Orkut

terça-feira, 5 de julho de 2011


O dia amanheceu belo na Floreta Alta, as várias montanhas da cordeilheira de ferro pareciam sombras uma das outras diminuindo em tons de negro até um cinza quase branco, Arthus foi o primeiro a acordar e comtemplar as montanhas de Rholmar o Senhor dos anões, Malafai e April acordaram logo em seguida mas não levantaram pois a comida da halfling parecia lhes prender nos sacos de dormir, o mago sentou-se em uma pedra e vagarozamente começou a recitar baixinho as palavras dos encantos que iria conjurar durante o dia, Mlafai por sua vez deitou um manto no chão, ascendeu um incensório de prata e iniciou suas cantigas sacras, a paladina sentou-se distante e observou o dia nascer por quase uma hora até que Arthus tocou em seu ombro.

- Vamos April, minhas magias já estão prontas, Malafai está nos esperando.

A paladina levantou-se com seus cabelos negros ao vento e seu semblante parecia angelical e por mais que os companheiros estivessem juntos a semanas sempre que a viam Arthus e Malafai espantavam-se com sua beleza.

- Devemos acordar a pequenina - Arthus sorriu e falou baixino - Boa sorte.

- Ei pequenina, está na hora de levantar-se... ei Julien, Julien? - A halfling não parecia ligar para a paladina e simplesmente voltou-se para o outro lado trazendo o cobertor mais para cima dos ombros.

- Ei julien está na hora de levantar-se - April falou um pouco mais alto mas a halfling não lhe deu ouvidos.

- O que eu faço Arthus, ela parece que morreu? - Arthus apenas deu de ombros e começou a rir baixinho tentando não atissar a fúria da paldina.

- Vamos Julien levante-se -Faou a paladina perdendo a paciência.

- Que horas são - A halfling perguntou com um bocejo.

- Já são quase sete horas, já deviamos estar a pelo menos dois quilometros ao nordeste daqui.

- Eu nunca me levanto menos de nove horas - A halfling respondeu em meio a bocejos.

- O que? você deve estar brincando, levante-se se quiser vir com a gente ou então pode permanescer dormindo até que os ogros lhe venham pegar.

- Ogros? - Perguntou a halfling de um salto - Aqui tem ogros?

- Ah vários deles - Respondeu Arthus - E adorariam comer carne de halfling no café da manhã, ouvi dizer que é a iguaria predileta deles.

- Bem eu já estava me levantando mesmo e por falar em café da manhã o que temos para o desjejum?

- Bem nós poderiamos caminhar enquanto comemos uma daquelas maçãs - Falou o mago esticando a mão.

- Claro minhas maçãs, elas estão ótimas você vai adorar e se você me ensinar um feitiço lhe dou um pêra também o que me diz?

- Fechado.

- Você leva jeito com ela mago - Falou a paladina bufando depois de perceber que o mago já sabia o que iria acontecer.

- Depois posso lhe falar sobre os costumes dos halflins e de outras raças estranhas.

- Seria muito bom mesmo.

Malafai aproximou-se segurando um machado ensanguentado.



- Achei isso a alguns metros daqui, me parece ter sido usado a poucos dias - April e Arthus não se demoraram a examinar a arma e April falou primeiro.

- É um machao grande demais para um humano ou anão, temo que seja uma arma orc.

- Malditos orcs - completou o clérigo.

- Mas onde está a mão que o empunhava? havia mais alguma coisa perto de onde isto estava Malafai?

- Não, somente isso e não encontrei rastros de sangue.

- Esquisito - Ponderou a paladina.

- Eh podemos sair daqui, acho que não gosto desse negócio de machados com sangue - Julien falou parecendo assustada.

- A halfling tem razão devemos sair daqui, mesmo sabendo que os orcs não patrulham durante o dia - Respondeu o clérigo com sabedoria.

Os quatro aventureiros cavalgaram por duas horas, Julien de carona no cavalo de April na vanguarda, Arthus no centro e Malafai na retaguarda até que avistaram uma pequena cidade logo abaixo no sopé da montanha.

- Alguém sabe que cidade é aquela - Perguntou a paladina - Não está no meu mapa.

- Ah! eu sei sim - Respondeu a halfling - e a cidade da Montanha Dente de Pedra.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pães, mel e porco assado

 

Personagens da aventura

 Humana: A princesa paladina April Menseph de Loregard






 Humano: O clérigo de Endor Malafai de Loregard 


 

 

 

 

 

 

 

 

Bruxo: Arthus "Articus" Lordan "O Kendoriano" aprendiz de Justárius o Mago Imperial














Halfling: Julien do Bosque Verde perto da Vila dos Alfaiates logo depois do rio...












Sinopse: Depois de fracassarem na tentativa de conseguirem comida os três companheiros encontram uma nova companheira um tanto diferente a bem humorada Julien do Bosque Verde... deixa pra lá.

Pães, mel e porco assado



Os companheiros continuaram sua viagem com fome e sede, April, Malafai e Arthus já estavam com problemas o bastante e agora com os ferimentos obtidos na batalha contra os arbustos andantes e o carvalho brigador a coisa parecia ainda pior e sem solução.

April sedenta e faminta retirou seu elmo e usou a mão para tapar a estrela de TalMaj brilhante no céu em busca de alguma coisa para caçar, Malafai começou a pegar folhas das árvores e come-las como se fossem frutas, Arthus pegou um de seus pergaminhos dobrou-o e começou a mastigá-lo com fúria para não perder a coragem.

- Acho que estou morrendo - Falou a paladina - Estou sentindo o cheioro do Elizio, acho que é porco assado na brasa, bacom crocante, feijão com legumes e pão assado... hum o cheiro está tão bom, já estou vendo os anjos.

- Eu sinto o cheiro também, a carne de poco deve estar maravilhosa... hum e esse feijão com legumes já está no ponto... consigo ouvir a música dos anjos, parece a voz de uma criança desafinada - Respondeu o cléigo Malafai.

- Desafinada? anjos desafinados - Falou o mago perplexo - Sim eu também sinto o cheiro, não é nenhuma visão do Elizio o cheiro vem dali, acho que tem alguém acampando, ouça a voz, é uma voz de menina, talvez uma... vamos por aqui, tenho uma vaga idéia do que está acontecendo.

Os três amigos adentraram no bosque e sem nenhuma dificuldade avistaram uma fogueira e uma gartinha sentada com três ou quatro panelas no fogo, uma toalha estendida nochão, três garafas diferentes, uma parecia uma odre de vinho, outro um cantil estilizado formando um anjo derramando água de um jaro e um terceiro que era feita de chifres, a criança cantava em notas altas demais fazendo uma melodia estranha mas de perto a música pareceu agradável, era uma menina de cabelos castanhos e pelo levemente morena roupas verdes e pés descalços, ela trazia quatro mochilas contando com sua algibeira, ela estava sentada de costas para os aventureiros que aproximvam-se sem se preocupar com furtividade.

- Ola minha cara criança como vais tu? - Perguntou a paladina.

A criança levantou-se de um pulo e observou os amigos assustada.

- Ela é uma halfling April, como eu suspeitava - Falou Arthus com um sorriso.

- Não sou nenhuma criança, sou uma halfling e me chamo Julien do Bosque Verde perto da Vila dos Alfaiates logo depois do rio das Águas Razas, não confunda com o rio das Águas Verdes perto do Bosque das Folhas Pequenas, muitas pessoas confundem esses lugares, o Bosque das Folhas verdes fica um pouco mais ao leste da Floresta das Vozes Estranhas, depois da Floresta das Vozes Estranhas fica o Rio das Águas Razas, perto desse rio fica a Vila dos Alfaiates ai mais alguns quilometros fica o Bosque Verde e é de lá que eu venho, do Bosque Verde que fica perto da Vila dos Alfaiates, sabia que na Vila dos Alfaiates não tem nenhum alfaiate só pescadores? os Alfaiates vivem na Vila da Agulha, perto da mansão do Homem de uma mão só, minha vó por parte de mãe uma vez me disse que ele perdeu uma mão na luta com um lobo, mas a mãe do primo da mulher de um primo meu falou que na verdade ele perdeu a mão com um golpe de machado mas como uma pessoa poderia arrancar a própria mão com um machado? acho que realmente foi um urso... não, não foi um lobo... ou foi um urso?, da próxima vez que eu vir minha vó por parte de mãe vou perguntar para ela, vocês possuem cavalos muito bonitos, como são os nomes deles, eles têm nomes ou vocês chaman eles só de cavalos? cavalos com nomes são bem legais, sabia que eu já tive um pônei? o nome dele era Bill, uma vez eu estava andando no Bosque das Folhas Pequenas quando de repente...



