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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Kelthallas esperou pacientemente pelo espião, mas esse resolveu não aparecer, talvez estivesse a espreita, esperando a melhor hora, a caravana continuou sua viagem para Dagoth. Quando a noite chegou Zeth e Kelthallas reuniran-se perto de uma grande árvore do bosque das sombras para discutir sobre o que estava acontecendo.

-Bem jovem meio-elfo, o que descobriu? Perguntou o gigante louro.

-Até agora? nada. Respondeu o bardo com o ar de desapontamento.

- Hum... espero que cheguemos logo em Dagoth, tenho presa de me livrar dessa tarefa.

-Mas que tarefa? Kelthallas perguntou visivelmente curioso em relação a moça da carruagem.

-Você quer mesmo saber é sobre a garota não meio elfo? bem e eu lhe digo, ela não é para você, ah mas eu não deveria lhe contar nada. Esbravejou o poderoso homem louro.

-Acho que eu mereço saber de algo não é? afinal estou correndo riscos. Retrucou o meio elfo na esperaça de receber alguma informação sobre a misteriosa moça.

-Tudo bem bardo, mas não abra a sua boca para ninguém. Esbravejou novamente o gigante louro.
-Sou todo ouvidos. Respondeu Kelthallas.

-Bem, ela é uma princesa,  deve chegar em Dagoth o mais rápido possível, o nome dela é Dahra.

-Espere há algo estranho. Alguém pronunciou as palavras mágicas. Kelthallas falou enquanto corria em direção a carruagem.

-O quê. Respondeu confuso o gigante enquanto sacava seu poderoso machado.

Kelthallas parou logo atraz de uma árvore e observou a carruagem. Um homem esgueirava-se nas sombras na tentativa de entrar escondido, Kelthallas voou como uma coruja em direção a sua caça, saltou em cima do homem misterioso e com sua espada em riste, o bardo deixou a lâmina de sua espada deitar-se no pescoço do homem e falou com calma e desenvoltura.

-Ora, ora se não é nosso ratinho, vire-se e mostre seu rosto infame traidor.

O homem não teve tempo para responder a espada do meio elfo, apenas olhou para traz bem devagar e mostrou-se sendo um dos soldados da guarda da própria moça.

-Tharth. Falou Kelthallas um pouco assustado com a surpresa.

Zeth veio correndo bem a tempo de derrubar com um encontrão um homem agachado nas sombras com uma flecha apontada para as costas do bardo, a flecha passou sunindo ao lado da orelha esquerda do meio-elfo que se abaixou com o reflexo, o tempo de destração foi o suficiente para que Tharth consegui retirar de sua bota uma pequena adaga, ele a enterrou na coxa esquerda do bardo e com um chute derrubou-o da carruagem, Kelthallas viu o mundo rodar por um instante pois a queda de costas no chão o deixou tonto, mas os gritos da moça vindo de dentro da carruagem o fez pular, e de um salto só, subir na carruagem, o sangue escorria de sua coxa, mas a dor não lhe era importante, apenas a moça, apenas Dahra importava, sentiu como se o mundo fosse acabar se algo acontecesse com ela, agarrou-se as costas de Tharth e o esmurrou nas costelas, Zeth estava engajado em um combate com três bandidos, mas isso não parecia muita coisa, pois o gigante brandia seu machado com maestria, logo seus amigos entraram na refrega e deram combate aos outros que se aproximavam.

-Tire suas mãos dela seu patife. Gritou Kelthallas.

Tharth, não esperava que o bardo reagisse tão rapidamente, pois o veneno na lâmina da adaga era mortal, mas como se movido pelo fogo do amor em seu coração Kelthallas resistiu ao veneno, pelo menos por enquanto, puxou o homem para fora da carruagem, os dois cairam juntos, mas Tharth acostumado a brigas de rua logo se levantou e sacou mais uma de suas adagas envenenadas.

-Bem elfinho, parece que você resistiu ao meu veneno inicial, mas esse aqui vai te levar dessa para melhor.

Partiu para cima do bardo que se levantava. Kelthallas mal teve tempo de se levantar e logo se viu acoado por outra adaga gotejante de veneno, deu um pulo para o lado e rolando no chão pegou sua espada.

-Não tão facilmente Tharth. Respondeu o bardo, que agora arrastava sua perna esquerda.

