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sexta-feira, 15 de abril de 2011

O dia do julgamento

Os aventureiros descansaram os últimos três dias na taverna do Dente de Dragão, Malafai já está bem melhor de seus ferimentos, April costuma passar a maior parte do tempo treinando esgrima ou treinando com seu cavalo Snow Flake na escola para soldados, Thiven quase não descansa tentando saber algo sobre o mago preso, sua sede por "justiça" é insaciável, Arthus pegou quase todos os pertences do mago inclusive seu grimório e o estuda quase que todo o tempo livre, parando apenas para alimentar-se ou para dormir poucas horas. Na tarde do quarto dia Thiven chegou nervosa e em grande fúria na taverna onde todos estavam hospedados.

 - Mas como pode ser? Os malditos advogados dizem que o mago será banido da cidade por 10 anos, como ele pode receber uma punição tão branda? ele deve ser enforcado isso sim - Esbravejava aos gritos na sala de bebidas da taverna, o lugar estava parcialmente cheio, do outro lado da taverna havia um homem vestido de negro usando um capuz apenas seus olhos vermelhos podiam ser vistos ele estava protegido por dois capangas, Thiven o avistou e seu sangue gelou imediatamente a  ranger entrou em um transe e seu ódio pareceu crescer ainda mais pelo elfo, quando ela pareceu sair do transe já era noite e April e Arthus estavam falando com ela algum coisa.

 - Thiven acorda, onde você está? - Perguntava a ranger.

- Não precisa me chacoalhar dessa forma, eu só estava pensando, como as autoridades dessa cidade podem apenas banir o maldito mago, temos que fazer alguma coisa April, temos que matá-lo.

- Não Thiven, eles possuem sua própria lei e deve ser seguida, es eles dizem que ele será punido então é o que deve ser feito, já fizem os nossa parte.

- Não - A ranger falou alto e descontroladamente - Ele deve ser morto pela forca.

- Acalme-se Thiven o que há com você? Fizemos a nossa parte, veja todos nos tratam como heróis e é assim que deve ser, deixe que eles cuidem do resto, é a lei.

Do outro lado da taverna a figura de preto levantou-se e caminhou até a porta e deu uma última olhada para Thiven e saiu, a range pareceu se acalmar no mesmo instante, April olhou para a porta como se sentisse algo mas só pôde ver um manto negro saindo pela porta seguido de dois homens de armadura de couro.

- Talvez você tenha razão April, devemos deixar o resto com eles - A ranger tomou sua bebida e se acertou na cadeira e caiu em seus pensamentos.

Arthus que tudo observava percebeu algo de diferente na ranger e desconfiou que a mente da ranger estivesse de alguma forma perturbada ou quem sabe controlada mas o mago não havia preparado as magias certas para determinar com certeza o que estava acontecendo.

Depois de dois dias por volta de um grifo após a caída de Tal Maj um homem mal encarado com uma cicatriz em fome de meia lua no lado esquerdo do rosto entrou na taverna e procurou a ranger Thiven, caminhou até ela e comentou que corria os rumores que o mago não seria banido, pois se arrependeu de tudo e pagaria uma boa quantia de peças de ouro ao pai das crianças e reformaria os muros da cidade como pagamento pelos seus males, a ranger entrou novamente em fúria e foi procurar April e os outros mas encontrou apenas Arthus indo em direção a biblioteca.

-Arthus temos que fazer algo, o mago sairá impune de tudo, ouvi falar que ele apenas gastará algumas peças de ouro e só, irei agora fala com o pretor sobre isso - Arthus não teve tempo de falar nada pois a ranger já havia saído correndo, o mago só teve tempo de correr em direção ao templo na esperança de lá encontrar April e Malafai em suas orações.

- April, Malafai me desculpem por atrapalhar suas orações mas tenho uma notícia que me parece perigosa, Thiven foi até o pretor para discutir a situação do mago Helvec - Os companheiros não falaram mais nada e correram até o pretor mas chegaram depois da saída da ranger.

- Me desculpe pretor Gildan minha amiga Thiven esteve aqui? - Perguntou a paladina April.

- Sim ela esteve e me pareceu meio fora de si, me acusou de não fazer meu dever e pediu permissão para investigar a casa do mago, claro que neguei o pedido - O pretor aproximou-se da paladina olhando em seus olhos - Olha aqui April Menseph agradeço o que vocês fizeram pela minha cidade mas já chega, minha paciência acabou não tenho mais cabeça para lidar com sua amiguinha falando mal de nossas leis para qualquer um ouvir nas tavernas, acabou vocês devem seguir em frente entendido? - April, Malafai e Arthus não tiveram nada para falar pois eles mesmos já estavam fartos da reclamação da ranger, então se despediram e saíram do quartel.

- Malafai o que acha que devemos fazer? - Perguntou April para o clérigo totalmente confusa com tudo que estava acontecendo, Malafai parou um  pouco para pensar e respondeu - Acho que devemos ir na casa do mago alguma coisa me diz que algo terrível acontecerá, o mago Arthus pronunciou algumas palavras em uma língua comum entre todos os magos e apontou para o oeste - Para lá, devemos ir para aquele lado, é onde está a ranger, na torre do mago alguns quilômetros fora da cidade.



Os três companheiros cavalgaram o mais rápido que podiam mas chegaram tarde demais, a ranger estava correndo com meia dúzia de pessoas em seu encalço, Malafai alçou voo e deixou seu cavalo Black Arrow cuidar da ranger, a paladina investiu contra as pessoas apenas para distraí-las, Arthus que cavalgava com a paldina conjurou uma magia de luz para ofuscar alguns dos perseguidores da elfa Thiven, no momento em que o mago conjurou sua luz April pôde ver duas pessoas caídas no chão alvejadas por flechas aparentemente mortas, April cavalgou rapidamente até algumas árvores em um bosque para confundir os guardas de Helvec, Malafai observou de cima os corpos caídos e voou até eles só para constatar que os dois meio-orc estavam mortos por flechas que ele identificou imediatamente como sendo flechas de Thiven. Quando April e Arthus já estavam saindo do bosque em direção a cidade uma luz vermelha explodiu no céu.

- O que é isso Arthus alguma feitiçaria necromântica? - Perguntou a paladina assustada.

- Não, isso me parece algum tipo de aviso.

Depois de alguns minutos os amigos perceberam que poderiam diminuir a marcha, pois seus perceguidores haviam pegado outro caminho, Os quatro aventureiros chegaram ao portão da cidade e o encontraram aberto ao entrar tiveram uma surpresa, soldados armados com alabardas, arcos e espadas os esperavam em uma emboscada, o pretor estava montado em um cavalo segurando uma lança montada.

- Parados todos vocês, recebemos um sinal da torre o que aconteceu lá? - Perguntou o pretor olhando para April e depois para a ranger que estava montada no cavalo do clérigo.

- Tudo será esclarecido, tenho certeza que não tem razão para usar as armas - A paladina respondeu tentando acalmar a situação.

- Desmontem e sigam-me até o quartel, lá veremos o que aconteceu, já mandei soldados até a torre para descobrirem porque lançaram o sinal de socorro. Os aventureiros desmontaram seus de seus cavalos e seguiram o pretor até o quartel, o pretor era escoltado por seis guardas armados.

- O que houve lá? Alguma coisa me diz que sua amiga vez algo de errado - Perguntou o pretor mas sua pergunta não ficou sem resposta por muito tempo antes que alguém pudesse responder quatro guardas entraram na sala seguidos por três homens nervosos e falando alvo.