- Ei por favor deixe-nos falar - Falou a paladina quase guitando - meu nome é April Menseph de Loregard.

- Eu me chamo Malafai e sou de Loregard depois da Floresta do Rei eh, eh depois da... eh em Loregard você sabe... - O clérigo falou meio gaguejante confuso com os costumes da halfling.

- Meu nome é Arthus sou um mago do frio e sou de...

- Um mago? sabia que eu nunca tinha visto um mago antes? você poderia fazer uma mágica para eu ver? qualquer uma serve, uma com fogo e luzes, adoro luzes sabia? você sabia que um dia eu estava andando na Floresta do...

Ei espere um pouco, nós viemos de muito longe e estamos famintos e com sede, será que você poderia nos vender alguma comida? - April voltou a interronper a halfling.
- Eh... que eu tenho pouca comida, eu vim despreparada para viagem, eu nunca faço isso mas desta vez eu trouxe apenas um punhado de comida e bebidas, de quanta comida você está falando? pois vocês são grandes e eu sou pequena, na verdade você é enorme Abril, qual a sua altura? eu tenho 70 centimetros, sou alta para os halflins, você é alta para as pessoas de Lorevard? você sabia que...

- hum hum - Pigarreou a paladina já sem paciência.

- Ah! sim a comida - A halfling respondeu - Deixem-me ver... um pouco de carne de porco, ovos cozidos, um... dois pães de ló, uma duzia de maçãs, três pêras, dois cachos de uva vermelha, um bolo de milho, meio bolo de batatas um pouco de doces para passar o tempo, uma garafa de suco de amora, um odre de vinho, três tigelas de mel com amendoin, avelãs carameladas, pão com mel e um pouco de erva de fumo... ehhhh eu acho que se nós fizermos economia de comida dá até amanhã cedo, o que me dizem?

Os três amigo se entreolharam e responderam em unissono.

-Cho que dá!

-Vocês ficam me devendo uma refeição então, cada um de vocês, Abril de Lorevard, Mafalai de Lorevard e o mago do gelo.

- Meu nome é April de Loregard, não Abril de Lorevard - falou uma paladina sorridente mais tranquila enquanto cortava um pedaço da carne de porco.

- Foi exatamente o que eu disse, o que você faz lá em Lorevard?

- ká ká ká... é Loregard minha pequena Julien do Bosque Verde perto da Vila dos Alfaiates logo depois do rio das Águas Razas... eu sou princesa em Loregard.

- Uma princesa? uau sabia que eu nunca tinha conhecido uma princesa? o que uma princesa faz? realmente você é muito bonita, eu deveria ter percebido, só princesas são bonitas assim, você acha que eu poderia ser uma princesa?

- Sim, você poderia ser uma princesa, você é muito bonita Julien halfling.

- Ah que bom, agora eu serei princesa Julien do Bosque Verde perto da Vila dos Alfaiates logo depois do rio das Águas Razas amiga da princes April menseph de Loregard logo após a Floresta do rei em Loregard... hum foi mais ou menos isso que o Mafalai  falou num foi?

- Malafai - Corrigiu o mago.

- Foi o que eu disse - Retrucou a halfling.

- Sim claro que foi - E Arthus colocou um pedaço de pão na boca e deitou na grama e esperou o sol se por e todos cairam no sono dos que comem.

domingo, 15 de maio de 2011

Coelho, árvores e arbustos

 

Personagens da aventura

 Humana: A princesa paladina April Menseph de Loregard






 Humano: O clérigo de Endor Malafai de Loregard 


 

 

 

 

 

 

 

 

Bruxo: Arthus "Articus" Lordan "O Kendoriano" aprendiz de Justárius o Mago Imperial












Sinopse: Depois de fracassarem contra o mago maligno e ardiloso Helvec, April, Malafai e o astuto mago Arthus o Kendoriano conhecem os perigos de uma floresta antiga enquanto procuram por comida, um simples coelho pode ser um desafio a altura de hérois testados em batalha.

Coelho, árvores e arbustos

Os companheiros cavalgaram calados por vários dias encontrar comida passou a ser algo quase impossível, a ração de viagem estava quase no seu fim, nenhum dos companheiros sabia como conseguir algo para comer na floresta.  No sexto dia Arthus viu um coelho saltando para traz de um pequeno arbusto.

- Ei vocês viram aquilo? Acho que vi um coelho bem ali perto daquele arbusto – O mago falou apontando par ao local onde estava o coelho

- Lance um de seus raios e congele-o assim será mais fácil de pegá-lo – Respondeu Malafai.

- Esperem, vamos tentar cercá-lo – A paladina desceu do cavalo e puxou seu arco surto, Malafai pegou sua besta e deu a volta no arbusto, Arthus foi bem pela frente e April deu a volta pelo outro lado e preparou seu arco – Você comanda o ataque mago, estou preparada.

- Vamos Arthus sua vez de caçar – O clérigo completou.


- Agora vai dar certo, já estou farto dessa ração maldita – Sussurrou o mago Arthus para si mesmo tentando ganhar coragem. –Arthus saltou no arbusto em busca do coelho que saiu saltando do outro lado, o mago caiu de cara no chão e levantou cuspindo terra e limpando os olhos, April disparou sua flecha e por pouco não acerto o mago que passou destrambelhado bem na frente da paladina, Malafai teve sorte parecida e seu dardo passou zunindo do lado do mago eu nem percebeu que quase havia sido acertado duas vezes. O coelho saltou mais alguns metros adentrando na mata, os três companheiros partiram enlouquecidos atrás do coelho Arthus ainda meio cego devido a areis nos olhos topou em um cipó e caiu novamente Malafai que vinha logo atrás do mago topou em Arthus e foi ao chão ruidosamente com sua meia armadura April passou por eles aos trancos e barrancos.

- Sai de cima de mim seu monte de aço, precisamos pegar nosso almoço -  O mago gritou cuspindo areia.

- Se você não tivesse caído como uma maça podre eu não teria topado em você – Respondeu o clérigo levantando-se rapidamente e os dois correram  em direção ao coelho, April encurralou o coelho perto de uma enorme árvore de folhas pequenas, Arthus e Malafai logo chegaram para ajudar a paladina em sua caça, Malafai deixou cair sua besta e caminhou muitíssimo devagar até o coelho que ficou parado observando, nenhum dos três companheiros percebeu que perto da árvore alguns dos arbustos começaram a se mover, cada um dos heróis procuravam o melhor angulo para atacar o pobre coelho mas de repente um arbusto enrolou um de seus cipós na perna de April, outro arbusto quase enrolou toda a perna de Malafai antes que ele percebesse que estava sendo atacado, Arthus deu mais sorte  sentiu algo enroscando-se em seu braço e conseguiu congelar o galho que em poucos segundos se livrou da magia paralisante de gelo, Antes que o mago pudesse avisar seus amigos April foi derrubada e levantada ao ar por uma de sua pernas, Malafai foi segurado pela cintura e sua mão esquerda ficou presa em um galho, Arthus deu um salto para trás na tentativa se escapar dos galhos e dos cipós dos arbustos errantes.

April estava de cabeça para baixo tentando cortar o cipó que a segurava mas seus golpes pareciam não causar dano aos cipós e aos galhos, Malafai que estava com uam de suas mãos presas não conseguia conjurar magias e nem brandir sua espada, apenas Arthus estava prontop par ao combate. O mago preparou uma magia de gelo e disparou no arbusto que segurava April mas seu raio passou do lado do alvo acertando 
o tronco da árvore gigante. Um galho grosso e cheio de pequenos galhos e cipós enroscados em todo seu comprimento passou com força por cima do mago que desviou do trajeto do ataque, então a árvore se contorceu e mais um galho varreu o ar em direção ao mago que caiu no chão para escapar do ataque da árvore, de certa forma a árvore, um carvalho brigador acertou um alvo já que depois de passar pelo mago caído no chão acertou em cheio April e seu arbusto errante os dois foram jogados a alguns metros de onde estavam, o arbusto que segurava April não conseguiu segurar a paladina depois do golpe da árvore, Malafai estava cada vez mais preso e agora sua outra mão estava sendo segura pelo arbusto que o estava levando em direção a uma caverna no chão a poucos metros do combate.



