Orkut

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Mauzoléu

Usando seus talentos de ranger e suas habilidades élficas, Thiven guiou o grupo até a porta do mauzoléu, na parte de fora ela encontra rastros e pede para os oureos não avançarem, no solo macio, ela encontra três conjuntos de pegadas humanóides, rumando na direção do mausoléu, vindas da cidade. Um conjunto de pegadas parece mais leve que as demais, como se um elfo estivesse viajando com uma dupla de humanos.


Localizado a alguns quilômetros da cidade, o Mausoléu do Antro das Sombras é uma construção isolada de granito e ardósia possui aproximadamente 20 metros de altura, situado no topo de uma colina coberta de vegetação. Obscurecido pelos imensos Picos da montanha Bico da Presa, o mausoléu vigia um vale íngreme, separado por um rio caudaloso, alimentado pelo degelo da primavera. Algumas lápides monstruosas isoladas pontilham os arredores. Uma porta dupla pesadase quase do tamanho do próprio mauzoléu em forma de torre reforçada com ferro maciço indica a entrada do mausoléu. A paladina sentiu um frio na espinha ao observar as portas de pedra com desenhos de cavaleiros montados em dragões em um combate contra as forças diabólicas dos nove infernos, as figuras mostravam uma antiga batalha entre cavaleiros e entidades extra-planares.

- Eu conheço essa figura, ela trata de uma batalha antiga, sim me lembro O Mausoléu do Antro das Sombras deve ser o descanso final de um grupo de senhores da guerra que veneravam as nobres divindades Tal Maj o antigo deus Pelor o deus do sol e da agricultura e Endor ou Heironeus na língua comum ele é o deus da justiça e da honra. Algumas histórias alegam que essas divindades deixaram um segredo perigoso sob a guarda desses senhores da guerra - Falou a paladina April fazendo o cumprimento de sua igreja, a mão direita sobre o peito esquerdo e logo levantando em frente do corpo na altura do ombro.

- Eu conheço a história esse mausoléu é realmente o descanso final de uma linhagem de senhores da guerra, chamada de Dinastia Kaius. Embora tenham sido esquecidos pela maior parte da população da os clérigos dessas divindades como vocês e nós estudiosos ainda conhecemos a história, foi essa dinastia que trouxe paz e prosperidade relativas para a região. A linhagem terminou com a morte trágica do único filho do último senhor da guerra Kaius, não lembro seu nome no momento e a depressão terrível e finalmente mortífera de seu pai. Dizem que seu espírito ainda assombra o mausoléu, protegendo os restos mortais da família mas claro ninguém sabe se a história e verdadeira - Completou Arthus mostrando que um mago pode ajudar de muitas formas.

- Verdade ou não será bem difícil abrir essa porta, não vejo nenhuma fechadura ou manivela, é certamente uma porta grande, feita de pedra dessa forma acho que não foi feita por mãos élficas os humanas apenas os anões podem ter feito isso, April já que você conhece tão bem os anões tem alguma idéia de como se abre isso - Falou Thiven

- Não, não tenho idéia - Respondeu a paladina olhando para cima e constatando que não havia nenhuma forma aparente de abrir a porta.

- Talvez haja uma porta mágica ou quem sabe uma porta secreta, tentarei encontrar algo no campo mágico procurem por algo diferente talvez nas gravuras - Falou Arthus o bruxo, ele levantou os braços segurando forte seu cajado e pronunciou palavras estranhas na língua obscura dos magos - Portatis apresentarun - Pronunciou Arthus mas nada aconteceu, April teve igual sorte, mas Thiven encontrou algo.

- Olhem aqui acho que isso é alguma coisa, vejam esse cavaleiro a espada dele aponta não para o dragão mas sim para o símbolo desse escudo - Observou a ranger.

- Deixe-me ver - Falou o mago tateando a figura em alto relevo da porta de pedra - Sim parece que há algo de errado nisso, e se nós  empurrássemos isso assim - O mago empurrou o símbolo escrustrado no escudo da figura de pedra e o ranger de correntes e engrenagens se fez ouvir por traz das grandes portas de pedra, as portas se abriram e um vapor necromântico saiu como se tivesse sido expulso da sala, os aventureiros taparam o rosto com seus mantos e esperaram a poeira e o vapor se dissiparem e aos poucos muito cautelosamente entraram na primeira sala do mausoléu, era uma sala grande com paredes totalmente fechadas sem nenhuma saída isso fazia com que o lugar ficasse com um ar pesado difícil de se respirar, April concentrou sua fé em sua espada e a fez brilhar como uma tocha e seguiu abrindo caminho na escuridão, a sala era repleta de estátuas de cavaleiros de ambos os lados da sala de seis metros de largura e pouco mais de nove metros a frente, Thiven sacou seu arco e Arthus segurou seu cajado com ambas as mãos a paladina que nada temia seguiu em frente sem olhar para traz, ela atravessa uma pequena porta dupla que deu passagem a uma sala cinza, simples e retangular, iluminada por candeeiros com chamas mágicas que nunca apagavam-se. Vários trios de sarcófagos de pedra se alinham nas paredes esquerda e direita; cada um está adornado com a imagem de um senhor da guerra morto há séculos. Em uma alcova sobre cada sarcófago existia uma pequena estátua de Endor ou Tal Maj. No centro da sala havia um obelisco de mármore com quase 3 metros de altura, com muitas inscrições de cada lado.

