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domingo, 10 de abril de 2011

Justárius?

April e Malafai chegaram no templo de Endor, as portas estavam abertas uma estátua de bronze do próprio deus estava a espera de seus fiéis, os guerreiros divinos ajoelharam-se e fizeram a saudação costumeira de seus adoradores a mão direita posta sobre o peito logo seguido pela palma dessa mão a frente do corpo a altura do ombro direito, levantaram-se e entraram no templo, o cheiro do incenso tomou conta de suas narinas o som das vozes das preces ecoavam como sussurros por toda parte, cavaleiros e homens comuns rezavam em todos os cantos, o templo era razoavelmente grande com fileiras de cadeiras a direita e a esquerda da entrada no lado oposto da entrada havia um patamar com um altar no centro, a frente do altar havia um local especial onde o padre da igreja subia para dar o sermão aos devotos, velas iluminavam o lugar, os dois devotos seguiram até o altar e novamente ajoelharam e repetiram a saudação, depois procuraram um lugar nas cadeiras para poderem fazer suas preces.
 
April terminou suas preces antes do clérigo Malafai e seguiu para fora do templo em busca de um lugar onde pudesse descansar e comer algo que não fosse carne de caça. April então seguiu entusiasmada em direção a taverna, era ótimo sentir-se em uma cidade novamente, mesmo que sendo bem menor que sua cidade natal, as pessoas ao seu redor, o som das vozes o barulho das carruagens e dos cavalos tudo parecia música para a paladina, a cidade parecia ser um lugar agradável e calmo e possivelmente um lugar ordeiro já que um templo dedicado ao deus Endor situava-se bem no centro da cidade. April chegou à taverna poucos minutos depois que o homem encapuzado saiu, quando ela entrou quase todos pararam o que estavam fazendo para olhar para a mulher que acabara de entrar, April tinha quase 1,90 de altura e vestia uma armadura completa, seu elmo estava debaixo do braço, seus cabelos negros estavam soltos e caídos no ombro seus olhos que sempre procuravam o mal para poder destruí-lo dessa vez eles apenas procuravam uma mesa, rapidamente todos os homens estavam olhando para a cavaleira, afinal a beleza da paladina era quase angelical todos os traços do seu rosto são finos e na mais completa perfeição, seu corpo magro e bem torneado mais lembra uma ninfa das florestas haldrínicas ou uma súcubus sem asas, mas a paladina não costuma dar importância esse tipo de coisa, na verdade April nunca se interessou por nenhum homem, seu amor é totalmente devotado ao seu pai e a cavalaria isso sempre foi o desapontamento de todos os nobres de Loregard, pois todos sonham em casar seus filhos com a mais bela princesa humana do império, April andou com suas botas de ferro até o balcão e o som do metal podia ser ouvido de qualquer ponto da taverna, já que todos estavam calados observando assustados a beleza da paladina, April não percebera nada disso, pois tudo acontecia muito rápido e ela nunca desviava seu olhar.

- Por favor, traga-me uma cerveja forte e um pedaço de queijo fresco - falou a paladina.

-Sim senhora, sem demora - Respondeu o taverneiro louro meio sem graça de falar diretamente com a mulher mais bonita que ele havia visto.

April esperou sua bebida e sua comida por pouco tempo, aquele deveria ter sido a melhor de todas as performances do taverneiro, nunca ninguém havia sido atendido com maior velocidade.

- Aqui está minha senhora - O taverneiro falou meio abobalhado para a paladina, colocou um pano no ombro e se debruçou no balcão a sua frente olhando para ela.

- Obrigada - Falou a paladina - Já  podes ir, não tenho mais nada a pedir.

- Ah mais claro - o taverneiro ficou meio desajeitado com as palavras secas da paladina.

- E é senhorita, não senhora, sou uma dama da cavalaria de Loregard - A paladina falou com rispidez e isso expulsou qualquer pensamento mais impuro por parte de todos que a ouviram. Quando a paladina terminou sua cerveja percebeu que a ranger Thiven estava sentada em uma mesa afastada, ela pegou o resto de seu queijo e foi até ela.

-Olá Thiven divertindo-se - perguntou a paladina enquanto sentava, ela olhou para a ranger que parecia estar dormindo de olhos abertos mas ao ouvir a voz de April ela levantou os olhos e sorriu.

-Olá April estou bem, onde está Malafai? - A ranger respondeu a paladina e chamou o taverneiro usando sua mão esquerda, não se lembrando de nada do homem encapuzado.