April correu em direção ao amigo e desferiu golpes de sua espada nos galhos e nos cipós do arbusto que segurava o clérigo mas foi acertada por trás pelo carvalho  brigador e caiu desarmada perto de uma aglomeração de arbustos errantes, Arthus levantou e conjurou uma magia de lentidão no arbusto que estava carregando Malafai e o frio pareceu incomodar o monstro que soltou o clérigo por um instante, o tempo foi suficiente para que o clérigo pudesse levantar-se e brandir sua espada.  

Malafai firmou os pés para esperar o ataque de um enorme galho do carvalho brigador que vinha em sua direção, Arthus tentou disparar raios nos arbustos que ameaçavam April mas foi atacado por trás por dois arbustos errantes, April sacou sua espada curta e preparou para lutar, vários arbustos errantes se aglomeravam aos poucos em volta da paladina, o carvalho brigador varreu novamente o campo de batalha mas dessa vez não teve nenhum êxito a não ser por derrubar alguns dos arbustos, April saltou para o lado e desferiu ataques em dois dos carvalhos na intenção de abrir espaço para correr mas os monstros conseguiram resistir aos ataques, Malafai desviou de mais um ataque do carvalho mas seu movimento lhe deixou vulnerável em seu flanco esquerdo. 

Arthus facilmente foi carregado pelos arbustos até a caverna no chão mas no exato momento em que ele iria ser arrastado para dentro da caverna, Malafai fez cair dos céus uma poderosa coluna de chamas nos arbustos que puxavam o mago mas o fogo não causou nenhum dano aos arbustos apenas assustaram as criaturas, April desferiu mais alguns ataques nos arbustos e conseguiu abrir caminho até o clérigo, Malafai ainda não havia recuperado a postura quando um arbusto o atacou pelo flanco desprotegido, um galho atravessou armadura por uma freta e atingiu uma costela do clérigo que quase caiu de dor, April chegou no momento exato para atacar o arbusto e ganhar um pouco de tempo na refrega mas sua espada curta era de pouca valia para os arbustos e muito menos para o carvalho brigador, Arthus percebeu a aflição da paladina e concentrou-se em uma magia.

- Actio espada – Arthus pronunciou com força e a espada da paladina veio voando até sua mão, no mesmo momento em que ele tocou o cabo da espada brilhou e tremeu, o mago percebeu que a espada possuía vontade e que desejava voltar para as mãos de sua dona.

-Arthus a espada, jogue-a para mim – Gritou a paladina rapidamente o mago atendeu a poderosa paladina, a espada voou para as mãos da paladina April como uma flecha que é disparada em um alvo e pousou suavemente nas mãos de April.

Malafai segurou-se em April por um instante para ganhar fôlego a paladina por sua vez passou um dos braços do clérigo por cima do ombro e caregou-o para perto do mago tentando escapar dos ataques do carvalho brigador, Arthus conjurava raios para todos os lados na esperança de distrair os arbustos até que a paladina e o clérigo estivessem a salvo. Depois de alguns perigosos passos entre o carvalho e um ponto distante do alcance da poderosa árvore viva os guerreiros sagrados April e Malafai se puseram a salvo ao lado do magoe correram como puderam até a segurança da estrada. Antes de desaparecem os três amigos olharam para trás e viram o carvalho lutador rodopeandoseus poderosos galhos para todos os lados atacando qualquer coisa que se movesse.




sexta-feira, 15 de abril de 2011

O dia do julgamento

Os aventureiros descansaram os últimos três dias na taverna do Dente de Dragão, Malafai já está bem melhor de seus ferimentos, April costuma passar a maior parte do tempo treinando esgrima ou treinando com seu cavalo Snow Flake na escola para soldados, Thiven quase não descansa tentando saber algo sobre o mago preso, sua sede por "justiça" é insaciável, Arthus pegou quase todos os pertences do mago inclusive seu grimório e o estuda quase que todo o tempo livre, parando apenas para alimentar-se ou para dormir poucas horas. Na tarde do quarto dia Thiven chegou nervosa e em grande fúria na taverna onde todos estavam hospedados.

 - Mas como pode ser? Os malditos advogados dizem que o mago será banido da cidade por 10 anos, como ele pode receber uma punição tão branda? ele deve ser enforcado isso sim - Esbravejava aos gritos na sala de bebidas da taverna, o lugar estava parcialmente cheio, do outro lado da taverna havia um homem vestido de negro usando um capuz apenas seus olhos vermelhos podiam ser vistos ele estava protegido por dois capangas, Thiven o avistou e seu sangue gelou imediatamente a  ranger entrou em um transe e seu ódio pareceu crescer ainda mais pelo elfo, quando ela pareceu sair do transe já era noite e April e Arthus estavam falando com ela algum coisa.

 - Thiven acorda, onde você está? - Perguntava a ranger.

- Não precisa me chacoalhar dessa forma, eu só estava pensando, como as autoridades dessa cidade podem apenas banir o maldito mago, temos que fazer alguma coisa April, temos que matá-lo.

- Não Thiven, eles possuem sua própria lei e deve ser seguida, es eles dizem que ele será punido então é o que deve ser feito, já fizem os nossa parte.

- Não - A ranger falou alto e descontroladamente - Ele deve ser morto pela forca.

- Acalme-se Thiven o que há com você? Fizemos a nossa parte, veja todos nos tratam como heróis e é assim que deve ser, deixe que eles cuidem do resto, é a lei.

Do outro lado da taverna a figura de preto levantou-se e caminhou até a porta e deu uma última olhada para Thiven e saiu, a range pareceu se acalmar no mesmo instante, April olhou para a porta como se sentisse algo mas só pôde ver um manto negro saindo pela porta seguido de dois homens de armadura de couro.

- Talvez você tenha razão April, devemos deixar o resto com eles - A ranger tomou sua bebida e se acertou na cadeira e caiu em seus pensamentos.

Arthus que tudo observava percebeu algo de diferente na ranger e desconfiou que a mente da ranger estivesse de alguma forma perturbada ou quem sabe controlada mas o mago não havia preparado as magias certas para determinar com certeza o que estava acontecendo.

Depois de dois dias por volta de um grifo após a caída de Tal Maj um homem mal encarado com uma cicatriz em fome de meia lua no lado esquerdo do rosto entrou na taverna e procurou a ranger Thiven, caminhou até ela e comentou que corria os rumores que o mago não seria banido, pois se arrependeu de tudo e pagaria uma boa quantia de peças de ouro ao pai das crianças e reformaria os muros da cidade como pagamento pelos seus males, a ranger entrou novamente em fúria e foi procurar April e os outros mas encontrou apenas Arthus indo em direção a biblioteca.

-Arthus temos que fazer algo, o mago sairá impune de tudo, ouvi falar que ele apenas gastará algumas peças de ouro e só, irei agora fala com o pretor sobre isso - Arthus não teve tempo de falar nada pois a ranger já havia saído correndo, o mago só teve tempo de correr em direção ao templo na esperança de lá encontrar April e Malafai em suas orações.

- April, Malafai me desculpem por atrapalhar suas orações mas tenho uma notícia que me parece perigosa, Thiven foi até o pretor para discutir a situação do mago Helvec - Os companheiros não falaram mais nada e correram até o pretor mas chegaram depois da saída da ranger.

- Me desculpe pretor Gildan minha amiga Thiven esteve aqui? - Perguntou a paladina April.

- Sim ela esteve e me pareceu meio fora de si, me acusou de não fazer meu dever e pediu permissão para investigar a casa do mago, claro que neguei o pedido - O pretor aproximou-se da paladina olhando em seus olhos - Olha aqui April Menseph agradeço o que vocês fizeram pela minha cidade mas já chega, minha paciência acabou não tenho mais cabeça para lidar com sua amiguinha falando mal de nossas leis para qualquer um ouvir nas tavernas, acabou vocês devem seguir em frente entendido? - April, Malafai e Arthus não tiveram nada para falar pois eles mesmos já estavam fartos da reclamação da ranger, então se despediram e saíram do quartel.

