Um Mago Derrotado
A porta de pedra se abriu ruidosamente e uma escadaria que levava para baixo se apresentou diante deles, dezenas de degraus feitos na própria pedra da montanha levavam os aventureiros para baixo, Thiven desceu a frente sendo seguida por Malafai e April logo atrás dele, Arthus vinha na vanguarda com as pernas trêmulas quase batendo um joelho no outro, Thiven pareceu ter ouvido algo e fez um gesto com a mão para que todos parassem e foi mais a frente na ponta dos pés, ela observou a porta que levava a uma outra sala de pedra. As paredes dessa grande câmara de pedra são adornadas com esculturas do que lhes parecem membros da família Kaius venerando Endor e Tal Maj. Em algumas paredes, há montes de entulho que outrora foram sarcófagos. Muitos ossos estão espalhados no chão. Dois sarcófagos intactos foram arrastados para montar uma barricada nos dois corredores que conduzem para fora da sala. Um lampião crepita no topo de cada uma das barricadas, lançando um brilho laranja e misterioso sobre toda a cripta. O óleo rançoso do lampião cheira forte, como um peixe morto. Arthus segue a ranger e todos entram na sala e observam as esculturas mas algo chama a atenção do jovem mago.
- O cheiro de óleo é muito forte nessa câmara; é impossível que venha somente dos lampiões.
Tarde demais, São dois hobgoblins; cada um iniciará o encontro atrás de um sarcófago diferente, na parte mais afastada da sala. Os sarcófagos são armadilhas. Mesmo os heróis tendo aberto a porta secreta usando o enigma, ela foi barulhenta o suficiente para que os hobgoblins saibam que alguém está entrando.
Os mercenários hobgoblins iniciam o combate usando seus arcos longos disparando flechas contra os heróis, April e Malafai partem para o ataque usando suas espadas mas conforme eles se aproximam os hobgoblins utilizam os sarcófagos como cobertura isso gera uma vantagem dos monstros quando April aproximou o suficiente do sarcófago o maldito monstro virou o sarcófago essa manobra criou uma explosão de fogo que preencheu a área próxima da paladina com fogo crepitante, imediatamente ela saltou para o lado ficando presa entre o fogo e a parede, os hobgoblins saltaram para o outro corredor e saltaram por cima do outro sarcófago com cuidado para não ativar a outra armadilha com os lampiões. Então, os monstros ficaram lado a lado como soldados em uma guerra, Thiven disparou uma de suas flechas e derrubou um dos hobgoblins no momento em que ele tentava pular o segundo sarcófago, na verdade o lampião quase caiu e ativou a segunda armadilha, Arthus correu até o lado onde estava a paladina e observou a situação.
- Malafai vire o sarcófago para o outro lado e usaremos a armadilha desses monstros contra eles mesmos, enquanto isso tentarei apagar esse fogo e tirar a paladina dessa enrascada - Arthus invocou um raio de gelo de seu cajado, o raio arcano vindo do próprio elemento da água e do vento partiu com fúria e apagou parte do fogo, o suficiente para a paladina sorrir e saltar por cima em direção aos seus amigos.
- Agradeço a Endor por você ter vindo mago - O jovem mago enrubeceu ao ouvir as palavras da paladina mas logo se concentrou no combate, Malafai tentou empurrar o sarcófago mas não conseguiu reunir as forças suficientes, Thiven disparava suas flechas para distrair as criaturas, A pril correu e empurrou o sarcófago com seu ombro, ela usou toda sua força e aproveitou o tempo dado pelas flechas da ranger o lampião virou junto com o sarcófago em direção ao hobgoblin que em chamas correu pelos corredores do mausoléu.
Após despacharem os dois hobgoblins, os aventureiros seguem pelo corredor que estava sendo protegido pelos dois monstros, depois de algumas curvas a frente ele chegam em uma nova sala, essa sala parece ter sido usava a séculos como algum tipo de sala de orações, há vários símbolos gravados nas paredes e pequenos altares com pedestais para estátuas em cada canto e bem ao centro, os aventureiros vasculham a sala a procura de pistas dos dois garotos desaparecidos e logo Thiven detecta pegadas mas a atenção dos aventureiros é voltada mais uma vez para algo sinistro. A forma sombria que eles encontraram na primeira sala ressurge a partir da escuridão. Ele gesticula com suas garras azeviche, apontando os ossos espalhados no chão e diz com a voz gélida e ruidosa — “Honra aos mortos.” - e logo depois desaparece dentro de uma das paredes.
