Kelthallas esperou pacientemente pelo espião, mas esse resolveu não aparecer, talvez estivesse a espreita, esperando a melhor hora, a caravana continuou sua viagem para Dagoth. Quando a noite chegou Zeth e Kelthallas reuniran-se perto de uma grande árvore do bosque das sombras para discutir sobre o que estava acontecendo.
-Bem jovem meio-elfo, o que descobriu? Perguntou o gigante louro.
-Até agora? nada. Respondeu o bardo com o ar de desapontamento.
- Hum... espero que cheguemos logo em Dagoth, tenho presa de me livrar dessa tarefa.
-Mas que tarefa? Kelthallas perguntou visivelmente curioso em relação a moça da carruagem.
-Você quer mesmo saber é sobre a garota não meio elfo? bem e eu lhe digo, ela não é para você, ah mas eu não deveria lhe contar nada. Esbravejou o poderoso homem louro.
-Acho que eu mereço saber de algo não é? afinal estou correndo riscos. Retrucou o meio elfo na esperaça de receber alguma informação sobre a misteriosa moça.
-Tudo bem bardo, mas não abra a sua boca para ninguém. Esbravejou novamente o gigante louro.
-Sou todo ouvidos. Respondeu Kelthallas.
-Bem, ela é uma princesa, deve chegar em Dagoth o mais rápido possível, o nome dela é Dahra.
-O quê. Respondeu confuso o gigante enquanto sacava seu poderoso machado.
Kelthallas parou logo atraz de uma árvore e observou a carruagem. Um homem esgueirava-se nas sombras na tentativa de entrar escondido, Kelthallas voou como uma coruja em direção a sua caça, saltou em cima do homem misterioso e com sua espada em riste, o bardo deixou a lâmina de sua espada deitar-se no pescoço do homem e falou com calma e desenvoltura.
-Ora, ora se não é nosso ratinho, vire-se e mostre seu rosto infame traidor.
O homem não teve tempo para responder a espada do meio elfo, apenas olhou para traz bem devagar e mostrou-se sendo um dos soldados da guarda da própria moça.
-Tharth. Falou Kelthallas um pouco assustado com a surpresa.
Zeth veio correndo bem a tempo de derrubar com um encontrão um homem agachado nas sombras com uma flecha apontada para as costas do bardo, a flecha passou sunindo ao lado da orelha esquerda do meio-elfo que se abaixou com o reflexo, o tempo de destração foi o suficiente para que Tharth consegui retirar de sua bota uma pequena adaga, ele a enterrou na coxa esquerda do bardo e com um chute derrubou-o da carruagem, Kelthallas viu o mundo rodar por um instante pois a queda de costas no chão o deixou tonto, mas os gritos da moça vindo de dentro da carruagem o fez pular, e de um salto só, subir na carruagem, o sangue escorria de sua coxa, mas a dor não lhe era importante, apenas a moça, apenas Dahra importava, sentiu como se o mundo fosse acabar se algo acontecesse com ela, agarrou-se as costas de Tharth e o esmurrou nas costelas, Zeth estava engajado em um combate com três bandidos, mas isso não parecia muita coisa, pois o gigante brandia seu machado com maestria, logo seus amigos entraram na refrega e deram combate aos outros que se aproximavam.
-Tire suas mãos dela seu patife. Gritou Kelthallas.
Tharth, não esperava que o bardo reagisse tão rapidamente, pois o veneno na lâmina da adaga era mortal, mas como se movido pelo fogo do amor em seu coração Kelthallas resistiu ao veneno, pelo menos por enquanto, puxou o homem para fora da carruagem, os dois cairam juntos, mas Tharth acostumado a brigas de rua logo se levantou e sacou mais uma de suas adagas envenenadas.
-Bem elfinho, parece que você resistiu ao meu veneno inicial, mas esse aqui vai te levar dessa para melhor.
Partiu para cima do bardo que se levantava. Kelthallas mal teve tempo de se levantar e logo se viu acoado por outra adaga gotejante de veneno, deu um pulo para o lado e rolando no chão pegou sua espada.
Partiu para cima do bardo que se levantava. Kelthallas mal teve tempo de se levantar e logo se viu acoado por outra adaga gotejante de veneno, deu um pulo para o lado e rolando no chão pegou sua espada.
-Não tão facilmente Tharth. Respondeu o bardo, que agora arrastava sua perna esquerda.
Os dois entraram em uma luta franca, Kelthallas pôde ver que Zeth estava lutando com mais dois homens agora, pois com um só golpe acabara com um, mas três outros homns encapuzados saiam de seus esconderijos nas árvores, os outros soldados, fiéis a Zeth também entraram na refrega, no momento certo, mas logo foram surpeendidos por mais seis homens encapuzados que estavam escondidos em cima de árvores. Kelthallas mesmo engajado em uma luta mortal com Tharth pôde ver que um homem estava tentando entrar na carruagem, Dahra tentava inutilmente fechar a porta, pois sua força não rivalizava com a força do homem que munido de um porrete tentava quebrar a porta.
-Vamos mocinha tenho algo para você bem aqui comigo, abra essa maldita porta.
Kelthallas desvencilhando-se de Tharth voou na direção do homem, mas não conseguiu escapar da adaga cruel de seu inimigo, Kelthallas recebeu o golpe nas costelas bem no flanco direito, mas ficou feliz quando sua espada trespassou o homem que tentava abrir a porta, vislumbrou a rosto apavorado e maravilhosamente belo da moça, seus olhos brilharam e logo piscaram, pois o veneno estava começando a fazer efeito, piscou uma e depois outra vez, balançou a cabeça para tentar escapar do entorpecimento do veneno, Dahra essustada tentou puxá-lo para dentro da carruagem, mas Tharth era cruel e não desistiria de sua missão, saltou para dar cabo de Kelthallas com um golpe final, mas Dahra gritou apontando para traz do bardo.
-Cuidado, atraz de você.
Kelthallas como se acordado de um pesadelo, virou e desviou a adaga com um golpe em arco de seu florete élfico, com esse contra-golpe o bardo fez voar a adaga da mão de Tharth. O bandido puxou Kelthallas para o chão, mas dessa vez o bardo não tentou se segurar, pois queria levar o terrível homem o mais longe possivel de Dahra, deixou-se cair e percebeu que Tharth vacilou por um instante em sua guarda e deixou o flanco esquerdo livre, kelthallas apenas deixou a ponta de sua espada encostado ao flanco do bandido e deixou que a queda fizesse todo o resto, com a queda a espada entrou até o cabo no flanco esquerdo de Tharth que caiu morto antes mesmo de perceber. Kelthallas levantou-se rapidamente e viu Zeth arrancando a cabeça de um outro homem, parecia que tudo estava controlado, todos estavam mortos, então o bardo com um sorriso no rosto falou.
-Conseguimos, Dahra está a salvo.
Kelthallas caiu no chão. Seus olhos viram a luz das estrelas se apagando aos poucos, um suor frio escorria pela face, seu sangue ensopava-lhe as roupas, então de repente, os olhos azuis de Dahra encontraram os seus, ele sorriu mais uma vez, seus olhos se fechando, seu corpo todo se contraindo pelo veneno que corria mortalmente em suas veias, ele mal pôde sentir o toque das mãos dela nas suas, ele mal pôde sentir o corpo quente dela agarrado-se ao seu, frio e pálido como a morte, ele não sentiu seus lábios tocando os dela quando ela o beijou, não ouviu sua voz entrecortada pelo soluço enquanto chorava.
-Donnah, meu nome é Donnah.

