safira não tem mais poderes?".

Passamos a noite toda lendo a história do lugar, e descobrimos que uma das três luas havia partido ao meio e que os conjuradores haviam sido expulsos até um bairro vizinho, mas o mais interressante é que descobrimos que pessoas chamadas de "Mecanistas" haviam criiado uma especie de campo de força que guardava a cidade dos "selvagens", que depois descobrimos que eram qualquer um que não fosse humano.

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