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sexta-feira, 15 de abril de 2011

O dia do julgamento

Os aventureiros descansaram os últimos três dias na taverna do Dente de Dragão, Malafai já está bem melhor de seus ferimentos, April costuma passar a maior parte do tempo treinando esgrima ou treinando com seu cavalo Snow Flake na escola para soldados, Thiven quase não descansa tentando saber algo sobre o mago preso, sua sede por "justiça" é insaciável, Arthus pegou quase todos os pertences do mago inclusive seu grimório e o estuda quase que todo o tempo livre, parando apenas para alimentar-se ou para dormir poucas horas. Na tarde do quarto dia Thiven chegou nervosa e em grande fúria na taverna onde todos estavam hospedados.

 - Mas como pode ser? Os malditos advogados dizem que o mago será banido da cidade por 10 anos, como ele pode receber uma punição tão branda? ele deve ser enforcado isso sim - Esbravejava aos gritos na sala de bebidas da taverna, o lugar estava parcialmente cheio, do outro lado da taverna havia um homem vestido de negro usando um capuz apenas seus olhos vermelhos podiam ser vistos ele estava protegido por dois capangas, Thiven o avistou e seu sangue gelou imediatamente a  ranger entrou em um transe e seu ódio pareceu crescer ainda mais pelo elfo, quando ela pareceu sair do transe já era noite e April e Arthus estavam falando com ela algum coisa.

 - Thiven acorda, onde você está? - Perguntava a ranger.

- Não precisa me chacoalhar dessa forma, eu só estava pensando, como as autoridades dessa cidade podem apenas banir o maldito mago, temos que fazer alguma coisa April, temos que matá-lo.

- Não Thiven, eles possuem sua própria lei e deve ser seguida, es eles dizem que ele será punido então é o que deve ser feito, já fizem os nossa parte.

- Não - A ranger falou alto e descontroladamente - Ele deve ser morto pela forca.

- Acalme-se Thiven o que há com você? Fizemos a nossa parte, veja todos nos tratam como heróis e é assim que deve ser, deixe que eles cuidem do resto, é a lei.

Do outro lado da taverna a figura de preto levantou-se e caminhou até a porta e deu uma última olhada para Thiven e saiu, a range pareceu se acalmar no mesmo instante, April olhou para a porta como se sentisse algo mas só pôde ver um manto negro saindo pela porta seguido de dois homens de armadura de couro.

- Talvez você tenha razão April, devemos deixar o resto com eles - A ranger tomou sua bebida e se acertou na cadeira e caiu em seus pensamentos.

Arthus que tudo observava percebeu algo de diferente na ranger e desconfiou que a mente da ranger estivesse de alguma forma perturbada ou quem sabe controlada mas o mago não havia preparado as magias certas para determinar com certeza o que estava acontecendo.

Depois de dois dias por volta de um grifo após a caída de Tal Maj um homem mal encarado com uma cicatriz em fome de meia lua no lado esquerdo do rosto entrou na taverna e procurou a ranger Thiven, caminhou até ela e comentou que corria os rumores que o mago não seria banido, pois se arrependeu de tudo e pagaria uma boa quantia de peças de ouro ao pai das crianças e reformaria os muros da cidade como pagamento pelos seus males, a ranger entrou novamente em fúria e foi procurar April e os outros mas encontrou apenas Arthus indo em direção a biblioteca.

-Arthus temos que fazer algo, o mago sairá impune de tudo, ouvi falar que ele apenas gastará algumas peças de ouro e só, irei agora fala com o pretor sobre isso - Arthus não teve tempo de falar nada pois a ranger já havia saído correndo, o mago só teve tempo de correr em direção ao templo na esperança de lá encontrar April e Malafai em suas orações.

- April, Malafai me desculpem por atrapalhar suas orações mas tenho uma notícia que me parece perigosa, Thiven foi até o pretor para discutir a situação do mago Helvec - Os companheiros não falaram mais nada e correram até o pretor mas chegaram depois da saída da ranger.

- Me desculpe pretor Gildan minha amiga Thiven esteve aqui? - Perguntou a paladina April.

- Sim ela esteve e me pareceu meio fora de si, me acusou de não fazer meu dever e pediu permissão para investigar a casa do mago, claro que neguei o pedido - O pretor aproximou-se da paladina olhando em seus olhos - Olha aqui April Menseph agradeço o que vocês fizeram pela minha cidade mas já chega, minha paciência acabou não tenho mais cabeça para lidar com sua amiguinha falando mal de nossas leis para qualquer um ouvir nas tavernas, acabou vocês devem seguir em frente entendido? - April, Malafai e Arthus não tiveram nada para falar pois eles mesmos já estavam fartos da reclamação da ranger, então se despediram e saíram do quartel.

- Malafai o que acha que devemos fazer? - Perguntou April para o clérigo totalmente confusa com tudo que estava acontecendo, Malafai parou um  pouco para pensar e respondeu - Acho que devemos ir na casa do mago alguma coisa me diz que algo terrível acontecerá, o mago Arthus pronunciou algumas palavras em uma língua comum entre todos os magos e apontou para o oeste - Para lá, devemos ir para aquele lado, é onde está a ranger, na torre do mago alguns quilômetros fora da cidade.