Os dois entraram em uma luta franca, Kelthallas pôde ver que Zeth estava lutando com mais dois homens agora, pois com um só golpe acabara com um, mas três outros homns encapuzados saiam de seus esconderijos nas árvores, os outros soldados, fiéis a Zeth também entraram na refrega, no momento certo, mas logo foram surpeendidos por mais seis homens encapuzados que estavam escondidos em cima de árvores. Kelthallas mesmo engajado em uma luta mortal com Tharth pôde ver que um homem estava tentando entrar na carruagem, Dahra tentava inutilmente fechar a porta, pois sua força não rivalizava com a força do homem que munido de um porrete tentava quebrar a porta.

-Vamos mocinha tenho algo para você bem aqui comigo, abra essa maldita porta.

Kelthallas desvencilhando-se de Tharth voou na direção do homem, mas não conseguiu escapar da adaga cruel de seu inimigo, Kelthallas recebeu o golpe nas costelas bem no flanco direito, mas ficou feliz quando sua espada trespassou o homem que tentava abrir a porta, vislumbrou a rosto apavorado e maravilhosamente belo da moça, seus olhos brilharam e logo piscaram, pois o veneno estava começando a fazer efeito, piscou uma e depois outra vez, balançou a cabeça para tentar escapar do entorpecimento do veneno, Dahra essustada tentou puxá-lo para dentro da carruagem, mas Tharth era cruel e não desistiria de sua missão, saltou para dar cabo de Kelthallas com um golpe final, mas Dahra gritou apontando para traz do bardo.

-Cuidado, atraz de você.

Kelthallas como se acordado de um pesadelo, virou e desviou a adaga com um golpe em arco de seu florete élfico, com esse contra-golpe o bardo fez voar a adaga da mão de Tharth. O bandido puxou Kelthallas para o chão, mas dessa vez o bardo não tentou se segurar, pois queria levar o terrível homem o mais longe possivel de Dahra, deixou-se cair e percebeu que Tharth vacilou por um instante em sua guarda e deixou o flanco esquerdo livre, kelthallas apenas deixou a ponta de sua espada encostado ao flanco do bandido e deixou que a queda fizesse todo o resto, com a queda a espada entrou até o cabo no flanco esquerdo de Tharth que caiu morto antes mesmo de perceber. Kelthallas levantou-se rapidamente e viu Zeth arrancando a cabeça de um outro homem, parecia que tudo estava controlado, todos estavam mortos, então o bardo com um sorriso no rosto falou.

-Conseguimos, Dahra está a salvo. 

Kelthallas caiu no chão. Seus olhos viram a luz das estrelas se apagando aos poucos, um suor frio escorria pela face, seu sangue ensopava-lhe as roupas, então de repente, os olhos azuis de Dahra encontraram os seus, ele sorriu mais uma vez, seus olhos se fechando, seu corpo todo se contraindo pelo veneno que corria mortalmente em suas veias, ele mal pôde sentir o toque das mãos dela nas suas, ele mal pôde sentir o corpo quente dela agarrado-se ao seu, frio e pálido como a morte, ele não  sentiu seus lábios tocando os dela quando ela o beijou, não ouviu sua voz entrecortada pelo soluço enquanto chorava.

-Donnah, meu nome é Donnah.





sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Roda da carruagem foi retira e levada ao marceneiro, Kelthallas permaneceu por perto da carruagem, mas sem levantar as suspeitas de Zeth, seus olhos sempre vigilantes, perceberam que havia algo de errado com tudo aquilo, pois não entendera por que a carruagem quebrou enquanto estava parada, o bardo dirigiu-se até o marceneiro, um homem baixo e com mãos grossas de cabelos negros e com uns óculos estranhos, os olhos negros do homem pareciam preucupados, ele coçava a cabeça em sinal de dúvida.

-O que houve Jorsh, por que essa cara de quem não está entendendo? Perguntou Zeth enquanto o bardo se aproximava.

-Não sei direito Zeth, mas me parece que essa peça foi arrancada com força, não me parece quebrada. Falou o marceneiro mostrando uma peça da roda quebrada.

-Um espião enfiltrado? Zeth levou a mão a sua enorme espada e olhou para a carruagem

-Ninguém foi até lá Zeth. O bardo respondeu a pergunta dos olhos de Zeth.

-Mas eu mandei tu esquecer não foi. Observou o grande homem com olhos ameaçadores.