- Foi ela sim, essa elfa chegou ao castelo furtivamente e atacou Grisk e Tard, eles não fizeram nada apenas abriram a porta e foram atacados por essa mulher elfa enlouquecida, ela gritava "morte a todos os aliados do Helvec" não tivemos tempo para nos proteger das flechas - Falou um homem de roupas esfarrapadas com cara de lavrador.

- Não tivemos tempo nem para salvar as crianças, por sorte os guardas ainda estavam fazendo vigia pelo lado de fora da torre senão uma hora dessas até as crianças estariam mortas - Falou um outro homem com aparência semelhante.

- O que aconteceu lá Thiven? Responda minha pergunta -  Bradou o pretor.

A ranger parecia confusa, sua mente estava lá mas seus atos pareciam ter sido feitos por outras pessoas como se ela fosse mera coadjuvante em seu próprio corpo, seus olhos pareciam perdidos em algum lugar.

- Thiven responda, olha para mim, sou eu April fale alguma coisa ao seu favor, fale quem fez aquilo, quem matou aquelas pessoas.

- Eu matei - Respondeu a ranger mas suas palavras pareciam vazias e sem emoção nenhuma como se falasse por falar, como se não houvesse nenhuma coisa de errado nisso.

- Ela matou meus amigos a sangue frio - Falou novamente o primeiro homem -O pretor pareceu entender o que havia acontecido

- Ela esteve aqui pouco antes de ir até lá, ela parecia muito nervosa e eu a proíbe de ir até o castelo, tudo aponta para a versão de Ander e Thomason, se vocês não quiserem que complicar é melhor saírem daqui - Falou o pretor.

- Vamos April - O mago fez uma pequena pausa - Malafai vamos, é melhor irmos antes que nós pioremos as coisas - April e Malafai saíram do quartel desconcertados sem saber realmente o que pensar.

- Thiven parecia estar realmente descontrolada, nada fazia com que ela esquecesse o mago, mas porque? - Perguntou a paladina para seus amigos.
- Agora não podemos fazer nada a esse respeito, a justiça será feita e é por isso que vivemos April, devemos seguir as leis, devemos observar e rezar para que Endor julgue os acontecimentos com brandura.

Três dias se passaram e o julgamento foi severo e rápido os juizes e seus jurados foram cruéis, Thiven foi condenada ao enforcamento, assim como queria para o mago Helvec, seus companheiros não escaparam do martelo da justiça e foram banidos da cidade por 10 anos, o mago Helvec apareceu como uma vitima da elfa e seus comparças, ele fez com que todos pensassem que tudo foi feito para prejudicá-lo, April, Malafai e Arthus saíram da cidade logo depois do julgamento como vilões e o maligno mago Helvec uma vitima inocente.

Arthus ao sair da cidade quando já estavam no alto da Colina dos Sussurros olhou para traz e lhe pareceu que uma nuvem havia parado bem em cima da cidade e uma escuridão se apoderou da cidade.

- Algo me diz que isso não acabou por aqui, acho que ainda veremos esse mago maldito - Falou para si mesmo mais que para seus amigos.

- O que? - Perguntou a paladina.

- Nada, eu só estava apenas elocubrando em voz alta nada mais - Respondeu Arthus enquanto cobria seu rosto com o capuz de seu manto.



quinta-feira, 14 de abril de 2011

Um Mago Derrotado

A porta de pedra se abriu ruidosamente e uma escadaria que levava para baixo se apresentou diante deles, dezenas de degraus feitos na própria pedra da montanha levavam os aventureiros para baixo, Thiven desceu a frente sendo seguida por Malafai e April logo atrás dele, Arthus vinha na vanguarda com as pernas trêmulas quase batendo um joelho no outro, Thiven pareceu ter ouvido algo e fez um gesto com a mão para que todos parassem e foi mais a frente na ponta dos pés, ela observou a porta que levava a uma outra sala de pedra. As paredes dessa grande câmara de pedra são adornadas com esculturas do que lhes parecem membros da família Kaius venerando Endor e Tal Maj. Em algumas paredes, há montes de entulho que outrora foram sarcófagos. Muitos ossos estão espalhados no chão. Dois sarcófagos intactos foram arrastados para montar uma barricada nos dois corredores que conduzem para fora da sala. Um lampião crepita no topo de cada uma das barricadas, lançando um brilho laranja e misterioso sobre toda a cripta. O óleo rançoso do lampião cheira forte, como um peixe morto. Arthus segue a ranger e todos entram na sala e observam as esculturas mas algo chama a atenção do jovem mago.

- O cheiro de óleo é muito forte nessa câmara; é impossível que venha somente dos lampiões.

Tarde demais, São dois hobgoblins; cada um iniciará o encontro atrás de um sarcófago diferente, na parte mais afastada da sala. Os sarcófagos são armadilhas. Mesmo os heróis tendo aberto a porta secreta usando o enigma, ela foi barulhenta o suficiente para que os hobgoblins saibam que alguém está entrando.

Os mercenários hobgoblins iniciam o combate usando seus arcos longos disparando flechas contra os heróis, April e Malafai partem para o ataque usando suas espadas mas conforme eles se aproximam os hobgoblins utilizam os sarcófagos como cobertura isso gera uma vantagem dos monstros quando April aproximou o suficiente do sarcófago o maldito monstro virou o sarcófago essa manobra criou uma explosão de fogo que preencheu a área próxima da paladina com fogo crepitante, imediatamente ela saltou para o lado ficando presa entre o fogo e a parede, os hobgoblins saltaram para o outro corredor e saltaram por cima do outro sarcófago com cuidado para não ativar a outra armadilha com os lampiões. Então, os monstros ficaram lado a lado como soldados em uma guerra, Thiven disparou uma de suas flechas e derrubou um dos hobgoblins no momento em que ele tentava pular o segundo sarcófago, na verdade o lampião quase caiu e ativou a segunda armadilha, Arthus correu até o lado onde estava a paladina e observou a situação.

- Malafai vire o sarcófago para o outro lado e usaremos a armadilha desses monstros contra eles mesmos, enquanto isso tentarei apagar esse fogo e tirar a paladina dessa enrascada - Arthus invocou um raio de gelo de seu cajado, o raio arcano vindo do próprio elemento da água e do vento partiu com fúria e apagou parte do fogo, o suficiente para a paladina sorrir e saltar por cima em direção aos seus amigos.

- Agradeço a Endor por você ter vindo mago - O jovem mago enrubeceu ao ouvir as palavras da paladina mas logo se concentrou no combate, Malafai tentou empurrar o sarcófago mas não conseguiu reunir as forças suficientes, Thiven disparava suas flechas para distrair as criaturas, A pril correu e empurrou o sarcófago com seu ombro, ela usou toda sua força e aproveitou o tempo dado pelas flechas da ranger o lampião virou junto com o sarcófago em direção ao hobgoblin que em chamas correu pelos corredores do mausoléu.