A paladina April olhou ao redor e viu os ossos espalhados dos antigos cavaleiros da lenda, tudo aquilo feito pelos hobgoblins era profanação e um insulto aos mortos, aquilo tinha de parar.
- Ajudem-me a pegar os ossos desses cavaleiros, vamos colocá-los nos sarcófagos vazios que encontramos na outra sala lá em cima - A paladina falou com tanta convicção e vontade que ninguém pôde ir contra sua vontade, nem mesmo o mago que fez de tudo para não tocar os ossos. Passaram-se quase trinta minutos até que todos os ossos estavam devidamente honrados em seus sarcófagos, April e Malafai fizeram preces para acalmar os espíritos dos mortos e abençoaram o lugar, a aura estanha de necromância aos poucos foi se dissipando como a luz de Tal Maj dissipa a escuridão, as armas mágicas de Malafai e April pareciam mais brilhantes.
Logo depois da sala onde o fantasma foi visto pela segunda vez havia um corredor lapidado que conduzia para fora da tumba inferior, rapidamente se torna rústico e termina em uma grande caverna natural com uma câmara adjacente, também feita de pedra lapidada. Embora a caverna natural seja muitíssimo antiga, o portal em forma de diabo e a câmara posterior também são bem velhos, certamente da época em que os tieflings forjaram seus primeiros pactos infernais com os senhores dos Infernos.
A água escorre como uma chuva leve a partir das estalactites dessa caverna natural. Fungos brilhantes iluminam a câmara, quevé úmida e quente. A luz assustadora reflete vários estanques de água, que pontilham o solo irregular e escorregadio. Do lado oposto de onde os aventureiros estão, uma grande alcova foi cortada na lateral da caverna. Uma construção antiga, quase em ruínas, adorna a alcova, ostentando pictografias detestáveis e uma escrita estranha e aracnídea. Um portal sinistro, com placas de ferro, pode ser visto na parte traseira da alcova. A cabeça de um imenso diabo foi esculpida na porta e os olhos do enfeite brilham com uma luminosidade esverdeada e indistinta.
Entre os ruídos da água respingando, April ouve o som quase imperceptível de um choro infantil, vindo da direção do portal com a cabeça do diabo.
- Vocês ouviram isso? Me pareceu um choro de criança vindo dali, daquela monstruosa figura no portal Endor o que será isso?
- As órbitas oculares do rosto diabólico servem como janelas para uma sala do outro lado. A fonte da luz esverdeada vem da câmara logo depois da porta, a câmara seguinte parece uma tumba ou templo abandonado, deve ter sido abandonado há séculos, em cada lateral da sala, há diversas estátuas de pedra, mostrando homens vestindo mantos, observam o salão, no centro da câmara, um círculo mágico, adornado com runas geométricas, deve ser uma proteção que brilha com uma radiância esmeralda, a magia do círculo é quase palpável, flutuando para cima como um vapor sobrenatural, estou vendo os garotos encolhidos no meio do círculo, estão acorrentados - Descreve o jovem mago.
- Deixem-me ver a tranca desse portal - falou a ranger - Está aberta, a porta está aberta.
- Está muito fácil entrar - Falou a paladina.
- Nunca é fácil quando temos magia minha amiga April - Retrucou o mago -O problema não é entrar na sala mas desfazer as proteções mágicas, consegui descobri alguma coisa sobre elas assim que as vi, mas precisarei de uma análise de mais perto.
- Faça o que puder mago, agora vamos entrar - A paladina abriu as portas e as crianças logo se levantaram gritando.
- Aquele elfo que nos capturou disse que existem armadilhas aqui. Mesmo que eu consiga me livrar dessas correntes, o teto vai desabar se sairmos do círculo.