- Malafai o que acha que devemos fazer? - Perguntou April para o clérigo totalmente confusa com tudo que estava acontecendo, Malafai parou um  pouco para pensar e respondeu - Acho que devemos ir na casa do mago alguma coisa me diz que algo terrível acontecerá, o mago Arthus pronunciou algumas palavras em uma língua comum entre todos os magos e apontou para o oeste - Para lá, devemos ir para aquele lado, é onde está a ranger, na torre do mago alguns quilômetros fora da cidade.



Os três companheiros cavalgaram o mais rápido que podiam mas chegaram tarde demais, a ranger estava correndo com meia dúzia de pessoas em seu encalço, Malafai alçou voo e deixou seu cavalo Black Arrow cuidar da ranger, a paladina investiu contra as pessoas apenas para distraí-las, Arthus que cavalgava com a paldina conjurou uma magia de luz para ofuscar alguns dos perseguidores da elfa Thiven, no momento em que o mago conjurou sua luz April pôde ver duas pessoas caídas no chão alvejadas por flechas aparentemente mortas, April cavalgou rapidamente até algumas árvores em um bosque para confundir os guardas de Helvec, Malafai observou de cima os corpos caídos e voou até eles só para constatar que os dois meio-orc estavam mortos por flechas que ele identificou imediatamente como sendo flechas de Thiven. Quando April e Arthus já estavam saindo do bosque em direção a cidade uma luz vermelha explodiu no céu.

- O que é isso Arthus alguma feitiçaria necromântica? - Perguntou a paladina assustada.

- Não, isso me parece algum tipo de aviso.

Depois de alguns minutos os amigos perceberam que poderiam diminuir a marcha, pois seus perceguidores haviam pegado outro caminho, Os quatro aventureiros chegaram ao portão da cidade e o encontraram aberto ao entrar tiveram uma surpresa, soldados armados com alabardas, arcos e espadas os esperavam em uma emboscada, o pretor estava montado em um cavalo segurando uma lança montada.

- Parados todos vocês, recebemos um sinal da torre o que aconteceu lá? - Perguntou o pretor olhando para April e depois para a ranger que estava montada no cavalo do clérigo.

- Tudo será esclarecido, tenho certeza que não tem razão para usar as armas - A paladina respondeu tentando acalmar a situação.

- Desmontem e sigam-me até o quartel, lá veremos o que aconteceu, já mandei soldados até a torre para descobrirem porque lançaram o sinal de socorro. Os aventureiros desmontaram seus de seus cavalos e seguiram o pretor até o quartel, o pretor era escoltado por seis guardas armados.

- O que houve lá? Alguma coisa me diz que sua amiga vez algo de errado - Perguntou o pretor mas sua pergunta não ficou sem resposta por muito tempo antes que alguém pudesse responder quatro guardas entraram na sala seguidos por três homens nervosos e falando alvo.

- Foi ela sim, essa elfa chegou ao castelo furtivamente e atacou Grisk e Tard, eles não fizeram nada apenas abriram a porta e foram atacados por essa mulher elfa enlouquecida, ela gritava "morte a todos os aliados do Helvec" não tivemos tempo para nos proteger das flechas - Falou um homem de roupas esfarrapadas com cara de lavrador.

- Não tivemos tempo nem para salvar as crianças, por sorte os guardas ainda estavam fazendo vigia pelo lado de fora da torre senão uma hora dessas até as crianças estariam mortas - Falou um outro homem com aparência semelhante.

- O que aconteceu lá Thiven? Responda minha pergunta -  Bradou o pretor.

A ranger parecia confusa, sua mente estava lá mas seus atos pareciam ter sido feitos por outras pessoas como se ela fosse mera coadjuvante em seu próprio corpo, seus olhos pareciam perdidos em algum lugar.

- Thiven responda, olha para mim, sou eu April fale alguma coisa ao seu favor, fale quem fez aquilo, quem matou aquelas pessoas.

- Eu matei - Respondeu a ranger mas suas palavras pareciam vazias e sem emoção nenhuma como se falasse por falar, como se não houvesse nenhuma coisa de errado nisso.

- Ela matou meus amigos a sangue frio - Falou novamente o primeiro homem -O pretor pareceu entender o que havia acontecido

- Ela esteve aqui pouco antes de ir até lá, ela parecia muito nervosa e eu a proíbe de ir até o castelo, tudo aponta para a versão de Ander e Thomason, se vocês não quiserem que complicar é melhor saírem daqui - Falou o pretor.

- Vamos April - O mago fez uma pequena pausa - Malafai vamos, é melhor irmos antes que nós pioremos as coisas - April e Malafai saíram do quartel desconcertados sem saber realmente o que pensar.

- Thiven parecia estar realmente descontrolada, nada fazia com que ela esquecesse o mago, mas porque? - Perguntou a paladina para seus amigos.
- Agora não podemos fazer nada a esse respeito, a justiça será feita e é por isso que vivemos April, devemos seguir as leis, devemos observar e rezar para que Endor julgue os acontecimentos com brandura.

Três dias se passaram e o julgamento foi severo e rápido os juizes e seus jurados foram cruéis, Thiven foi condenada ao enforcamento, assim como queria para o mago Helvec, seus companheiros não escaparam do martelo da justiça e foram banidos da cidade por 10 anos, o mago Helvec apareceu como uma vitima da elfa e seus comparças, ele fez com que todos pensassem que tudo foi feito para prejudicá-lo, April, Malafai e Arthus saíram da cidade logo depois do julgamento como vilões e o maligno mago Helvec uma vitima inocente.

Arthus ao sair da cidade quando já estavam no alto da Colina dos Sussurros olhou para traz e lhe pareceu que uma nuvem havia parado bem em cima da cidade e uma escuridão se apoderou da cidade.

- Algo me diz que isso não acabou por aqui, acho que ainda veremos esse mago maldito - Falou para si mesmo mais que para seus amigos.

- O que? - Perguntou a paladina.

- Nada, eu só estava apenas elocubrando em voz alta nada mais - Respondeu Arthus enquanto cobria seu rosto com o capuz de seu manto.



quinta-feira, 14 de abril de 2011

Um Mago Derrotado

A porta de pedra se abriu ruidosamente e uma escadaria que levava para baixo se apresentou diante deles, dezenas de degraus feitos na própria pedra da montanha levavam os aventureiros para baixo, Thiven desceu a frente sendo seguida por Malafai e April logo atrás dele, Arthus vinha na vanguarda com as pernas trêmulas quase batendo um joelho no outro, Thiven pareceu ter ouvido algo e fez um gesto com a mão para que todos parassem e foi mais a frente na ponta dos pés, ela observou a porta que levava a uma outra sala de pedra. As paredes dessa grande câmara de pedra são adornadas com esculturas do que lhes parecem membros da família Kaius venerando Endor e Tal Maj. Em algumas paredes, há montes de entulho que outrora foram sarcófagos. Muitos ossos estão espalhados no chão. Dois sarcófagos intactos foram arrastados para montar uma barricada nos dois corredores que conduzem para fora da sala. Um lampião crepita no topo de cada uma das barricadas, lançando um brilho laranja e misterioso sobre toda a cripta. O óleo rançoso do lampião cheira forte, como um peixe morto. Arthus segue a ranger e todos entram na sala e observam as esculturas mas algo chama a atenção do jovem mago.

- O cheiro de óleo é muito forte nessa câmara; é impossível que venha somente dos lampiões.

Tarde demais, São dois hobgoblins; cada um iniciará o encontro atrás de um sarcófago diferente, na parte mais afastada da sala. Os sarcófagos são armadilhas. Mesmo os heróis tendo aberto a porta secreta usando o enigma, ela foi barulhenta o suficiente para que os hobgoblins saibam que alguém está entrando.