Após despacharem os dois hobgoblins, os aventureiros seguem pelo corredor que estava sendo protegido pelos dois monstros, depois de algumas curvas a frente ele chegam em uma nova sala, essa sala parece ter sido usava a séculos como algum tipo de sala de orações, há vários símbolos gravados nas paredes e pequenos altares com pedestais para estátuas em cada canto e bem ao centro, os aventureiros vasculham a sala a procura de pistas dos dois garotos desaparecidos e logo Thiven detecta pegadas mas a atenção dos aventureiros é voltada mais uma vez para algo sinistro. A forma sombria que eles encontraram na primeira sala ressurge a partir da escuridão. Ele gesticula com suas garras azeviche, apontando os ossos espalhados no chão e diz com a voz gélida e ruidosa — “Honra aos mortos.” - e logo depois desaparece dentro de uma das paredes.

A paladina April olhou ao redor e viu os ossos espalhados dos antigos cavaleiros da lenda, tudo aquilo feito pelos hobgoblins era profanação e um insulto aos mortos, aquilo tinha de parar.
- Ajudem-me a pegar os ossos desses cavaleiros, vamos colocá-los nos sarcófagos vazios que encontramos na outra sala lá em cima - A paladina falou com tanta convicção e vontade que ninguém pôde ir contra sua vontade, nem mesmo o mago que fez de tudo para não tocar os ossos. Passaram-se quase trinta minutos até que todos os ossos estavam devidamente honrados em seus sarcófagos, April e Malafai fizeram preces para acalmar os espíritos dos mortos e abençoaram o lugar, a aura estanha de necromância aos poucos foi se dissipando como a luz de Tal Maj dissipa a escuridão, as armas mágicas de Malafai e April pareciam mais brilhantes.

Logo depois da sala onde o fantasma foi visto pela segunda vez havia um corredor lapidado que conduzia para fora da tumba inferior, rapidamente se torna rústico e termina em uma grande caverna natural com uma câmara adjacente, também feita de pedra lapidada. Embora a caverna natural seja muitíssimo antiga, o portal em forma de diabo e a câmara posterior também são bem velhos, certamente da época em que os tieflings forjaram seus primeiros pactos infernais com os senhores dos Infernos.

A água escorre como uma chuva leve a partir das estalactites dessa caverna natural. Fungos brilhantes iluminam a câmara, quevé úmida e quente. A luz assustadora reflete vários estanques de água, que pontilham o solo irregular e escorregadio. Do lado oposto de onde os aventureiros estão, uma grande alcova foi cortada na lateral da caverna. Uma construção antiga, quase em ruínas, adorna a alcova, ostentando pictografias detestáveis e uma escrita estranha e aracnídea. Um portal sinistro, com placas de ferro, pode ser visto na parte traseira da alcova. A cabeça de um imenso diabo foi esculpida na porta e os olhos do enfeite brilham com uma luminosidade esverdeada e indistinta.

Entre os ruídos da água respingando, April ouve o som quase imperceptível de um choro infantil, vindo da direção do portal com a cabeça do diabo.

- Vocês ouviram isso? Me pareceu um choro de criança vindo dali, daquela monstruosa figura no portal Endor o que será isso?

O mago Arthus caminha vagarosamente em direção ao portal e conura um truque simples - Não há mágica nesse portal, vou dar uma olhada - O mago fica nas pntas dos pés para observar atravéz dos olhos da figura.

- As órbitas oculares do rosto diabólico servem como janelas para uma sala do outro lado. A fonte da luz  esverdeada vem da câmara logo depois da porta, a câmara seguinte parece uma tumba ou templo abandonado, deve ter sido abandonado há séculos, em cada lateral da sala, há diversas estátuas de pedra, mostrando homens vestindo mantos, observam o salão, no centro da câmara, um círculo mágico, adornado com runas geométricas, deve ser uma proteção que brilha com uma radiância esmeralda, a magia do círculo é quase palpável, flutuando para cima como um vapor sobrenatural, estou vendo os garotos encolhidos no meio do círculo, estão acorrentados - Descreve o jovem mago.

- Deixem-me ver a tranca desse portal - falou a ranger - Está aberta, a porta está aberta.

- Está muito fácil entrar - Falou a paladina.

- Nunca é fácil quando temos magia minha amiga April - Retrucou o mago -O problema não é entrar na sala mas desfazer as proteções mágicas, consegui descobri alguma coisa sobre elas assim que as vi, mas precisarei de uma análise de mais perto.

- Faça o que puder mago, agora vamos entrar - A paladina abriu as portas e as crianças  logo se levantaram gritando.

- Aquele elfo que nos capturou disse que existem armadilhas aqui. Mesmo que eu consiga me livrar dessas correntes, o teto vai desabar se sairmos do círculo.

- Receio que eles estejam falando a verdade April mas tentarei desfazer a mágica, que Radamante me proteja - Sussurrou o mago Arthus - Esse círculo verde e brilhante é um efeito de proteção da época de Bael Turath, Esse círculo de proteção foi recentemente modificado de duas formas. Qualquer criatura que ingressar ou sair dele irá disparar um efeito mágico ainda não sei que efeito é esse mas em breve saberemos... da forma fácil o da forma difícil. Malafai ajoelhou e começou a convocar os poderes divinos na intenção de ajudar o mago em sua guerra arcana contra a armadilha feita pelo elfo descrito pelas crianças.

April vasculha a sala atrás de pistas, Thiven sem que ninguém percebesse saiu da sala, de alguma forma uma voz sombria a guiava pelos corredores, uma voz vinda de outra dimensão ela simplesmente sabia onde pisar sem fazer barulho, seus passos sempre certos logo a levou ao mago Helvec. 


 A passagem termina em uma câmara larga. Um brilho esverdeado e assustador emanavam de uma plataforma com três metros de altura, bem no centro da sala, e névoas flutuavam a partir da sua superfície. Um pelotão de diabos enfurecidos foi esculpido nos lados do pedestal. Um elfo de aparência maligna, vestindo um manto negro, estava de pé sobre a plataforma. Ele estava lendo um tomo antigo e empoeirado, aberto em suas mãos, e encarou a ranger com desprezo e gritou.


- Seu sangue irá contribuir para o meu trabalho, intrusos, pereça diante de Helvec o Abocanhador de Ossos.

Enquanto os sons da ameaça ainda ribombam no ar, oito guerreiros esqueléticos surgiram nas laterais da plataforma, sacando espadas longas enferrujadas de bainhas esfarrapadas, Malafai e April escutaram os gritos do maldito elfo e partiram em direção ao som.


 - Maldição! - Esbravejou a paladina - Onde está Thiven?

- Acho que ela se meteu em alguma encrenca - Responde o clérigo.

Malafai correu mais rápido que April em direção a ranger, pois a armadura da paladina limita seus movimentos, na verdade isso se mostrou ser um golpe da sorte já que em breve o mago estaria em apuros sozinho com as crianças na sala.


Arthus na sala com as duas crianças sai finalmente do transe em que se encontrava para determinar os poderes da artimanha arcana do elfo.

- Essa caverna ancestral foi lentamente erodida pela água corrente, um único terremoto de proporções menores seria suficiente para derrubar uma grande parte da caverna, a armadilha... Isso a armadilha desmoronará toda a caverna sobre nossas cabeças - Concluiu o jovem e promissor mago Arthus.

Na sala próxima dali, Helvec ergue seu cajado e golpeia o solo duas vezes. Um instante depois na outra sala, April ouve passos pesados e rochas raspando contra o piso no corredor atrás dela.

- Arthus e as crianças - A paladina falou baixo para si mesma - Malafai tenho que voltar para ajudar o mago cuide da ranger - April voltou para sala o mais rápido que pôde, ela chegou bem no momento em que o mago preparava-se para lançar um raio em duas das estátuas que se moviam.