- Receio que eles estejam falando a verdade April mas tentarei desfazer a mágica, que Radamante me proteja - Sussurrou o mago Arthus - Esse círculo verde e brilhante é um efeito de proteção da época de Bael Turath, Esse círculo de proteção foi recentemente modificado de duas formas. Qualquer criatura que ingressar ou sair dele irá disparar um efeito mágico ainda não sei que efeito é esse mas em breve saberemos... da forma fácil o da forma difícil. Malafai ajoelhou e começou a convocar os poderes divinos na intenção de ajudar o mago em sua guerra arcana contra a armadilha feita pelo elfo descrito pelas crianças.
April vasculha a sala atrás de pistas, Thiven sem que ninguém percebesse saiu da sala, de alguma forma uma voz sombria a guiava pelos corredores, uma voz vinda de outra dimensão ela simplesmente sabia onde pisar sem fazer barulho, seus passos sempre certos logo a levou ao mago Helvec.
A passagem termina em uma câmara larga. Um brilho esverdeado e assustador emanavam de uma plataforma com três metros de altura, bem no centro da sala, e névoas flutuavam a partir da sua superfície. Um pelotão de diabos enfurecidos foi esculpido nos lados do pedestal. Um elfo de aparência maligna, vestindo um manto negro, estava de pé sobre a plataforma. Ele estava lendo um tomo antigo e empoeirado, aberto em suas mãos, e encarou a ranger com desprezo e gritou.
- Seu sangue irá contribuir para o meu trabalho, intrusos, pereça diante de Helvec o Abocanhador de Ossos.
Enquanto os sons da ameaça ainda ribombam no ar, oito guerreiros esqueléticos surgiram nas laterais da plataforma, sacando espadas longas enferrujadas de bainhas esfarrapadas, Malafai e April escutaram os gritos do maldito elfo e partiram em direção ao som.
- Maldição! - Esbravejou a paladina - Onde está Thiven?
- Acho que ela se meteu em alguma encrenca - Responde o clérigo.
Malafai correu mais rápido que April em direção a ranger, pois a armadura da paladina limita seus movimentos, na verdade isso se mostrou ser um golpe da sorte já que em breve o mago estaria em apuros sozinho com as crianças na sala.
Arthus na sala com as duas crianças sai finalmente do transe em que se encontrava para determinar os poderes da artimanha arcana do elfo.
- Essa caverna ancestral foi lentamente erodida pela água corrente, um único terremoto de proporções menores seria suficiente para derrubar uma grande parte da caverna, a armadilha... Isso a armadilha desmoronará toda a caverna sobre nossas cabeças - Concluiu o jovem e promissor mago Arthus.
Na sala próxima dali, Helvec ergue seu cajado e golpeia o solo duas vezes. Um instante depois na outra sala, April ouve passos pesados e rochas raspando contra o piso no corredor atrás dela.
- Arthus e as crianças - A paladina falou baixo para si mesma - Malafai tenho que voltar para ajudar o mago cuide da ranger - April voltou para sala o mais rápido que pôde, ela chegou bem no momento em que o mago preparava-se para lançar um raio em duas das estátuas que se moviam.
- Cuide da magia mago, solte as crianças e deixe as estátuas comigo - Gritou a paladina preparando suas duas espadas para o combate.
- Endor com sua graça e misericórdia dê-me forças para desafiar o mal e perseverar diante de meus inimigos - Rogou a paladina partindo para cima de uma das criaturas feitas de pedra, o monstro de tamanho grande conseguiu atacar a paladina com sua enorme envergadura mas a paladina resistiu ao golpe o outro golem pareceu não perceber a paladina e caminhou vagarosamente em direção as duas crianças e o mago, Arthus lutava para continuar concentrado na magia enquanto o golem caminhava.