Os mercenários hobgoblins iniciam o combate usando seus arcos longos disparando flechas contra os heróis, April e Malafai partem para o ataque usando suas espadas mas conforme eles se aproximam os hobgoblins utilizam os sarcófagos como cobertura isso gera uma vantagem dos monstros quando April aproximou o suficiente do sarcófago o maldito monstro virou o sarcófago essa manobra criou uma explosão de fogo que preencheu a área próxima da paladina com fogo crepitante, imediatamente ela saltou para o lado ficando presa entre o fogo e a parede, os hobgoblins saltaram para o outro corredor e saltaram por cima do outro sarcófago com cuidado para não ativar a outra armadilha com os lampiões. Então, os monstros ficaram lado a lado como soldados em uma guerra, Thiven disparou uma de suas flechas e derrubou um dos hobgoblins no momento em que ele tentava pular o segundo sarcófago, na verdade o lampião quase caiu e ativou a segunda armadilha, Arthus correu até o lado onde estava a paladina e observou a situação.

- Malafai vire o sarcófago para o outro lado e usaremos a armadilha desses monstros contra eles mesmos, enquanto isso tentarei apagar esse fogo e tirar a paladina dessa enrascada - Arthus invocou um raio de gelo de seu cajado, o raio arcano vindo do próprio elemento da água e do vento partiu com fúria e apagou parte do fogo, o suficiente para a paladina sorrir e saltar por cima em direção aos seus amigos.

- Agradeço a Endor por você ter vindo mago - O jovem mago enrubeceu ao ouvir as palavras da paladina mas logo se concentrou no combate, Malafai tentou empurrar o sarcófago mas não conseguiu reunir as forças suficientes, Thiven disparava suas flechas para distrair as criaturas, A pril correu e empurrou o sarcófago com seu ombro, ela usou toda sua força e aproveitou o tempo dado pelas flechas da ranger o lampião virou junto com o sarcófago em direção ao hobgoblin que em chamas correu pelos corredores do mausoléu.



Após despacharem os dois hobgoblins, os aventureiros seguem pelo corredor que estava sendo protegido pelos dois monstros, depois de algumas curvas a frente ele chegam em uma nova sala, essa sala parece ter sido usava a séculos como algum tipo de sala de orações, há vários símbolos gravados nas paredes e pequenos altares com pedestais para estátuas em cada canto e bem ao centro, os aventureiros vasculham a sala a procura de pistas dos dois garotos desaparecidos e logo Thiven detecta pegadas mas a atenção dos aventureiros é voltada mais uma vez para algo sinistro. A forma sombria que eles encontraram na primeira sala ressurge a partir da escuridão. Ele gesticula com suas garras azeviche, apontando os ossos espalhados no chão e diz com a voz gélida e ruidosa — “Honra aos mortos.” - e logo depois desaparece dentro de uma das paredes.

A paladina April olhou ao redor e viu os ossos espalhados dos antigos cavaleiros da lenda, tudo aquilo feito pelos hobgoblins era profanação e um insulto aos mortos, aquilo tinha de parar.
- Ajudem-me a pegar os ossos desses cavaleiros, vamos colocá-los nos sarcófagos vazios que encontramos na outra sala lá em cima - A paladina falou com tanta convicção e vontade que ninguém pôde ir contra sua vontade, nem mesmo o mago que fez de tudo para não tocar os ossos. Passaram-se quase trinta minutos até que todos os ossos estavam devidamente honrados em seus sarcófagos, April e Malafai fizeram preces para acalmar os espíritos dos mortos e abençoaram o lugar, a aura estanha de necromância aos poucos foi se dissipando como a luz de Tal Maj dissipa a escuridão, as armas mágicas de Malafai e April pareciam mais brilhantes.

Logo depois da sala onde o fantasma foi visto pela segunda vez havia um corredor lapidado que conduzia para fora da tumba inferior, rapidamente se torna rústico e termina em uma grande caverna natural com uma câmara adjacente, também feita de pedra lapidada. Embora a caverna natural seja muitíssimo antiga, o portal em forma de diabo e a câmara posterior também são bem velhos, certamente da época em que os tieflings forjaram seus primeiros pactos infernais com os senhores dos Infernos.

A água escorre como uma chuva leve a partir das estalactites dessa caverna natural. Fungos brilhantes iluminam a câmara, quevé úmida e quente. A luz assustadora reflete vários estanques de água, que pontilham o solo irregular e escorregadio. Do lado oposto de onde os aventureiros estão, uma grande alcova foi cortada na lateral da caverna. Uma construção antiga, quase em ruínas, adorna a alcova, ostentando pictografias detestáveis e uma escrita estranha e aracnídea. Um portal sinistro, com placas de ferro, pode ser visto na parte traseira da alcova. A cabeça de um imenso diabo foi esculpida na porta e os olhos do enfeite brilham com uma luminosidade esverdeada e indistinta.

Entre os ruídos da água respingando, April ouve o som quase imperceptível de um choro infantil, vindo da direção do portal com a cabeça do diabo.

- Vocês ouviram isso? Me pareceu um choro de criança vindo dali, daquela monstruosa figura no portal Endor o que será isso?

O mago Arthus caminha vagarosamente em direção ao portal e conura um truque simples - Não há mágica nesse portal, vou dar uma olhada - O mago fica nas pntas dos pés para observar atravéz dos olhos da figura.

- As órbitas oculares do rosto diabólico servem como janelas para uma sala do outro lado. A fonte da luz  esverdeada vem da câmara logo depois da porta, a câmara seguinte parece uma tumba ou templo abandonado, deve ter sido abandonado há séculos, em cada lateral da sala, há diversas estátuas de pedra, mostrando homens vestindo mantos, observam o salão, no centro da câmara, um círculo mágico, adornado com runas geométricas, deve ser uma proteção que brilha com uma radiância esmeralda, a magia do círculo é quase palpável, flutuando para cima como um vapor sobrenatural, estou vendo os garotos encolhidos no meio do círculo, estão acorrentados - Descreve o jovem mago.

- Deixem-me ver a tranca desse portal - falou a ranger - Está aberta, a porta está aberta.

- Está muito fácil entrar - Falou a paladina.

- Nunca é fácil quando temos magia minha amiga April - Retrucou o mago -O problema não é entrar na sala mas desfazer as proteções mágicas, consegui descobri alguma coisa sobre elas assim que as vi, mas precisarei de uma análise de mais perto.

- Faça o que puder mago, agora vamos entrar - A paladina abriu as portas e as crianças  logo se levantaram gritando.

- Aquele elfo que nos capturou disse que existem armadilhas aqui. Mesmo que eu consiga me livrar dessas correntes, o teto vai desabar se sairmos do círculo.

- Receio que eles estejam falando a verdade April mas tentarei desfazer a mágica, que Radamante me proteja - Sussurrou o mago Arthus - Esse círculo verde e brilhante é um efeito de proteção da época de Bael Turath, Esse círculo de proteção foi recentemente modificado de duas formas. Qualquer criatura que ingressar ou sair dele irá disparar um efeito mágico ainda não sei que efeito é esse mas em breve saberemos... da forma fácil o da forma difícil. Malafai ajoelhou e começou a convocar os poderes divinos na intenção de ajudar o mago em sua guerra arcana contra a armadilha feita pelo elfo descrito pelas crianças.

April vasculha a sala atrás de pistas, Thiven sem que ninguém percebesse saiu da sala, de alguma forma uma voz sombria a guiava pelos corredores, uma voz vinda de outra dimensão ela simplesmente sabia onde pisar sem fazer barulho, seus passos sempre certos logo a levou ao mago Helvec. 


 A passagem termina em uma câmara larga. Um brilho esverdeado e assustador emanavam de uma plataforma com três metros de altura, bem no centro da sala, e névoas flutuavam a partir da sua superfície. Um pelotão de diabos enfurecidos foi esculpido nos lados do pedestal. Um elfo de aparência maligna, vestindo um manto negro, estava de pé sobre a plataforma. Ele estava lendo um tomo antigo e empoeirado, aberto em suas mãos, e encarou a ranger com desprezo e gritou.


- Seu sangue irá contribuir para o meu trabalho, intrusos, pereça diante de Helvec o Abocanhador de Ossos.

Enquanto os sons da ameaça ainda ribombam no ar, oito guerreiros esqueléticos surgiram nas laterais da plataforma, sacando espadas longas enferrujadas de bainhas esfarrapadas, Malafai e April escutaram os gritos do maldito elfo e partiram em direção ao som.


 - Maldição! - Esbravejou a paladina - Onde está Thiven?