- Cuide da magia mago, solte as crianças e deixe as estátuas comigo - Gritou a paladina preparando suas duas espadas para o combate.
- Endor com sua graça e misericórdia dê-me forças para desafiar o mal e perseverar diante de meus inimigos - Rogou a paladina partindo para cima de uma das criaturas feitas de pedra, o monstro de tamanho grande conseguiu atacar a paladina com sua enorme envergadura mas a paladina resistiu ao golpe o outro golem pareceu não perceber a paladina e caminhou vagarosamente em direção as duas crianças e o mago, Arthus lutava para continuar concentrado na magia enquanto o golem caminhava.

April chegou perto o suficiente do golem para desferir dois ataques poderosos no monstro de pedra mas a criatura parecia não sentir dor, na verdade a poderosa criatura não sente nenhuma dor mas pode ser destrida por golpes de armas mas nunca irá demonstrar fraqueza devido as injurias,  nunca cansará, nunca desistirá de seus objetivos, April desferiu mais dois golpes certeiros nas pernas do monstro na tentativa de derrubá-lo para dar ao mago tempo para salvar as crianças, o outro golem estava a poucos passos do mago e dos garotos, Arthus estava concentrado demais para vê-lo, seus devaneios arcanos o protegiam da visão monstruosa do golem vindo em sua direção mas certamente não o protegeria da pancada mortal do constructo de pedra, April conseguiu destruir parte do joelho do golem já avariado por seus golpes, a criatura caiu sobre um dos joelhos mas não antes de desferir uma pancada violenta na paladina capaz de jogá-la longe, mas mais uma vez os acontecimentos mostraram-se um golpe de sorte, pois a paladina caiu entre o golem que estava intacto e os garotos e o mago concentrado. April levantou-se rapidamente bem no meio do caminho do golem que golpeou a paladina que errou o alvo, April por sua vez não fez o mesmo favor ao constructo e acertou-o na perna para tentar a mesma tática que usou no golem anterior, Arthus finalmente conseguiu terminar sua contra mágica e desativou a armadilha. 

Enquanto April e Arthus lutavam contra os constructos e a armadilha feita por Helvec, Malafai e Thiven lutavam contra oito esqueletos demoníacos, três deles partiram para desferir ataques com suas garras contra clérigo de Endor dois deles sacaram arcos e trocaram disparos com Thiven outros dois flanquearam o elfo para protegê-lo o último esqueleto conjurou uma bola de fogo em direção do clérigo.  Thiven disparava suas flechas mas os esqueletos nada sentiam Malafai tinha mais resultado usando sua espada, a cada golpe do clérigo um osso aqui ou alise despedaçava, a ranger tentou disparar uma de suas flechas no mago elfo mas a flecha se despedaçou antes de alcançá-lo, o clérigo conseguiu se desvencilhar dos esqueletos por alguns segundos, tempo suficiente para sacar seu símbolo sagrado do peito e tentar expulsar os monstros.
 
- Que a luz da justiça de Endor destrua a escuridão da tirania, voltem para a morada da morte de onde vocês nunca deveriam ter saído - Falou o clérigo com a fé que lhe é característica e dois dos esqueletos se desfizeram bem na frente de seus olhos, seus ossos viraram pó imediatamente, mais dois recuaram mas o mago ainda estava lá disparando seus raios de fogo negro, Thiven ouvia algum tipo de voz obscura em sua mente, uma voz que a incitava a matar o mago a qualquer custo e que a elfa seguia com todas as suas forças.

- Vamos Malafai, devemos matá-lo a qualquer custo, ele deve perecer.

Helvec ria de cima de seu patamar, lá ele estava totalmente protegido, seguro das flechas da ranger e longe do alcance da espada do clérigo.

- Temos que sair daqui ou ele vai nos matar com seus raios, por aqui Thiven devemos encontrar nossos amigos.

- Não - Gritou a ranger -  Nós temos que matá-lo agora - A ranger parecia insana em sua fúria de morte, ela parecia falar com as palavras de outra pessoa na verdade parecia ser outra pessoa no corpo da ranger. Malafai começou a recuar desviando dos raios do mago das bolas de fogo do esqueleto chefe mas Thiven não se movia um passo.

- Maldição, o que deu em você? Temos que sair daqui Thiven - As risadas do mago pareciam fornecer o combustível para o ódio da ranger - Não sairei daqui até que ele esteja morto - Respondeu Thiven - Mas suas flechas são inúteis Thiven não temos chance alguma, vamos.

 - Malafai esperou poucos segundos pela ranger mas ela simplesmente não se movia, os esqueletos expulsos pelo clérigo começavam a voltar ao combate em direção a elfa, Malafai recebeu um raio bem no meio do peito e sentiu seus ossos se quebrando.

- Ahhh - Gritou o clérigo caindo no chão - Nós vamos agora - Rosnou o clérigo com raiva. Malafai levantou esbravejando e segurou a ranger com força e a colocou no ombro, o raio do mago havia lhe deixado fraco mas ainda lhe sobravam forças para caregar a elfa magrinha, ele voltou correndo como pôde pelos corredores sendo seguido pelos esqueletos, a elfa por sua vez gritava para que ele a soltasse pois ela deveria matar o elfo, nesse momento na outra sala Arthus quebrava a magia feita por Helvec em uma batalha mental da mente de Arthus contra as auras arcanas deixadas por Helvec.
 
No exato momento em que Arthus desfez a proteção arcana criada por Helvec, o mago elfo percebeu que seus planos haviam sido frustrados e convocou um terremoto que aos poucos foi tomando conta do lugar, as paredes começaram a tremer e o teto rachou e pequenas pedras caiam aqui e ali, aos poucos as rachaduras aumentavam e o tremor começava a dificultar a corrida.

Todos corriam por suas vidas, April tentava dar tempo ao mago para tirar os garotos de dentro do mausóleu que desmoronava Malafai ferido quase mortalmente pelo raio de Helvec tenta arrastar a ranger a força por causa da sua loucura momentânea. Arthus não consegue levar os dois garotos por entre os escombros e tentando escapar das novas pedras que caem do teto ao mesmo tempo, ele pede ajuda a paladina que deixa o golem de pedra para traz e corre em direção ao mago e a saida, Arthus puxa um dos garotos pelo braço por entre as rochas caídas tentando escapar do desmoronamento, April por sua vez carrega literalmente o outro garoto nas costas, os dois saem do mausoléu com poucos arranhões, não vêem nem Malafai e nem Thiven do lado de fora, April não consegue esperar e volta para o mausoléu.

- Fique aqui com os garotos Arthus voltarei para ver o que está acontecendo - April entra no mausoléu correndo sem se importar com as pedras que caiam do teto cada vez maiores, as pedras caiam a centímetros da paladina que corria desesperada para encontrar seus amigos, depois de descer até a sala anterior a sala dos garotos ela encontra Malafai segurando-se nas paredes para ficar de pé com a cabeça sangrando e o braço direito tombado fracamente do lado do corpo.

- Malafai o que aconteceu? Vamos sair daqui, segure-se em mim - April passa o braço esquerdo do clérigo sobre seu ombro e o ajudou a caminhar até a saída.

- Thiven... Ela enlouqueceu April, ela quer matar o maldito elfo a qualquer preço, ela parece ter sido dominada por um diabo ou coisa parecida, ela enlouqueceu - Explicou o clérigo quando os dois chegaram do lado de fora do maldito lugar.