April chegou perto o suficiente do golem para desferir dois ataques poderosos no monstro de pedra mas a criatura parecia não sentir dor, na verdade a poderosa criatura não sente nenhuma dor mas pode ser destrida por golpes de armas mas nunca irá demonstrar fraqueza devido as injurias, nunca cansará, nunca desistirá de seus objetivos, April desferiu mais dois golpes certeiros nas pernas do monstro na tentativa de derrubá-lo para dar ao mago tempo para salvar as crianças, o outro golem estava a poucos passos do mago e dos garotos, Arthus estava concentrado demais para vê-lo, seus devaneios arcanos o protegiam da visão monstruosa do golem vindo em sua direção mas certamente não o protegeria da pancada mortal do constructo de pedra, April conseguiu destruir parte do joelho do golem já avariado por seus golpes, a criatura caiu sobre um dos joelhos mas não antes de desferir uma pancada violenta na paladina capaz de jogá-la longe, mas mais uma vez os acontecimentos mostraram-se um golpe de sorte, pois a paladina caiu entre o golem que estava intacto e os garotos e o mago concentrado. April levantou-se rapidamente bem no meio do caminho do golem que golpeou a paladina que errou o alvo, April por sua vez não fez o mesmo favor ao constructo e acertou-o na perna para tentar a mesma tática que usou no golem anterior, Arthus finalmente conseguiu terminar sua contra mágica e desativou a armadilha.
Enquanto April e Arthus lutavam contra os constructos e a armadilha feita por Helvec, Malafai e Thiven lutavam contra oito esqueletos demoníacos, três deles partiram para desferir ataques com suas garras contra clérigo de Endor dois deles sacaram arcos e trocaram disparos com Thiven outros dois flanquearam o elfo para protegê-lo o último esqueleto conjurou uma bola de fogo em direção do clérigo. Thiven disparava suas flechas mas os esqueletos nada sentiam Malafai tinha mais resultado usando sua espada, a cada golpe do clérigo um osso aqui ou alise despedaçava, a ranger tentou disparar uma de suas flechas no mago elfo mas a flecha se despedaçou antes de alcançá-lo, o clérigo conseguiu se desvencilhar dos esqueletos por alguns segundos, tempo suficiente para sacar seu símbolo sagrado do peito e tentar expulsar os monstros.
- Que a luz da justiça de Endor destrua a escuridão da tirania, voltem para a morada da morte de onde vocês nunca deveriam ter saído - Falou o clérigo com a fé que lhe é característica e dois dos esqueletos se desfizeram bem na frente de seus olhos, seus ossos viraram pó imediatamente, mais dois recuaram mas o mago ainda estava lá disparando seus raios de fogo negro, Thiven ouvia algum tipo de voz obscura em sua mente, uma voz que a incitava a matar o mago a qualquer custo e que a elfa seguia com todas as suas forças.
- Vamos Malafai, devemos matá-lo a qualquer custo, ele deve perecer.
Helvec ria de cima de seu patamar, lá ele estava totalmente protegido, seguro das flechas da ranger e longe do alcance da espada do clérigo.
- Temos que sair daqui ou ele vai nos matar com seus raios, por aqui Thiven devemos encontrar nossos amigos.
- Não - Gritou a ranger - Nós temos que matá-lo agora - A ranger parecia insana em sua fúria de morte, ela parecia falar com as palavras de outra pessoa na verdade parecia ser outra pessoa no corpo da ranger. Malafai começou a recuar desviando dos raios do mago das bolas de fogo do esqueleto chefe mas Thiven não se movia um passo.
- Maldição, o que deu em você? Temos que sair daqui Thiven - As risadas do mago pareciam fornecer o combustível para o ódio da ranger - Não sairei daqui até que ele esteja morto - Respondeu Thiven - Mas suas flechas são inúteis Thiven não temos chance alguma, vamos.
- Malafai esperou poucos segundos pela ranger mas ela simplesmente não se movia, os esqueletos expulsos pelo clérigo começavam a voltar ao combate em direção a elfa, Malafai recebeu um raio bem no meio do peito e sentiu seus ossos se quebrando.
- Ahhh - Gritou o clérigo caindo no chão - Nós vamos agora - Rosnou o clérigo com raiva. Malafai levantou esbravejando e segurou a ranger com força e a colocou no ombro, o raio do mago havia lhe deixado fraco mas ainda lhe sobravam forças para caregar a elfa magrinha, ele voltou correndo como pôde pelos corredores sendo seguido pelos esqueletos, a elfa por sua vez gritava para que ele a soltasse pois ela deveria matar o elfo, nesse momento na outra sala Arthus quebrava a magia feita por Helvec em uma batalha mental da mente de Arthus contra as auras arcanas deixadas por Helvec.