- Acho que ela se meteu em alguma encrenca - Responde o clérigo.

Malafai correu mais rápido que April em direção a ranger, pois a armadura da paladina limita seus movimentos, na verdade isso se mostrou ser um golpe da sorte já que em breve o mago estaria em apuros sozinho com as crianças na sala.


Arthus na sala com as duas crianças sai finalmente do transe em que se encontrava para determinar os poderes da artimanha arcana do elfo.

- Essa caverna ancestral foi lentamente erodida pela água corrente, um único terremoto de proporções menores seria suficiente para derrubar uma grande parte da caverna, a armadilha... Isso a armadilha desmoronará toda a caverna sobre nossas cabeças - Concluiu o jovem e promissor mago Arthus.

Na sala próxima dali, Helvec ergue seu cajado e golpeia o solo duas vezes. Um instante depois na outra sala, April ouve passos pesados e rochas raspando contra o piso no corredor atrás dela.

- Arthus e as crianças - A paladina falou baixo para si mesma - Malafai tenho que voltar para ajudar o mago cuide da ranger - April voltou para sala o mais rápido que pôde, ela chegou bem no momento em que o mago preparava-se para lançar um raio em duas das estátuas que se moviam.

- Cuide da magia mago, solte as crianças e deixe as estátuas comigo - Gritou a paladina preparando suas duas espadas para o combate.
- Endor com sua graça e misericórdia dê-me forças para desafiar o mal e perseverar diante de meus inimigos - Rogou a paladina partindo para cima de uma das criaturas feitas de pedra, o monstro de tamanho grande conseguiu atacar a paladina com sua enorme envergadura mas a paladina resistiu ao golpe o outro golem pareceu não perceber a paladina e caminhou vagarosamente em direção as duas crianças e o mago, Arthus lutava para continuar concentrado na magia enquanto o golem caminhava.

April chegou perto o suficiente do golem para desferir dois ataques poderosos no monstro de pedra mas a criatura parecia não sentir dor, na verdade a poderosa criatura não sente nenhuma dor mas pode ser destrida por golpes de armas mas nunca irá demonstrar fraqueza devido as injurias,  nunca cansará, nunca desistirá de seus objetivos, April desferiu mais dois golpes certeiros nas pernas do monstro na tentativa de derrubá-lo para dar ao mago tempo para salvar as crianças, o outro golem estava a poucos passos do mago e dos garotos, Arthus estava concentrado demais para vê-lo, seus devaneios arcanos o protegiam da visão monstruosa do golem vindo em sua direção mas certamente não o protegeria da pancada mortal do constructo de pedra, April conseguiu destruir parte do joelho do golem já avariado por seus golpes, a criatura caiu sobre um dos joelhos mas não antes de desferir uma pancada violenta na paladina capaz de jogá-la longe, mas mais uma vez os acontecimentos mostraram-se um golpe de sorte, pois a paladina caiu entre o golem que estava intacto e os garotos e o mago concentrado. April levantou-se rapidamente bem no meio do caminho do golem que golpeou a paladina que errou o alvo, April por sua vez não fez o mesmo favor ao constructo e acertou-o na perna para tentar a mesma tática que usou no golem anterior, Arthus finalmente conseguiu terminar sua contra mágica e desativou a armadilha. 

Enquanto April e Arthus lutavam contra os constructos e a armadilha feita por Helvec, Malafai e Thiven lutavam contra oito esqueletos demoníacos, três deles partiram para desferir ataques com suas garras contra clérigo de Endor dois deles sacaram arcos e trocaram disparos com Thiven outros dois flanquearam o elfo para protegê-lo o último esqueleto conjurou uma bola de fogo em direção do clérigo.  Thiven disparava suas flechas mas os esqueletos nada sentiam Malafai tinha mais resultado usando sua espada, a cada golpe do clérigo um osso aqui ou alise despedaçava, a ranger tentou disparar uma de suas flechas no mago elfo mas a flecha se despedaçou antes de alcançá-lo, o clérigo conseguiu se desvencilhar dos esqueletos por alguns segundos, tempo suficiente para sacar seu símbolo sagrado do peito e tentar expulsar os monstros.
 
- Que a luz da justiça de Endor destrua a escuridão da tirania, voltem para a morada da morte de onde vocês nunca deveriam ter saído - Falou o clérigo com a fé que lhe é característica e dois dos esqueletos se desfizeram bem na frente de seus olhos, seus ossos viraram pó imediatamente, mais dois recuaram mas o mago ainda estava lá disparando seus raios de fogo negro, Thiven ouvia algum tipo de voz obscura em sua mente, uma voz que a incitava a matar o mago a qualquer custo e que a elfa seguia com todas as suas forças.

- Vamos Malafai, devemos matá-lo a qualquer custo, ele deve perecer.

Helvec ria de cima de seu patamar, lá ele estava totalmente protegido, seguro das flechas da ranger e longe do alcance da espada do clérigo.

- Temos que sair daqui ou ele vai nos matar com seus raios, por aqui Thiven devemos encontrar nossos amigos.

- Não - Gritou a ranger -  Nós temos que matá-lo agora - A ranger parecia insana em sua fúria de morte, ela parecia falar com as palavras de outra pessoa na verdade parecia ser outra pessoa no corpo da ranger. Malafai começou a recuar desviando dos raios do mago das bolas de fogo do esqueleto chefe mas Thiven não se movia um passo.

- Maldição, o que deu em você? Temos que sair daqui Thiven - As risadas do mago pareciam fornecer o combustível para o ódio da ranger - Não sairei daqui até que ele esteja morto - Respondeu Thiven - Mas suas flechas são inúteis Thiven não temos chance alguma, vamos.

 - Malafai esperou poucos segundos pela ranger mas ela simplesmente não se movia, os esqueletos expulsos pelo clérigo começavam a voltar ao combate em direção a elfa, Malafai recebeu um raio bem no meio do peito e sentiu seus ossos se quebrando.

- Ahhh - Gritou o clérigo caindo no chão - Nós vamos agora - Rosnou o clérigo com raiva. Malafai levantou esbravejando e segurou a ranger com força e a colocou no ombro, o raio do mago havia lhe deixado fraco mas ainda lhe sobravam forças para caregar a elfa magrinha, ele voltou correndo como pôde pelos corredores sendo seguido pelos esqueletos, a elfa por sua vez gritava para que ele a soltasse pois ela deveria matar o elfo, nesse momento na outra sala Arthus quebrava a magia feita por Helvec em uma batalha mental da mente de Arthus contra as auras arcanas deixadas por Helvec.
 
No exato momento em que Arthus desfez a proteção arcana criada por Helvec, o mago elfo percebeu que seus planos haviam sido frustrados e convocou um terremoto que aos poucos foi tomando conta do lugar, as paredes começaram a tremer e o teto rachou e pequenas pedras caiam aqui e ali, aos poucos as rachaduras aumentavam e o tremor começava a dificultar a corrida.

Todos corriam por suas vidas, April tentava dar tempo ao mago para tirar os garotos de dentro do mausóleu que desmoronava Malafai ferido quase mortalmente pelo raio de Helvec tenta arrastar a ranger a força por causa da sua loucura momentânea. Arthus não consegue levar os dois garotos por entre os escombros e tentando escapar das novas pedras que caem do teto ao mesmo tempo, ele pede ajuda a paladina que deixa o golem de pedra para traz e corre em direção ao mago e a saida, Arthus puxa um dos garotos pelo braço por entre as rochas caídas tentando escapar do desmoronamento, April por sua vez carrega literalmente o outro garoto nas costas, os dois saem do mausoléu com poucos arranhões, não vêem nem Malafai e nem Thiven do lado de fora, April não consegue esperar e volta para o mausoléu.

- Fique aqui com os garotos Arthus voltarei para ver o que está acontecendo - April entra no mausoléu correndo sem se importar com as pedras que caiam do teto cada vez maiores, as pedras caiam a centímetros da paladina que corria desesperada para encontrar seus amigos, depois de descer até a sala anterior a sala dos garotos ela encontra Malafai segurando-se nas paredes para ficar de pé com a cabeça sangrando e o braço direito tombado fracamente do lado do corpo.

- Malafai o que aconteceu? Vamos sair daqui, segure-se em mim - April passa o braço esquerdo do clérigo sobre seu ombro e o ajudou a caminhar até a saída.