- Tenho que voltar lá - Respondeu a paladina.

- Mas e os mortos-vivos? ele ainda estão lá, você não pode voltar sozinha e eu não tenho como andar sozinho e muito menos lutar com mortos e um mago enlouquecido.

- Eu vou com ela, posso ajudar contra o mago - Falou Arthus.

- Você é apenas um aprendiz, não poderá com ele, você só irá se machucar, fique aqui - Falou o clérigo por com dificuldade devido as dores no corpo.

- Essa é uma decisão minha - Respondeu o mago.

April olhou para os olhos do mago e por um instante ela pensou, então falou tocando o mago no ombro.

- Vai mago, confio em você, Justárius confiava então de alguma forma sei que você conseguirá assim como fez com a armadilha - Os dois entraram no mausoléu mais uma vez.

Agora o teto parecia arremessar rochas nos dois aventureiros como se fossem gigantes da montanha, por várias vezes os dois escaparam da morte por muito pouco até que Arthus viu um corpo debaixo de uma enorme pedra e os dois correram na direção da pedra, April constatou que o corpo era mesmo a ranger mas que ela ainda estava viva, mas a rocha era grande e pesada demais para ser removida.

- Arthus, não posso levantar essa pedra, é muito pesada, o que eu faremos?

- Posso tentar diminuir o tamanho da pedra mas será por alguns poucons instantes e você terá de conseguir tirá-la rapidamente ok? - April acentiu com a cabeça e esperou o momento certo, o mago concentrou-se por alguns instantes e luzes verdes saíram de seus dedos em direção a enorme rocha, aos poucos a pedra foi diminuindo até sua metade e então Arthus falou - Agora April é a sua única chance - April juntou forças e segurou em uma saliência na rocha e levantou alguns centímetros do chão, o mago correu e puxou a ranger debaixo da pedra mas sua perna esquerda ficou presa e o mago não conseguiu retirá-la.

- Não consigo April, a perna dela está presa.

- Ahhhh não consigo segurar por muito mais tempo mago... Tire-a dai... ahhhhh - Os músculos da paladina estavam quase explodindo, os nós dos dedos dela estavam totalmente sem sangue, seu rosto estava vermelho como o fogo, suas pernas balançavam devido a pressão, o mago puxou mais uma, duas, três e quatro vezes e a perna não soltava, aos poucos a grande rocha começava a ganhar tamanho novamente, a paladina estava quase morta devido a força despendida para segurar a pedra, rochas continuavam a cair do teto e o desespero estava quase tomando conta do mago.

- Não consigo April, não dá temos que sair daqui.

- Não... vou... a... lugar... nenhum... - A paladina falou por entre dentes quase sem força nenhuma.

- Tentarei uma última magia - O mago focalizou sua atenção na perna presa da amiga e pronunciou breves palavras na língua dos magos e conjurou um tipo de banha escorregadia na pedra - Vamos ver se a perna dela solta dessa vez - Falou o mago desesperado - Gotas de sangue escorriam dos dedos da paladina, seus músculos começavam a falhar, ela caiu em um só joelho mas conseguiu deixar a pedra na mesma altura sem prejudicar o trabalho do mago, Arthus usou toda sua força e puxou mais uma vez mas dessa vez a ranger saiu debaixo da enorme rocha.

April soltou a pedra e sentou-se no chão por poucos segundos mas foi alertada do perigo já que uma enorme rocha caiu poucos metros dela, o mago Arthus ajudou April a levantar-se, a ranger continuava desacordada mas a paladina não poderia descansar ali naquele lugar em desmoronamento Arthus seguiu a frente para guiar a paladina e April carregou Thiven nas costas, por várias vezes rochas passaram raspando por eles, mas a poucos metros da saída uma enorme pedra caiu na cabeça de Arthus que caiu imediatamente no chão, April já estava vendo a porta de saída do mausoléu então com a ranger nas costas April segurou o mago pelas vestes e o arrastou como pôde até quase o fim, mas uma pedra se soltou a começou a deslizar em direção a porta poucos segundos separavam a paladina e seus amigos da saída, a cada segundo que passava a rocha deslizava mais rapidamente em direção a porta a paladina usava tudo que podia para levar seus companheiros até a saída mas a rocha parecia que ganharia a corrida então em uma louca tentativa April salta em direção a porta ao cair no chão a paladina sente a porta se fecha com a enorme rocha atraz dela.

Acima dela sobre um patamar perto da porta fechada estava Helvec segurando seu cajado pronto para mais um raio, April não tinha como atacá-lo, pois ele estava protegido a mais de três metros do chão, então ela usou suas mãos para curar Arthus, seus poderes de cura são limitados e não seriam suficientes para curar Malafai. Arthus acordou no momento em que April recebeu um raio no estomago e caiu quase desacordada, sua espada estava caida a alguns metros dela, mas ela rastejava para pegá-la, Helvec ria em sua loucura.

- Rararara seus idiotas, seus poderes são ínfimos contra minha magia secular, por muitos anos vivi em busca da magia e agora eu a tenho e estou próximo de trazer de volta todo um império de magia, um império dos diabos e demônios.

De repente uma forma sombria e familiar emerge do solo da plataforma. Ela ergue suas garras azeviche contra o elfo de manto, roucamente sussurrando - Vingança - O fantasma parte em direção ao mago e o ataca usando suas mãos incorpórias, sua longa existência como fantasma lhe deu alguns poderes e um deles era drenar a mágica com sua mão sem matéria, eles começaram uma batalha entre a magia e poderes fantasmagóricos, o combate desviou a atenção do mago por um instante dos aventureiros dando-lhes tempo para reagir.

 Arthus percebeu a vantagem e descobriu uma frágil pedra que segurava o mago no patamar, com a queda da pedra que fechou o mausoléu toda a estrutura ficou frágil então Arthus usando seus últimos feitiços diários conjurou uma área de banha escorregadia novamente na pedra abaixo dos pés do mago. Helvec escorregou de uma só vez com a pedra deslocada, foi possível ouvir o som da cabeça do mago ao tocar o chão, no exato momento em que ele se virou confuso para se levantar viu uma espada brilhante bem na sua cara.



- Você está preso mago, e receberá a punição da justiça - Falou a paladina cambaleante empunhando sua espada longa.

O fantasma observou os aventureiros e fez um cumprimento antigo dos cavaleiros e desapareceu, April respondeu ao cumprimento da mesma forma e colocou suas algemas no mago derrotado.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Mauzoléu

Usando seus talentos de ranger e suas habilidades élficas, Thiven guiou o grupo até a porta do mauzoléu, na parte de fora ela encontra rastros e pede para os oureos não avançarem, no solo macio, ela encontra três conjuntos de pegadas humanóides, rumando na direção do mausoléu, vindas da cidade. Um conjunto de pegadas parece mais leve que as demais, como se um elfo estivesse viajando com uma dupla de humanos.