-Malafai ficou no templo, ele precisa terminar suas preces, assim teremos mais tempo antes dele vir no dizer para pararmos de beber - April sorriu no exato momento em que o taverneiro chegou meio abobalhado por estar perto da paladina mais uma vez.

- Traga outra cerveja para mim - Falou a paladina.

- Outra para mim - Acrescentou a ranger - April percorreu os olhos pela taverna depois voltou seus olhos para ranger.

- Em que você estava pensando quando cheguei? Você parecia meio perdida em pensamentos.

Thiven parou por um momento para pensar na pergunta e pareceu não saber a resposta.

- Bem eu estava pensando em... Acho que estava pensando em como nossas cidades são diferentes, minha cidade é completamente feita nas árvores, todas as nossas casa são feitas de modo a não interferirmos nas árvores e nem mesmo nas rochas das árvores, nem mesmo os animais percebem a nossa presença, os pássaros fazem seus ninhos junto de nossas casas, muitas vezes o canto deles pode ser confundido pelo canto de nossos bardos na floresta.

- É verdade Thiven, no país a casa são feitas de pedra e há cavalos por toda parte, templos de mármore, castelos intransponíveis, meu povo é um povo pacífico, mas é valente e está sempre pronto para defender seu país e seu rei, meu pai, os sábios de Loregard estão sempre pensando em como melhorar a vida do povo e como trazer a paz e uma sociedade justa igualitária, nós somos um povo ordeiro e temente aos deuses e os deuses nos abençoaram com um país livre e pacífico.

April e Thiven conversaram por mais alguns minutos até um homem desesperado entrou na taverna gritando.

- Por favor, me ajudem, meus filhos estão correndo risco de vida, eles foram sequestrados, tenho dinheiro e o darei aquele que o trouxer de volta - O homem  olhou a redor a procura de um herói, nesse momento April Menseph levantou-se e falou - Diga-me homem como podemos salvar seus filhos - A paladina falou em alto e bom som, todos a olharam alguns com olhar de desaprovação, em seus rostos estava estampado o espanto, como uma mulher poderia fazer o serviço de herói?

O homem por um instante ficou parado olhando para a bela mulher parada a sua frente vestindo uma armadura completa e armada com uma espada de cada lado da cintura.

- Sim minha dama, lhe contarei o que aconteceu - O homem aproximou-se trazendo alguns papéis e um mapa, ele começou dizendo - Meu nome é Quinn sou um viúvo e tenho dois filhos Darras e Byron, eles foram seqüestrados a três dias eles são tudo que tenho, por favor me ajude eu sou um humilde artesão, mas consegui algum dinheiro e paguei por um pergaminho, a magia contida no pergaminho mostrou que meus dois filhos estão vivos e se encontravam na área do Mausoléu do Antro das Sombras, um antigo templo que está algumas horas da cidade, não tenho treinamento militar e os soldados da cidade são supersticiosos e não se disporam a me ajudar.
 
- Não se preocupe Quinn, nós vamos ajudá-lo a salvar seus filhos eu me chamo April Menseph e essa é Thiven da Floresta élfica de Kalenthorn, diga-nos tudo que sabe sobre esse lugar.

O homem falou da localização do lugar e marcou no mapa o caminho que deveriam tomar, o caminho que ele achou ser mais seguro e rápido até o mausoléu, April rejeitou qualquer tipo de pagamento e depois de Thiven obter todas as informações a respeito do lugar elas despediram-se do homem e foram a procura de Malafai que ainda estava no templo, poucos minutos depois elas já estavam dentro do templo, April ajoelhou do lado do clérigo e tocou seu ombro, o clérigo olhou em seus olhos e algo parecia estranho com o homem de deus.

-Há algo errado não é? Há algo que devemos confrontar, mas sinto que a morte nos espreita minha menina, vamos em busca de fazer o bem mas sinto que algum mal acontecerá.

-Sim Malafai, há algo que devemos fazer mas tudo ficará bem Endor guiará nossos passos. - Sem falar mais nada os três companheiros sairam do templo mas na porta havia alguém que eles não esperavam.