- Thiven... Ela enlouqueceu April, ela quer matar o maldito elfo a qualquer preço, ela parece ter sido dominada por um diabo ou coisa parecida, ela enlouqueceu - Explicou o clérigo quando os dois chegaram do lado de fora do maldito lugar.

- Tenho que voltar lá - Respondeu a paladina.

- Mas e os mortos-vivos? ele ainda estão lá, você não pode voltar sozinha e eu não tenho como andar sozinho e muito menos lutar com mortos e um mago enlouquecido.

- Eu vou com ela, posso ajudar contra o mago - Falou Arthus.

- Você é apenas um aprendiz, não poderá com ele, você só irá se machucar, fique aqui - Falou o clérigo por com dificuldade devido as dores no corpo.

- Essa é uma decisão minha - Respondeu o mago.

April olhou para os olhos do mago e por um instante ela pensou, então falou tocando o mago no ombro.

- Vai mago, confio em você, Justárius confiava então de alguma forma sei que você conseguirá assim como fez com a armadilha - Os dois entraram no mausoléu mais uma vez.

Agora o teto parecia arremessar rochas nos dois aventureiros como se fossem gigantes da montanha, por várias vezes os dois escaparam da morte por muito pouco até que Arthus viu um corpo debaixo de uma enorme pedra e os dois correram na direção da pedra, April constatou que o corpo era mesmo a ranger mas que ela ainda estava viva, mas a rocha era grande e pesada demais para ser removida.

- Arthus, não posso levantar essa pedra, é muito pesada, o que eu faremos?

- Posso tentar diminuir o tamanho da pedra mas será por alguns poucons instantes e você terá de conseguir tirá-la rapidamente ok? - April acentiu com a cabeça e esperou o momento certo, o mago concentrou-se por alguns instantes e luzes verdes saíram de seus dedos em direção a enorme rocha, aos poucos a pedra foi diminuindo até sua metade e então Arthus falou - Agora April é a sua única chance - April juntou forças e segurou em uma saliência na rocha e levantou alguns centímetros do chão, o mago correu e puxou a ranger debaixo da pedra mas sua perna esquerda ficou presa e o mago não conseguiu retirá-la.

- Não consigo April, a perna dela está presa.

- Ahhhh não consigo segurar por muito mais tempo mago... Tire-a dai... ahhhhh - Os músculos da paladina estavam quase explodindo, os nós dos dedos dela estavam totalmente sem sangue, seu rosto estava vermelho como o fogo, suas pernas balançavam devido a pressão, o mago puxou mais uma, duas, três e quatro vezes e a perna não soltava, aos poucos a grande rocha começava a ganhar tamanho novamente, a paladina estava quase morta devido a força despendida para segurar a pedra, rochas continuavam a cair do teto e o desespero estava quase tomando conta do mago.

- Não consigo April, não dá temos que sair daqui.

- Não... vou... a... lugar... nenhum... - A paladina falou por entre dentes quase sem força nenhuma.

- Tentarei uma última magia - O mago focalizou sua atenção na perna presa da amiga e pronunciou breves palavras na língua dos magos e conjurou um tipo de banha escorregadia na pedra - Vamos ver se a perna dela solta dessa vez - Falou o mago desesperado - Gotas de sangue escorriam dos dedos da paladina, seus músculos começavam a falhar, ela caiu em um só joelho mas conseguiu deixar a pedra na mesma altura sem prejudicar o trabalho do mago, Arthus usou toda sua força e puxou mais uma vez mas dessa vez a ranger saiu debaixo da enorme rocha.

April soltou a pedra e sentou-se no chão por poucos segundos mas foi alertada do perigo já que uma enorme rocha caiu poucos metros dela, o mago Arthus ajudou April a levantar-se, a ranger continuava desacordada mas a paladina não poderia descansar ali naquele lugar em desmoronamento Arthus seguiu a frente para guiar a paladina e April carregou Thiven nas costas, por várias vezes rochas passaram raspando por eles, mas a poucos metros da saída uma enorme pedra caiu na cabeça de Arthus que caiu imediatamente no chão, April já estava vendo a porta de saída do mausoléu então com a ranger nas costas April segurou o mago pelas vestes e o arrastou como pôde até quase o fim, mas uma pedra se soltou a começou a deslizar em direção a porta poucos segundos separavam a paladina e seus amigos da saída, a cada segundo que passava a rocha deslizava mais rapidamente em direção a porta a paladina usava tudo que podia para levar seus companheiros até a saída mas a rocha parecia que ganharia a corrida então em uma louca tentativa April salta em direção a porta ao cair no chão a paladina sente a porta se fecha com a enorme rocha atraz dela.

Acima dela sobre um patamar perto da porta fechada estava Helvec segurando seu cajado pronto para mais um raio, April não tinha como atacá-lo, pois ele estava protegido a mais de três metros do chão, então ela usou suas mãos para curar Arthus, seus poderes de cura são limitados e não seriam suficientes para curar Malafai. Arthus acordou no momento em que April recebeu um raio no estomago e caiu quase desacordada, sua espada estava caida a alguns metros dela, mas ela rastejava para pegá-la, Helvec ria em sua loucura.

- Rararara seus idiotas, seus poderes são ínfimos contra minha magia secular, por muitos anos vivi em busca da magia e agora eu a tenho e estou próximo de trazer de volta todo um império de magia, um império dos diabos e demônios.

De repente uma forma sombria e familiar emerge do solo da plataforma. Ela ergue suas garras azeviche contra o elfo de manto, roucamente sussurrando - Vingança - O fantasma parte em direção ao mago e o ataca usando suas mãos incorpórias, sua longa existência como fantasma lhe deu alguns poderes e um deles era drenar a mágica com sua mão sem matéria, eles começaram uma batalha entre a magia e poderes fantasmagóricos, o combate desviou a atenção do mago por um instante dos aventureiros dando-lhes tempo para reagir.

 Arthus percebeu a vantagem e descobriu uma frágil pedra que segurava o mago no patamar, com a queda da pedra que fechou o mausoléu toda a estrutura ficou frágil então Arthus usando seus últimos feitiços diários conjurou uma área de banha escorregadia novamente na pedra abaixo dos pés do mago. Helvec escorregou de uma só vez com a pedra deslocada, foi possível ouvir o som da cabeça do mago ao tocar o chão, no exato momento em que ele se virou confuso para se levantar viu uma espada brilhante bem na sua cara.



- Você está preso mago, e receberá a punição da justiça - Falou a paladina cambaleante empunhando sua espada longa.

O fantasma observou os aventureiros e fez um cumprimento antigo dos cavaleiros e desapareceu, April respondeu ao cumprimento da mesma forma e colocou suas algemas no mago derrotado.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Mauzoléu

Usando seus talentos de ranger e suas habilidades élficas, Thiven guiou o grupo até a porta do mauzoléu, na parte de fora ela encontra rastros e pede para os oureos não avançarem, no solo macio, ela encontra três conjuntos de pegadas humanóides, rumando na direção do mausoléu, vindas da cidade. Um conjunto de pegadas parece mais leve que as demais, como se um elfo estivesse viajando com uma dupla de humanos.


Localizado a alguns quilômetros da cidade, o Mausoléu do Antro das Sombras é uma construção isolada de granito e ardósia possui aproximadamente 20 metros de altura, situado no topo de uma colina coberta de vegetação. Obscurecido pelos imensos Picos da montanha Bico da Presa, o mausoléu vigia um vale íngreme, separado por um rio caudaloso, alimentado pelo degelo da primavera. Algumas lápides monstruosas isoladas pontilham os arredores. Uma porta dupla pesadase quase do tamanho do próprio mauzoléu em forma de torre reforçada com ferro maciço indica a entrada do mausoléu. A paladina sentiu um frio na espinha ao observar as portas de pedra com desenhos de cavaleiros montados em dragões em um combate contra as forças diabólicas dos nove infernos, as figuras mostravam uma antiga batalha entre cavaleiros e entidades extra-planares.