Localizado a alguns quilômetros da cidade, o Mausoléu do Antro das Sombras é uma construção isolada de granito e ardósia possui aproximadamente 20 metros de altura, situado no topo de uma colina coberta de vegetação. Obscurecido pelos imensos Picos da montanha Bico da Presa, o mausoléu vigia um vale íngreme, separado por um rio caudaloso, alimentado pelo degelo da primavera. Algumas lápides monstruosas isoladas pontilham os arredores. Uma porta dupla pesadase quase do tamanho do próprio mauzoléu em forma de torre reforçada com ferro maciço indica a entrada do mausoléu. A paladina sentiu um frio na espinha ao observar as portas de pedra com desenhos de cavaleiros montados em dragões em um combate contra as forças diabólicas dos nove infernos, as figuras mostravam uma antiga batalha entre cavaleiros e entidades extra-planares.

- Eu conheço essa figura, ela trata de uma batalha antiga, sim me lembro O Mausoléu do Antro das Sombras deve ser o descanso final de um grupo de senhores da guerra que veneravam as nobres divindades Tal Maj o antigo deus Pelor o deus do sol e da agricultura e Endor ou Heironeus na língua comum ele é o deus da justiça e da honra. Algumas histórias alegam que essas divindades deixaram um segredo perigoso sob a guarda desses senhores da guerra - Falou a paladina April fazendo o cumprimento de sua igreja, a mão direita sobre o peito esquerdo e logo levantando em frente do corpo na altura do ombro.

- Eu conheço a história esse mausoléu é realmente o descanso final de uma linhagem de senhores da guerra, chamada de Dinastia Kaius. Embora tenham sido esquecidos pela maior parte da população da os clérigos dessas divindades como vocês e nós estudiosos ainda conhecemos a história, foi essa dinastia que trouxe paz e prosperidade relativas para a região. A linhagem terminou com a morte trágica do único filho do último senhor da guerra Kaius, não lembro seu nome no momento e a depressão terrível e finalmente mortífera de seu pai. Dizem que seu espírito ainda assombra o mausoléu, protegendo os restos mortais da família mas claro ninguém sabe se a história e verdadeira - Completou Arthus mostrando que um mago pode ajudar de muitas formas.

- Verdade ou não será bem difícil abrir essa porta, não vejo nenhuma fechadura ou manivela, é certamente uma porta grande, feita de pedra dessa forma acho que não foi feita por mãos élficas os humanas apenas os anões podem ter feito isso, April já que você conhece tão bem os anões tem alguma idéia de como se abre isso - Falou Thiven

- Não, não tenho idéia - Respondeu a paladina olhando para cima e constatando que não havia nenhuma forma aparente de abrir a porta.

- Talvez haja uma porta mágica ou quem sabe uma porta secreta, tentarei encontrar algo no campo mágico procurem por algo diferente talvez nas gravuras - Falou Arthus o bruxo, ele levantou os braços segurando forte seu cajado e pronunciou palavras estranhas na língua obscura dos magos - Portatis apresentarun - Pronunciou Arthus mas nada aconteceu, April teve igual sorte, mas Thiven encontrou algo.

- Olhem aqui acho que isso é alguma coisa, vejam esse cavaleiro a espada dele aponta não para o dragão mas sim para o símbolo desse escudo - Observou a ranger.

- Deixe-me ver - Falou o mago tateando a figura em alto relevo da porta de pedra - Sim parece que há algo de errado nisso, e se nós  empurrássemos isso assim - O mago empurrou o símbolo escrustrado no escudo da figura de pedra e o ranger de correntes e engrenagens se fez ouvir por traz das grandes portas de pedra, as portas se abriram e um vapor necromântico saiu como se tivesse sido expulso da sala, os aventureiros taparam o rosto com seus mantos e esperaram a poeira e o vapor se dissiparem e aos poucos muito cautelosamente entraram na primeira sala do mausoléu, era uma sala grande com paredes totalmente fechadas sem nenhuma saída isso fazia com que o lugar ficasse com um ar pesado difícil de se respirar, April concentrou sua fé em sua espada e a fez brilhar como uma tocha e seguiu abrindo caminho na escuridão, a sala era repleta de estátuas de cavaleiros de ambos os lados da sala de seis metros de largura e pouco mais de nove metros a frente, Thiven sacou seu arco e Arthus segurou seu cajado com ambas as mãos a paladina que nada temia seguiu em frente sem olhar para traz, ela atravessa uma pequena porta dupla que deu passagem a uma sala cinza, simples e retangular, iluminada por candeeiros com chamas mágicas que nunca apagavam-se. Vários trios de sarcófagos de pedra se alinham nas paredes esquerda e direita; cada um está adornado com a imagem de um senhor da guerra morto há séculos. Em uma alcova sobre cada sarcófago existia uma pequena estátua de Endor ou Tal Maj. No centro da sala havia um obelisco de mármore com quase 3 metros de altura, com muitas inscrições de cada lado.

- April, Thiven vejam isso, há pequenas ranhuras e desenhos estranhos próximos do obelisco esses detalhes normalmente indicam uma porta secreta, mas não sei como entrar, essas escrituras estão em uma língua antiga talvez apenas os cavaleiros dessa ordem possam ler – Falou o Mago Arthus.

- Infelizmente não sei o que tem escrito, desculpem - Falou a paladina.

- Podemos tentar quebrar a porta - Falou Malafai sacando sua espada.

- Sim podemos meu amigo clérigo, mas também avisaremos nossos inimigos que estamos aqui  Ponderou o mago Arthus.

- Então o que faremos? Perguntou Thiven

- Não sei ainda - O mago Falou mais para si mesmo do que respondendo a pergunta da ranger.

Todos permaneceram parados por algum tempo pensando nas escrituras a ranger Thiven sacou uma adaga e foi em direção aos sarcófagos para tentar abri-los mas a paladina a interrompeu.
- Nada disso Thiven, não tocaremos em nada dos mortos, eles serão respeitados, foram grandes cavaleiros em vida e descançarão sem serem perturbados - A paladina falou sem rodeios.

-Tentarei uma de minhas magias de advinhação - Falou o clérigop Malafai - Ele pronunciou palavras em tom de prece e as escrituras começaram a brilhar, alguns segundos depois Malafai acordou de seu transe mas não foi capaz de ler as escrituras mas um novo personagem apareceu, um fantasma saiu de dentro de uma das paredes levantou a mão ameaçadoramente para os aventureiros e falou.

- Intrusos cuidado! Se vocês avançarem, não perceberão a sabedoria das minhas palavras. A partir da entrada sinistra, o caminho se torna claro quando o brilhante segue seu soberano.

Logo após sua aparição o fantasma desapareceu.
- O que ele falou - Perguntou a ranger - Não sei respondeu Malafai - Acho que ele falou para tomarmos cuidado com a entrada sinistra alguma coisa sobre o brilhante seguir o soberano - Completou April.

- Ele falou, Arthus começou a explicar "Intrusos, cuidado! Se vocês avançarem, não perceberão a sabedoria das minhas palavras. A partir da entrada sinistra, o caminho se torna claro quando o brilhante segue seu soberano" mas o que ele quer diser com isso? - Perguntou a ranger, April deu de ombros e Malafai ponderou as palavras - Acho que é um enigma - Concluiu o clérigo.

- Claro que é um enigma, soberano certamente é Endor, e brilhente é Tal Maj o radiante, mas o que ele quiz dizer com o” brilhante segue seu soberano? Talvez tenhamos que colocar as estátuas em ordem, existam três estátuas de cada deus cada uma em uma alcova, acho que devemos colocá-las em ordem - Mas que ordem - Perguntou April - Como era mesmo o enigma - Indagou Thiven - A partir da entrada sinistra, o caminho se torna claro quando o brilhante segue seu soberano - Respondeu o mago, mas por onde começar? -Não entendi nada - Respondeu a ranger.