No exato momento em que Arthus desfez a proteção arcana criada por Helvec, o mago elfo percebeu que seus planos haviam sido frustrados e convocou um terremoto que aos poucos foi tomando conta do lugar, as paredes começaram a tremer e o teto rachou e pequenas pedras caiam aqui e ali, aos poucos as rachaduras aumentavam e o tremor começava a dificultar a corrida.
Todos corriam por suas vidas, April tentava dar tempo ao mago para tirar os garotos de dentro do mausóleu que desmoronava Malafai ferido quase mortalmente pelo raio de Helvec tenta arrastar a ranger a força por causa da sua loucura momentânea. Arthus não consegue levar os dois garotos por entre os escombros e tentando escapar das novas pedras que caem do teto ao mesmo tempo, ele pede ajuda a paladina que deixa o golem de pedra para traz e corre em direção ao mago e a saida, Arthus puxa um dos garotos pelo braço por entre as rochas caídas tentando escapar do desmoronamento, April por sua vez carrega literalmente o outro garoto nas costas, os dois saem do mausoléu com poucos arranhões, não vêem nem Malafai e nem Thiven do lado de fora, April não consegue esperar e volta para o mausoléu.
- Fique aqui com os garotos Arthus voltarei para ver o que está acontecendo - April entra no mausoléu correndo sem se importar com as pedras que caiam do teto cada vez maiores, as pedras caiam a centímetros da paladina que corria desesperada para encontrar seus amigos, depois de descer até a sala anterior a sala dos garotos ela encontra Malafai segurando-se nas paredes para ficar de pé com a cabeça sangrando e o braço direito tombado fracamente do lado do corpo.
- Malafai o que aconteceu? Vamos sair daqui, segure-se em mim - April passa o braço esquerdo do clérigo sobre seu ombro e o ajudou a caminhar até a saída.
- Thiven... Ela enlouqueceu April, ela quer matar o maldito elfo a qualquer preço, ela parece ter sido dominada por um diabo ou coisa parecida, ela enlouqueceu - Explicou o clérigo quando os dois chegaram do lado de fora do maldito lugar.
- Tenho que voltar lá - Respondeu a paladina.
- Mas e os mortos-vivos? ele ainda estão lá, você não pode voltar sozinha e eu não tenho como andar sozinho e muito menos lutar com mortos e um mago enlouquecido.
- Eu vou com ela, posso ajudar contra o mago - Falou Arthus.
- Você é apenas um aprendiz, não poderá com ele, você só irá se machucar, fique aqui - Falou o clérigo por com dificuldade devido as dores no corpo.
- Essa é uma decisão minha - Respondeu o mago.
April olhou para os olhos do mago e por um instante ela pensou, então falou tocando o mago no ombro.
- Vai mago, confio em você, Justárius confiava então de alguma forma sei que você conseguirá assim como fez com a armadilha - Os dois entraram no mausoléu mais uma vez.
Agora o teto parecia arremessar rochas nos dois aventureiros como se fossem gigantes da montanha, por várias vezes os dois escaparam da morte por muito pouco até que Arthus viu um corpo debaixo de uma enorme pedra e os dois correram na direção da pedra, April constatou que o corpo era mesmo a ranger mas que ela ainda estava viva, mas a rocha era grande e pesada demais para ser removida.
- Arthus, não posso levantar essa pedra, é muito pesada, o que eu faremos?
- Posso tentar diminuir o tamanho da pedra mas será por alguns poucons instantes e você terá de conseguir tirá-la rapidamente ok? - April acentiu com a cabeça e esperou o momento certo, o mago concentrou-se por alguns instantes e luzes verdes saíram de seus dedos em direção a enorme rocha, aos poucos a pedra foi diminuindo até sua metade e então Arthus falou - Agora April é a sua única chance - April juntou forças e segurou em uma saliência na rocha e levantou alguns centímetros do chão, o mago correu e puxou a ranger debaixo da pedra mas sua perna esquerda ficou presa e o mago não conseguiu retirá-la.
- Não consigo April, a perna dela está presa.
- Ahhhh não consigo segurar por muito mais tempo mago... Tire-a dai... ahhhhh - Os músculos da paladina estavam quase explodindo, os nós dos dedos dela estavam totalmente sem sangue, seu rosto estava vermelho como o fogo, suas pernas balançavam devido a pressão, o mago puxou mais uma, duas, três e quatro vezes e a perna não soltava, aos poucos a grande rocha começava a ganhar tamanho novamente, a paladina estava quase morta devido a força despendida para segurar a pedra, rochas continuavam a cair do teto e o desespero estava quase tomando conta do mago.