Os três companheiros cavalgaram o mais rápido que podiam mas chegaram tarde demais, a ranger estava correndo com meia dúzia de pessoas em seu encalço, Malafai alçou voo e deixou seu cavalo Black Arrow cuidar da ranger, a paladina investiu contra as pessoas apenas para distraí-las, Arthus que cavalgava com a paldina conjurou uma magia de luz para ofuscar alguns dos perseguidores da elfa Thiven, no momento em que o mago conjurou sua luz April pôde ver duas pessoas caídas no chão alvejadas por flechas aparentemente mortas, April cavalgou rapidamente até algumas árvores em um bosque para confundir os guardas de Helvec, Malafai observou de cima os corpos caídos e voou até eles só para constatar que os dois meio-orc estavam mortos por flechas que ele identificou imediatamente como sendo flechas de Thiven. Quando April e Arthus já estavam saindo do bosque em direção a cidade uma luz vermelha explodiu no céu.

- O que é isso Arthus alguma feitiçaria necromântica? - Perguntou a paladina assustada.

- Não, isso me parece algum tipo de aviso.

Depois de alguns minutos os amigos perceberam que poderiam diminuir a marcha, pois seus perceguidores haviam pegado outro caminho, Os quatro aventureiros chegaram ao portão da cidade e o encontraram aberto ao entrar tiveram uma surpresa, soldados armados com alabardas, arcos e espadas os esperavam em uma emboscada, o pretor estava montado em um cavalo segurando uma lança montada.

- Parados todos vocês, recebemos um sinal da torre o que aconteceu lá? - Perguntou o pretor olhando para April e depois para a ranger que estava montada no cavalo do clérigo.

- Tudo será esclarecido, tenho certeza que não tem razão para usar as armas - A paladina respondeu tentando acalmar a situação.

- Desmontem e sigam-me até o quartel, lá veremos o que aconteceu, já mandei soldados até a torre para descobrirem porque lançaram o sinal de socorro. Os aventureiros desmontaram seus de seus cavalos e seguiram o pretor até o quartel, o pretor era escoltado por seis guardas armados.

- O que houve lá? Alguma coisa me diz que sua amiga vez algo de errado - Perguntou o pretor mas sua pergunta não ficou sem resposta por muito tempo antes que alguém pudesse responder quatro guardas entraram na sala seguidos por três homens nervosos e falando alvo.

- Foi ela sim, essa elfa chegou ao castelo furtivamente e atacou Grisk e Tard, eles não fizeram nada apenas abriram a porta e foram atacados por essa mulher elfa enlouquecida, ela gritava "morte a todos os aliados do Helvec" não tivemos tempo para nos proteger das flechas - Falou um homem de roupas esfarrapadas com cara de lavrador.

- Não tivemos tempo nem para salvar as crianças, por sorte os guardas ainda estavam fazendo vigia pelo lado de fora da torre senão uma hora dessas até as crianças estariam mortas - Falou um outro homem com aparência semelhante.

- O que aconteceu lá Thiven? Responda minha pergunta -  Bradou o pretor.

A ranger parecia confusa, sua mente estava lá mas seus atos pareciam ter sido feitos por outras pessoas como se ela fosse mera coadjuvante em seu próprio corpo, seus olhos pareciam perdidos em algum lugar.

- Thiven responda, olha para mim, sou eu April fale alguma coisa ao seu favor, fale quem fez aquilo, quem matou aquelas pessoas.

- Eu matei - Respondeu a ranger mas suas palavras pareciam vazias e sem emoção nenhuma como se falasse por falar, como se não houvesse nenhuma coisa de errado nisso.

- Ela matou meus amigos a sangue frio - Falou novamente o primeiro homem -O pretor pareceu entender o que havia acontecido

- Ela esteve aqui pouco antes de ir até lá, ela parecia muito nervosa e eu a proíbe de ir até o castelo, tudo aponta para a versão de Ander e Thomason, se vocês não quiserem que complicar é melhor saírem daqui - Falou o pretor.

- Vamos April - O mago fez uma pequena pausa - Malafai vamos, é melhor irmos antes que nós pioremos as coisas - April e Malafai saíram do quartel desconcertados sem saber realmente o que pensar.

- Thiven parecia estar realmente descontrolada, nada fazia com que ela esquecesse o mago, mas porque? - Perguntou a paladina para seus amigos.
- Agora não podemos fazer nada a esse respeito, a justiça será feita e é por isso que vivemos April, devemos seguir as leis, devemos observar e rezar para que Endor julgue os acontecimentos com brandura.

Três dias se passaram e o julgamento foi severo e rápido os juizes e seus jurados foram cruéis, Thiven foi condenada ao enforcamento, assim como queria para o mago Helvec, seus companheiros não escaparam do martelo da justiça e foram banidos da cidade por 10 anos, o mago Helvec apareceu como uma vitima da elfa e seus comparças, ele fez com que todos pensassem que tudo foi feito para prejudicá-lo, April, Malafai e Arthus saíram da cidade logo depois do julgamento como vilões e o maligno mago Helvec uma vitima inocente.

Arthus ao sair da cidade quando já estavam no alto da Colina dos Sussurros olhou para traz e lhe pareceu que uma nuvem havia parado bem em cima da cidade e uma escuridão se apoderou da cidade.

- Algo me diz que isso não acabou por aqui, acho que ainda veremos esse mago maldito - Falou para si mesmo mais que para seus amigos.

- O que? - Perguntou a paladina.

- Nada, eu só estava apenas elocubrando em voz alta nada mais - Respondeu Arthus enquanto cobria seu rosto com o capuz de seu manto.



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