-Certamente devemos colocar as estátuas em ordem, primeiro Endor e depois Tal Maj, assim o brilhante estará seguindo o seu soberano, mas por onde começar? - Falou o mago mais para si do que para os outros, enquanto seus companheiros mexiam nas estátuas de um lado para o outro, April quase deixou uma cair no chão e resolveu sentar-se e esperar o mago resolver a situação, passaram-se alguns minutos e ninguém havia tido nenhuma idéia então de uma salto Arthus falou.

-Mas claro como não vi antes, A partir da entrada sinistra, o caminho se torna claro quando o brilhante segue seu soberano não é? Endor é chamado de soberano por seus adoradores e Tal Maj é o brilhante certo? mas por onde começar? - O mago esperou por repostas mas ninguém havia entendido nada então ele continuou - A partir da entrada sinistra é claro - Mas a porta esta bem ao centro não dá para saber qual lado - respondeu a ranger, o clérigo deu um passo a frente para tentar entender o pensamento do mago - A entrada sinistra é a coluna de estátuas da esquerda, “sinistro” significa “esquerda” no jargão da Heráldica muito simples não é? - Explicou o mago - Vamos lá, coloquem a partir da esquerda uma estátua de Endor seguida por uma estátua de Tal Maj.

Todos se colocaram a trabalhar e Thiven olhou para paladina e sussurrando perguntou - Você entendeu alguma coisa que ele disse?

April sorriu e a porta no obelisco se abriu exatamente quando a última estátua foi colocada na alcova.


domingo, 10 de abril de 2011

Justárius?

April e Malafai chegaram no templo de Endor, as portas estavam abertas uma estátua de bronze do próprio deus estava a espera de seus fiéis, os guerreiros divinos ajoelharam-se e fizeram a saudação costumeira de seus adoradores a mão direita posta sobre o peito logo seguido pela palma dessa mão a frente do corpo a altura do ombro direito, levantaram-se e entraram no templo, o cheiro do incenso tomou conta de suas narinas o som das vozes das preces ecoavam como sussurros por toda parte, cavaleiros e homens comuns rezavam em todos os cantos, o templo era razoavelmente grande com fileiras de cadeiras a direita e a esquerda da entrada no lado oposto da entrada havia um patamar com um altar no centro, a frente do altar havia um local especial onde o padre da igreja subia para dar o sermão aos devotos, velas iluminavam o lugar, os dois devotos seguiram até o altar e novamente ajoelharam e repetiram a saudação, depois procuraram um lugar nas cadeiras para poderem fazer suas preces.
 
April terminou suas preces antes do clérigo Malafai e seguiu para fora do templo em busca de um lugar onde pudesse descansar e comer algo que não fosse carne de caça. April então seguiu entusiasmada em direção a taverna, era ótimo sentir-se em uma cidade novamente, mesmo que sendo bem menor que sua cidade natal, as pessoas ao seu redor, o som das vozes o barulho das carruagens e dos cavalos tudo parecia música para a paladina, a cidade parecia ser um lugar agradável e calmo e possivelmente um lugar ordeiro já que um templo dedicado ao deus Endor situava-se bem no centro da cidade. April chegou à taverna poucos minutos depois que o homem encapuzado saiu, quando ela entrou quase todos pararam o que estavam fazendo para olhar para a mulher que acabara de entrar, April tinha quase 1,90 de altura e vestia uma armadura completa, seu elmo estava debaixo do braço, seus cabelos negros estavam soltos e caídos no ombro seus olhos que sempre procuravam o mal para poder destruí-lo dessa vez eles apenas procuravam uma mesa, rapidamente todos os homens estavam olhando para a cavaleira, afinal a beleza da paladina era quase angelical todos os traços do seu rosto são finos e na mais completa perfeição, seu corpo magro e bem torneado mais lembra uma ninfa das florestas haldrínicas ou uma súcubus sem asas, mas a paladina não costuma dar importância esse tipo de coisa, na verdade April nunca se interessou por nenhum homem, seu amor é totalmente devotado ao seu pai e a cavalaria isso sempre foi o desapontamento de todos os nobres de Loregard, pois todos sonham em casar seus filhos com a mais bela princesa humana do império, April andou com suas botas de ferro até o balcão e o som do metal podia ser ouvido de qualquer ponto da taverna, já que todos estavam calados observando assustados a beleza da paladina, April não percebera nada disso, pois tudo acontecia muito rápido e ela nunca desviava seu olhar.

- Por favor, traga-me uma cerveja forte e um pedaço de queijo fresco - falou a paladina.

-Sim senhora, sem demora - Respondeu o taverneiro louro meio sem graça de falar diretamente com a mulher mais bonita que ele havia visto.

April esperou sua bebida e sua comida por pouco tempo, aquele deveria ter sido a melhor de todas as performances do taverneiro, nunca ninguém havia sido atendido com maior velocidade.

- Aqui está minha senhora - O taverneiro falou meio abobalhado para a paladina, colocou um pano no ombro e se debruçou no balcão a sua frente olhando para ela.

- Obrigada - Falou a paladina - Já  podes ir, não tenho mais nada a pedir.

- Ah mais claro - o taverneiro ficou meio desajeitado com as palavras secas da paladina.

- E é senhorita, não senhora, sou uma dama da cavalaria de Loregard - A paladina falou com rispidez e isso expulsou qualquer pensamento mais impuro por parte de todos que a ouviram. Quando a paladina terminou sua cerveja percebeu que a ranger Thiven estava sentada em uma mesa afastada, ela pegou o resto de seu queijo e foi até ela.

-Olá Thiven divertindo-se - perguntou a paladina enquanto sentava, ela olhou para a ranger que parecia estar dormindo de olhos abertos mas ao ouvir a voz de April ela levantou os olhos e sorriu.

-Olá April estou bem, onde está Malafai? - A ranger respondeu a paladina e chamou o taverneiro usando sua mão esquerda, não se lembrando de nada do homem encapuzado.

-Malafai ficou no templo, ele precisa terminar suas preces, assim teremos mais tempo antes dele vir no dizer para pararmos de beber - April sorriu no exato momento em que o taverneiro chegou meio abobalhado por estar perto da paladina mais uma vez.

- Traga outra cerveja para mim - Falou a paladina.

- Outra para mim - Acrescentou a ranger - April percorreu os olhos pela taverna depois voltou seus olhos para ranger.

- Em que você estava pensando quando cheguei? Você parecia meio perdida em pensamentos.

Thiven parou por um momento para pensar na pergunta e pareceu não saber a resposta.

- Bem eu estava pensando em... Acho que estava pensando em como nossas cidades são diferentes, minha cidade é completamente feita nas árvores, todas as nossas casa são feitas de modo a não interferirmos nas árvores e nem mesmo nas rochas das árvores, nem mesmo os animais percebem a nossa presença, os pássaros fazem seus ninhos junto de nossas casas, muitas vezes o canto deles pode ser confundido pelo canto de nossos bardos na floresta.

- É verdade Thiven, no país a casa são feitas de pedra e há cavalos por toda parte, templos de mármore, castelos intransponíveis, meu povo é um povo pacífico, mas é valente e está sempre pronto para defender seu país e seu rei, meu pai, os sábios de Loregard estão sempre pensando em como melhorar a vida do povo e como trazer a paz e uma sociedade justa igualitária, nós somos um povo ordeiro e temente aos deuses e os deuses nos abençoaram com um país livre e pacífico.