- Não consigo April, não dá temos que sair daqui.
- Não... vou... a... lugar... nenhum... - A paladina falou por entre dentes quase sem força nenhuma.
- Tentarei uma última magia - O mago focalizou sua atenção na perna presa da amiga e pronunciou breves palavras na língua dos magos e conjurou um tipo de banha escorregadia na pedra - Vamos ver se a perna dela solta dessa vez - Falou o mago desesperado - Gotas de sangue escorriam dos dedos da paladina, seus músculos começavam a falhar, ela caiu em um só joelho mas conseguiu deixar a pedra na mesma altura sem prejudicar o trabalho do mago, Arthus usou toda sua força e puxou mais uma vez mas dessa vez a ranger saiu debaixo da enorme rocha.
April soltou a pedra e sentou-se no chão por poucos segundos mas foi alertada do perigo já que uma enorme rocha caiu poucos metros dela, o mago Arthus ajudou April a levantar-se, a ranger continuava desacordada mas a paladina não poderia descansar ali naquele lugar em desmoronamento Arthus seguiu a frente para guiar a paladina e April carregou Thiven nas costas, por várias vezes rochas passaram raspando por eles, mas a poucos metros da saída uma enorme pedra caiu na cabeça de Arthus que caiu imediatamente no chão, April já estava vendo a porta de saída do mausoléu então com a ranger nas costas April segurou o mago pelas vestes e o arrastou como pôde até quase o fim, mas uma pedra se soltou a começou a deslizar em direção a porta poucos segundos separavam a paladina e seus amigos da saída, a cada segundo que passava a rocha deslizava mais rapidamente em direção a porta a paladina usava tudo que podia para levar seus companheiros até a saída mas a rocha parecia que ganharia a corrida então em uma louca tentativa April salta em direção a porta ao cair no chão a paladina sente a porta se fecha com a enorme rocha atraz dela.
Acima dela sobre um patamar perto da porta fechada estava Helvec segurando seu cajado pronto para mais um raio, April não tinha como atacá-lo, pois ele estava protegido a mais de três metros do chão, então ela usou suas mãos para curar Arthus, seus poderes de cura são limitados e não seriam suficientes para curar Malafai. Arthus acordou no momento em que April recebeu um raio no estomago e caiu quase desacordada, sua espada estava caida a alguns metros dela, mas ela rastejava para pegá-la, Helvec ria em sua loucura.
- Rararara seus idiotas, seus poderes são ínfimos contra minha magia secular, por muitos anos vivi em busca da magia e agora eu a tenho e estou próximo de trazer de volta todo um império de magia, um império dos diabos e demônios.
De repente uma forma sombria e familiar emerge do solo da plataforma. Ela ergue suas garras azeviche contra o elfo de manto, roucamente sussurrando - Vingança - O fantasma parte em direção ao mago e o ataca usando suas mãos incorpórias, sua longa existência como fantasma lhe deu alguns poderes e um deles era drenar a mágica com sua mão sem matéria, eles começaram uma batalha entre a magia e poderes fantasmagóricos, o combate desviou a atenção do mago por um instante dos aventureiros dando-lhes tempo para reagir.
Arthus percebeu a vantagem e descobriu uma frágil pedra que segurava o mago no patamar, com a queda da pedra que fechou o mausoléu toda a estrutura ficou frágil então Arthus usando seus últimos feitiços diários conjurou uma área de banha escorregadia novamente na pedra abaixo dos pés do mago. Helvec escorregou de uma só vez com a pedra deslocada, foi possível ouvir o som da cabeça do mago ao tocar o chão, no exato momento em que ele se virou confuso para se levantar viu uma espada brilhante bem na sua cara.
- Você está preso mago, e receberá a punição da justiça - Falou a paladina cambaleante empunhando sua espada longa.
O fantasma observou os aventureiros e fez um cumprimento antigo dos cavaleiros e desapareceu, April respondeu ao cumprimento da mesma forma e colocou suas algemas no mago derrotado.







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