- Eu conheço essa figura, ela trata de uma batalha antiga, sim me lembro O Mausoléu do Antro das Sombras deve ser o descanso final de um grupo de senhores da guerra que veneravam as nobres divindades Tal Maj o antigo deus Pelor o deus do sol e da agricultura e Endor ou Heironeus na língua comum ele é o deus da justiça e da honra. Algumas histórias alegam que essas divindades deixaram um segredo perigoso sob a guarda desses senhores da guerra - Falou a paladina April fazendo o cumprimento de sua igreja, a mão direita sobre o peito esquerdo e logo levantando em frente do corpo na altura do ombro.

- Eu conheço a história esse mausoléu é realmente o descanso final de uma linhagem de senhores da guerra, chamada de Dinastia Kaius. Embora tenham sido esquecidos pela maior parte da população da os clérigos dessas divindades como vocês e nós estudiosos ainda conhecemos a história, foi essa dinastia que trouxe paz e prosperidade relativas para a região. A linhagem terminou com a morte trágica do único filho do último senhor da guerra Kaius, não lembro seu nome no momento e a depressão terrível e finalmente mortífera de seu pai. Dizem que seu espírito ainda assombra o mausoléu, protegendo os restos mortais da família mas claro ninguém sabe se a história e verdadeira - Completou Arthus mostrando que um mago pode ajudar de muitas formas.

- Verdade ou não será bem difícil abrir essa porta, não vejo nenhuma fechadura ou manivela, é certamente uma porta grande, feita de pedra dessa forma acho que não foi feita por mãos élficas os humanas apenas os anões podem ter feito isso, April já que você conhece tão bem os anões tem alguma idéia de como se abre isso - Falou Thiven

- Não, não tenho idéia - Respondeu a paladina olhando para cima e constatando que não havia nenhuma forma aparente de abrir a porta.

- Talvez haja uma porta mágica ou quem sabe uma porta secreta, tentarei encontrar algo no campo mágico procurem por algo diferente talvez nas gravuras - Falou Arthus o bruxo, ele levantou os braços segurando forte seu cajado e pronunciou palavras estranhas na língua obscura dos magos - Portatis apresentarun - Pronunciou Arthus mas nada aconteceu, April teve igual sorte, mas Thiven encontrou algo.

- Olhem aqui acho que isso é alguma coisa, vejam esse cavaleiro a espada dele aponta não para o dragão mas sim para o símbolo desse escudo - Observou a ranger.

- Deixe-me ver - Falou o mago tateando a figura em alto relevo da porta de pedra - Sim parece que há algo de errado nisso, e se nós  empurrássemos isso assim - O mago empurrou o símbolo escrustrado no escudo da figura de pedra e o ranger de correntes e engrenagens se fez ouvir por traz das grandes portas de pedra, as portas se abriram e um vapor necromântico saiu como se tivesse sido expulso da sala, os aventureiros taparam o rosto com seus mantos e esperaram a poeira e o vapor se dissiparem e aos poucos muito cautelosamente entraram na primeira sala do mausoléu, era uma sala grande com paredes totalmente fechadas sem nenhuma saída isso fazia com que o lugar ficasse com um ar pesado difícil de se respirar, April concentrou sua fé em sua espada e a fez brilhar como uma tocha e seguiu abrindo caminho na escuridão, a sala era repleta de estátuas de cavaleiros de ambos os lados da sala de seis metros de largura e pouco mais de nove metros a frente, Thiven sacou seu arco e Arthus segurou seu cajado com ambas as mãos a paladina que nada temia seguiu em frente sem olhar para traz, ela atravessa uma pequena porta dupla que deu passagem a uma sala cinza, simples e retangular, iluminada por candeeiros com chamas mágicas que nunca apagavam-se. Vários trios de sarcófagos de pedra se alinham nas paredes esquerda e direita; cada um está adornado com a imagem de um senhor da guerra morto há séculos. Em uma alcova sobre cada sarcófago existia uma pequena estátua de Endor ou Tal Maj. No centro da sala havia um obelisco de mármore com quase 3 metros de altura, com muitas inscrições de cada lado.

- April, Thiven vejam isso, há pequenas ranhuras e desenhos estranhos próximos do obelisco esses detalhes normalmente indicam uma porta secreta, mas não sei como entrar, essas escrituras estão em uma língua antiga talvez apenas os cavaleiros dessa ordem possam ler – Falou o Mago Arthus.

- Infelizmente não sei o que tem escrito, desculpem - Falou a paladina.

- Podemos tentar quebrar a porta - Falou Malafai sacando sua espada.

- Sim podemos meu amigo clérigo, mas também avisaremos nossos inimigos que estamos aqui  Ponderou o mago Arthus.

- Então o que faremos? Perguntou Thiven

- Não sei ainda - O mago Falou mais para si mesmo do que respondendo a pergunta da ranger.

Todos permaneceram parados por algum tempo pensando nas escrituras a ranger Thiven sacou uma adaga e foi em direção aos sarcófagos para tentar abri-los mas a paladina a interrompeu.
- Nada disso Thiven, não tocaremos em nada dos mortos, eles serão respeitados, foram grandes cavaleiros em vida e descançarão sem serem perturbados - A paladina falou sem rodeios.

-Tentarei uma de minhas magias de advinhação - Falou o clérigop Malafai - Ele pronunciou palavras em tom de prece e as escrituras começaram a brilhar, alguns segundos depois Malafai acordou de seu transe mas não foi capaz de ler as escrituras mas um novo personagem apareceu, um fantasma saiu de dentro de uma das paredes levantou a mão ameaçadoramente para os aventureiros e falou.

- Intrusos cuidado! Se vocês avançarem, não perceberão a sabedoria das minhas palavras. A partir da entrada sinistra, o caminho se torna claro quando o brilhante segue seu soberano.

Logo após sua aparição o fantasma desapareceu.
- O que ele falou - Perguntou a ranger - Não sei respondeu Malafai - Acho que ele falou para tomarmos cuidado com a entrada sinistra alguma coisa sobre o brilhante seguir o soberano - Completou April.

- Ele falou, Arthus começou a explicar "Intrusos, cuidado! Se vocês avançarem, não perceberão a sabedoria das minhas palavras. A partir da entrada sinistra, o caminho se torna claro quando o brilhante segue seu soberano" mas o que ele quer diser com isso? - Perguntou a ranger, April deu de ombros e Malafai ponderou as palavras - Acho que é um enigma - Concluiu o clérigo.

- Claro que é um enigma, soberano certamente é Endor, e brilhente é Tal Maj o radiante, mas o que ele quiz dizer com o” brilhante segue seu soberano? Talvez tenhamos que colocar as estátuas em ordem, existam três estátuas de cada deus cada uma em uma alcova, acho que devemos colocá-las em ordem - Mas que ordem - Perguntou April - Como era mesmo o enigma - Indagou Thiven - A partir da entrada sinistra, o caminho se torna claro quando o brilhante segue seu soberano - Respondeu o mago, mas por onde começar? -Não entendi nada - Respondeu a ranger.

-Certamente devemos colocar as estátuas em ordem, primeiro Endor e depois Tal Maj, assim o brilhante estará seguindo o seu soberano, mas por onde começar? - Falou o mago mais para si do que para os outros, enquanto seus companheiros mexiam nas estátuas de um lado para o outro, April quase deixou uma cair no chão e resolveu sentar-se e esperar o mago resolver a situação, passaram-se alguns minutos e ninguém havia tido nenhuma idéia então de uma salto Arthus falou.

-Mas claro como não vi antes, A partir da entrada sinistra, o caminho se torna claro quando o brilhante segue seu soberano não é? Endor é chamado de soberano por seus adoradores e Tal Maj é o brilhante certo? mas por onde começar? - O mago esperou por repostas mas ninguém havia entendido nada então ele continuou - A partir da entrada sinistra é claro - Mas a porta esta bem ao centro não dá para saber qual lado - respondeu a ranger, o clérigo deu um passo a frente para tentar entender o pensamento do mago - A entrada sinistra é a coluna de estátuas da esquerda, “sinistro” significa “esquerda” no jargão da Heráldica muito simples não é? - Explicou o mago - Vamos lá, coloquem a partir da esquerda uma estátua de Endor seguida por uma estátua de Tal Maj.

Todos se colocaram a trabalhar e Thiven olhou para paladina e sussurrando perguntou - Você entendeu alguma coisa que ele disse?

April sorriu e a porta no obelisco se abriu exatamente quando a última estátua foi colocada na alcova.