- April, Thiven vejam isso, há pequenas ranhuras e desenhos estranhos próximos do obelisco esses detalhes normalmente indicam uma porta secreta, mas não sei como entrar, essas escrituras estão em uma língua antiga talvez apenas os cavaleiros dessa ordem possam ler – Falou o Mago Arthus.

- Infelizmente não sei o que tem escrito, desculpem - Falou a paladina.

- Podemos tentar quebrar a porta - Falou Malafai sacando sua espada.

- Sim podemos meu amigo clérigo, mas também avisaremos nossos inimigos que estamos aqui  Ponderou o mago Arthus.

- Então o que faremos? Perguntou Thiven

- Não sei ainda - O mago Falou mais para si mesmo do que respondendo a pergunta da ranger.

Todos permaneceram parados por algum tempo pensando nas escrituras a ranger Thiven sacou uma adaga e foi em direção aos sarcófagos para tentar abri-los mas a paladina a interrompeu.
- Nada disso Thiven, não tocaremos em nada dos mortos, eles serão respeitados, foram grandes cavaleiros em vida e descançarão sem serem perturbados - A paladina falou sem rodeios.

-Tentarei uma de minhas magias de advinhação - Falou o clérigop Malafai - Ele pronunciou palavras em tom de prece e as escrituras começaram a brilhar, alguns segundos depois Malafai acordou de seu transe mas não foi capaz de ler as escrituras mas um novo personagem apareceu, um fantasma saiu de dentro de uma das paredes levantou a mão ameaçadoramente para os aventureiros e falou.

- Intrusos cuidado! Se vocês avançarem, não perceberão a sabedoria das minhas palavras. A partir da entrada sinistra, o caminho se torna claro quando o brilhante segue seu soberano.

Logo após sua aparição o fantasma desapareceu.
- O que ele falou - Perguntou a ranger - Não sei respondeu Malafai - Acho que ele falou para tomarmos cuidado com a entrada sinistra alguma coisa sobre o brilhante seguir o soberano - Completou April.

- Ele falou, Arthus começou a explicar "Intrusos, cuidado! Se vocês avançarem, não perceberão a sabedoria das minhas palavras. A partir da entrada sinistra, o caminho se torna claro quando o brilhante segue seu soberano" mas o que ele quer diser com isso? - Perguntou a ranger, April deu de ombros e Malafai ponderou as palavras - Acho que é um enigma - Concluiu o clérigo.

- Claro que é um enigma, soberano certamente é Endor, e brilhente é Tal Maj o radiante, mas o que ele quiz dizer com o” brilhante segue seu soberano? Talvez tenhamos que colocar as estátuas em ordem, existam três estátuas de cada deus cada uma em uma alcova, acho que devemos colocá-las em ordem - Mas que ordem - Perguntou April - Como era mesmo o enigma - Indagou Thiven - A partir da entrada sinistra, o caminho se torna claro quando o brilhante segue seu soberano - Respondeu o mago, mas por onde começar? -Não entendi nada - Respondeu a ranger.

-Certamente devemos colocar as estátuas em ordem, primeiro Endor e depois Tal Maj, assim o brilhante estará seguindo o seu soberano, mas por onde começar? - Falou o mago mais para si do que para os outros, enquanto seus companheiros mexiam nas estátuas de um lado para o outro, April quase deixou uma cair no chão e resolveu sentar-se e esperar o mago resolver a situação, passaram-se alguns minutos e ninguém havia tido nenhuma idéia então de uma salto Arthus falou.

-Mas claro como não vi antes, A partir da entrada sinistra, o caminho se torna claro quando o brilhante segue seu soberano não é? Endor é chamado de soberano por seus adoradores e Tal Maj é o brilhante certo? mas por onde começar? - O mago esperou por repostas mas ninguém havia entendido nada então ele continuou - A partir da entrada sinistra é claro - Mas a porta esta bem ao centro não dá para saber qual lado - respondeu a ranger, o clérigo deu um passo a frente para tentar entender o pensamento do mago - A entrada sinistra é a coluna de estátuas da esquerda, “sinistro” significa “esquerda” no jargão da Heráldica muito simples não é? - Explicou o mago - Vamos lá, coloquem a partir da esquerda uma estátua de Endor seguida por uma estátua de Tal Maj.

Todos se colocaram a trabalhar e Thiven olhou para paladina e sussurrando perguntou - Você entendeu alguma coisa que ele disse?

April sorriu e a porta no obelisco se abriu exatamente quando a última estátua foi colocada na alcova.


Nenhum comentário:

Postar um comentário