- Princesa April Walrik Menseph tenho muito a lhe falar - hum você cresceu bastante garota desde a última vez que a vi, ainda gosta de truques com flores? - Um velho de cabelos grisalhos e com barba cumprida vestindo um manto cinza estava parado a porta do templo mas a luz do sol dificultava os companheiros de vê-lo com nitidez, ele segurava um cajado e o que parecia ser um porta mapas ou talvez um porta pergaminhos já que se tratava  aparentemente de um mago - Ao mencionar truques com flores o Velho fez brotar do fogo dos castiçais belíssimas flores multicoloridas, April olhou para o homem por um instante e usou sua mão para bloquear o sol na intensão de observar o homem com  mais atenção.


- Tio Justarius é você? April sorriu ao reconhecê-lo.

Justárius saiu do templo e caminhou em direção a uma velha carruagem puxada por dois cavalos magros e cansados, todos seguiram o velho mas sentiram-se incomodados quando viram o velho entrar na carruagem velha, April foi a única a não se importar com a aparência da carruagem e dos cavalos ao subir na carruagem ela olhou para seus companheiros e falou - Não se preocupem, não é o que parece - os Malafai e Thiven se olharam e entraram na carruagem, lá dentro em nada parecia com a parte de fora da carruagem, na verdade se tratava de uma das mais confortáveis carruagens que alguém poderia entrar, acentos de veludo azul capaz de acomodar mais de dez pessoas ao centro havia uma mesa de centro de madeira escura com três garrafas de vinho e copos para todos, haviam duas pessoas além de Justárius, um velho e um rapaz de no máximo 18 anos, Justárius começou dizendo.

- Bem, já que estamos todos aqui posso começar apresentando meu amigo, April Menseph esse é Wadjun O Amenita, Wadjun essa é April Menseph, Malafai e Thiven Ririon - Como sabe meu nome? - Interrompeu Thiven - Bem eu sou um mago não sou? - Respondeu Justárius com um sorriso nos lábios e continuou - Meu amigo Wadjun e eu estamos verificando umas magias estranhas conjuradas nessa região e vimos que estavam por aqui, falei para ele que a conhecia e claro, ele demonstrou interesse em conhecer a princesa de Loregard então viemos aqui, soubemos também de sua nova missão e pensei em ajudá-la, eu trouxe-lhe isto - Justárius abriu uma mochila e de lá retirou uma pedra branca com uma pequena e fraca luz amarela, ele a deu para a paladina que a observou com cuidado - Mas o que é isso? - Indagou a paladina - Isso é uma pedra que lhe será valiosa, ela lhe protegerá contra magias, sei que você precisará, Ah eu ia me esquecendo esse é Arthus, ele é um mago, bem pelo menos é um aprendiz - Ele falou mais pra si mesmo do que para os aventureiros - Ele será de muita ajuda para o lugar para onde vão, então é isso agora precisamos voltar ao nosso trabalho, e você Articus já aprendeu bastante na escola está na hora de viver a magia - Sim mestre farei o melhor - Sei que fará -April tentou falar algo mas ela conhecia o velho mago a tempo bastante para saber que ele não pode ser vencido por maio de palavras - Foi um prazer lhe conhecer princesa April Menseph de Loregard se um dia for a meu país por favor vá a minha humilde casa para tomar um chá de ervas - Falou Wadjun fazendo uma reverência.

Os companheiros saíram da carruagem com mais um integrante, um mago.

- Me chamo April Menseph e me parece que você irá conosco.

- Vendui, me chamo Thiven seja bem vindo ao grupo.

- Sou Malafai e sou um servente de deus.

-É um prazer estar com vocês meu nome é Arthus, espero ajudá-los em vossa missão.

-Falando em nossa missão, Dois jovens garotos desapareceram de suas casas no meio da noite e seu pai, um artesão chamado Quinn Stasi, veio solicitar a nossa ajuda. Embora ele não saiba quem seqüestrou seus fi  lhos, ou mesmo os motivos do crime, graças a um ritual conjurado no templo próximo de Erathis, ele descobriu que as crianças estão vivas, na região, e que sua localização atual indica o Mausoléu do Antro das Sombras, uma antiga tumba de uma linhagem esquecida de senhores da guerra, evitada pelos moradores do lugar e supostamente assombrada. Ele ofereceu 50 PO a cada um de nós mas eu recusei o dinheiro é claro para que nos investiguemos o Antro das Sombras, e mais 50 PO para cada se encontrarem seus filhos... Ou descobrirmos qual a sina das crianças.

April deixou todos a par do problema do velho Quinn, Malafai preparou magias de advinhação e Arthus escolheu um grupo de suas melhores magias usando seu grimório, Thiven estudou o mapa por algum tempo e então todos partiram para o Mausoléu do Antro das Sombras.

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