April e Thiven conversaram por mais alguns minutos até um homem desesperado entrou na taverna gritando.

- Por favor, me ajudem, meus filhos estão correndo risco de vida, eles foram sequestrados, tenho dinheiro e o darei aquele que o trouxer de volta - O homem  olhou a redor a procura de um herói, nesse momento April Menseph levantou-se e falou - Diga-me homem como podemos salvar seus filhos - A paladina falou em alto e bom som, todos a olharam alguns com olhar de desaprovação, em seus rostos estava estampado o espanto, como uma mulher poderia fazer o serviço de herói?

O homem por um instante ficou parado olhando para a bela mulher parada a sua frente vestindo uma armadura completa e armada com uma espada de cada lado da cintura.

- Sim minha dama, lhe contarei o que aconteceu - O homem aproximou-se trazendo alguns papéis e um mapa, ele começou dizendo - Meu nome é Quinn sou um viúvo e tenho dois filhos Darras e Byron, eles foram seqüestrados a três dias eles são tudo que tenho, por favor me ajude eu sou um humilde artesão, mas consegui algum dinheiro e paguei por um pergaminho, a magia contida no pergaminho mostrou que meus dois filhos estão vivos e se encontravam na área do Mausoléu do Antro das Sombras, um antigo templo que está algumas horas da cidade, não tenho treinamento militar e os soldados da cidade são supersticiosos e não se disporam a me ajudar.
 
- Não se preocupe Quinn, nós vamos ajudá-lo a salvar seus filhos eu me chamo April Menseph e essa é Thiven da Floresta élfica de Kalenthorn, diga-nos tudo que sabe sobre esse lugar.

O homem falou da localização do lugar e marcou no mapa o caminho que deveriam tomar, o caminho que ele achou ser mais seguro e rápido até o mausoléu, April rejeitou qualquer tipo de pagamento e depois de Thiven obter todas as informações a respeito do lugar elas despediram-se do homem e foram a procura de Malafai que ainda estava no templo, poucos minutos depois elas já estavam dentro do templo, April ajoelhou do lado do clérigo e tocou seu ombro, o clérigo olhou em seus olhos e algo parecia estranho com o homem de deus.

-Há algo errado não é? Há algo que devemos confrontar, mas sinto que a morte nos espreita minha menina, vamos em busca de fazer o bem mas sinto que algum mal acontecerá.

-Sim Malafai, há algo que devemos fazer mas tudo ficará bem Endor guiará nossos passos. - Sem falar mais nada os três companheiros sairam do templo mas na porta havia alguém que eles não esperavam.

- Princesa April Walrik Menseph tenho muito a lhe falar - hum você cresceu bastante garota desde a última vez que a vi, ainda gosta de truques com flores? - Um velho de cabelos grisalhos e com barba cumprida vestindo um manto cinza estava parado a porta do templo mas a luz do sol dificultava os companheiros de vê-lo com nitidez, ele segurava um cajado e o que parecia ser um porta mapas ou talvez um porta pergaminhos já que se tratava  aparentemente de um mago - Ao mencionar truques com flores o Velho fez brotar do fogo dos castiçais belíssimas flores multicoloridas, April olhou para o homem por um instante e usou sua mão para bloquear o sol na intensão de observar o homem com  mais atenção.


- Tio Justarius é você? April sorriu ao reconhecê-lo.

Justárius saiu do templo e caminhou em direção a uma velha carruagem puxada por dois cavalos magros e cansados, todos seguiram o velho mas sentiram-se incomodados quando viram o velho entrar na carruagem velha, April foi a única a não se importar com a aparência da carruagem e dos cavalos ao subir na carruagem ela olhou para seus companheiros e falou - Não se preocupem, não é o que parece - os Malafai e Thiven se olharam e entraram na carruagem, lá dentro em nada parecia com a parte de fora da carruagem, na verdade se tratava de uma das mais confortáveis carruagens que alguém poderia entrar, acentos de veludo azul capaz de acomodar mais de dez pessoas ao centro havia uma mesa de centro de madeira escura com três garrafas de vinho e copos para todos, haviam duas pessoas além de Justárius, um velho e um rapaz de no máximo 18 anos, Justárius começou dizendo.

- Bem, já que estamos todos aqui posso começar apresentando meu amigo, April Menseph esse é Wadjun O Amenita, Wadjun essa é April Menseph, Malafai e Thiven Ririon - Como sabe meu nome? - Interrompeu Thiven - Bem eu sou um mago não sou? - Respondeu Justárius com um sorriso nos lábios e continuou - Meu amigo Wadjun e eu estamos verificando umas magias estranhas conjuradas nessa região e vimos que estavam por aqui, falei para ele que a conhecia e claro, ele demonstrou interesse em conhecer a princesa de Loregard então viemos aqui, soubemos também de sua nova missão e pensei em ajudá-la, eu trouxe-lhe isto - Justárius abriu uma mochila e de lá retirou uma pedra branca com uma pequena e fraca luz amarela, ele a deu para a paladina que a observou com cuidado - Mas o que é isso? - Indagou a paladina - Isso é uma pedra que lhe será valiosa, ela lhe protegerá contra magias, sei que você precisará, Ah eu ia me esquecendo esse é Arthus, ele é um mago, bem pelo menos é um aprendiz - Ele falou mais pra si mesmo do que para os aventureiros - Ele será de muita ajuda para o lugar para onde vão, então é isso agora precisamos voltar ao nosso trabalho, e você Articus já aprendeu bastante na escola está na hora de viver a magia - Sim mestre farei o melhor - Sei que fará -April tentou falar algo mas ela conhecia o velho mago a tempo bastante para saber que ele não pode ser vencido por maio de palavras - Foi um prazer lhe conhecer princesa April Menseph de Loregard se um dia for a meu país por favor vá a minha humilde casa para tomar um chá de ervas - Falou Wadjun fazendo uma reverência.

Os companheiros saíram da carruagem com mais um integrante, um mago.

- Me chamo April Menseph e me parece que você irá conosco.

- Vendui, me chamo Thiven seja bem vindo ao grupo.

- Sou Malafai e sou um servente de deus.

-É um prazer estar com vocês meu nome é Arthus, espero ajudá-los em vossa missão.

-Falando em nossa missão, Dois jovens garotos desapareceram de suas casas no meio da noite e seu pai, um artesão chamado Quinn Stasi, veio solicitar a nossa ajuda. Embora ele não saiba quem seqüestrou seus fi  lhos, ou mesmo os motivos do crime, graças a um ritual conjurado no templo próximo de Erathis, ele descobriu que as crianças estão vivas, na região, e que sua localização atual indica o Mausoléu do Antro das Sombras, uma antiga tumba de uma linhagem esquecida de senhores da guerra, evitada pelos moradores do lugar e supostamente assombrada. Ele ofereceu 50 PO a cada um de nós mas eu recusei o dinheiro é claro para que nos investiguemos o Antro das Sombras, e mais 50 PO para cada se encontrarem seus filhos... Ou descobrirmos qual a sina das crianças.

April deixou todos a par do problema do velho Quinn, Malafai preparou magias de advinhação e Arthus escolheu um grupo de suas melhores magias usando seu grimório, Thiven estudou o mapa por algum tempo e então todos partiram para o Mausoléu do Antro das Sombras.