-Desculpa, mas não deu. O bardo deu de ombros.

-Finja que ainda não sabemos de nada Zeth, vamos tentar descobrir algo, usarei um pouco de minha mágica para ver se descubro alguma coisa.

-Bah, faça isso meio-elfo, mas tenha cuidado, não é apenas madeira e ferro que levamos. Retrucou o grande homem.

-Eu sei disso. O bardo respondeu com um sorriso. 

 Kelthallas aproximou-se da carruagem murmurando palavras mágicas à moda dos bardos, uma canção em forma de magia.

"No acampamento ou carruagem
Seja noite ou dia
Se alguém se aproximar
O vento vai avisar"

Com essas palavras de sua música mágica, Kelthallas protegeu a carruagem com uma magia de alarme capaz de avisar o bardo da chegada de qualquer coisa da carruagem. O bardo permaneceu alerta para tentar captar algum movimento que delatasse o espião, mas nada conseguiu descobrir, frustrado com sua investigação Kelthallas voltou as proximidades da carruagem sempre tentando ver o rosto da dama misteriosa, mas suas tentativas foram novamente frustradas. Depois de mais alguns minutos de espera então Jorsh terminou o conserto da roda, com a ajuda de seus dois ajudantes, recolocou a roda no lugar e anunciou que a comitiva poderia continuar a viagem.

-Mais de três horas de atrazo! Falou Zeth a Kelthallas, e sussurando continuou. E ai meio-elfo alguma novidade?

-Nada ainda, mas usei minha mágica para proteger a carruagem, tenho planos para descobrir alguma coisa. Respondeu Kelthallas com os olhos fixos na carruagem.

-O que você tem em mente? Zeth mostrou-se curioso

-Coisas de bardo. Kelthallas sorriu com o canto dos labios e deu um tapinha no ombro do enorme homem de cabelos louros.

-Colocarei uma magia de morte perto da carruagem, nosso inimigo vai explodir em chamas caso tente chegar perto dela. Kelthallas tentou falar com ar severo e o mais dramático possível.

-Mas isso poderá matar nós mesmos! Zeth falou quase que gritando, mas logo retornou a sussurar. Você está louco?

-Calma colocarei uma palavra de comando para retirar a magia, basta pronunciarem a palavra "Arduin" e a magia será dissipada, seria bom avisar a todos para não chegarem perto, pois o objetivo é pegar o nosso ratinho, avise os homens para não chegarem perto da carruagem menos de 1,5 metros.  Explicou o bardo Kelthallas ao assustado guerreiro.

-Mas se um inocente vier só por curiosidade? Zeth retrucou ainda preocupado.

-Não se preocupe, minha magia detecta os corações maldosos. Explicou o bardo novamente para o agora mais calmo guerreiro.

-Ah que seja, que a deusa da noite o leve se você fizer besteira seu bardo louco. Esbravejou Zeth.

"Se da carruagem se aproximar
E as palavras proferir 
A armadilha irá sentir
E em teias irá sucumbir"

-Agora é só esperar o peixe morder a isca. Falou Kelthallas para si mesmo em voz baixa.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Nesse momento Kelthallas olha para sua platéia e pede mais um copo de vinho, logo um dos soldados lhe estende a mão com uma taça de vinho, outro soldado morde um pedaço de carne e joga um outro pedaço para o bardo que passa mais uma página do Livro do Bruxo, mas a próxima página não se trata de parte do diário de viajem do poderoso feiticeiro, mas sim a descrição de uma magia, uma descrição completa de uma magia de ilusão, uma magia que na verdade aprimora as capacidades de ilusionista de um conjurador o nome da magia é algo como "A Ilusão de Nesved", Kelthallas dá uma olhada rápida e percebe que com um pouco de prática poderia conjurar tal magia, mas havia partes do encanto que deveriam ser decifradas, pois o bruxo escrevera em forma de enigma. Depois de folhear um pouco o diário Kelthallas, percebe várias anotações arcanas e comentários sobre como aprimorar ainda mais as magias, como conjurá-las com mais poder e com maior eficácia, algumas anotações traziam trechos do livro da igreja negra de Nayka narrado neste mesmo diário, algumas obsevações sobre criação de itens e e criação de magias, mas mais abaixo, descritos com caracteres rúnicos estava uma observação mais intrigante "Para construção da palavra de poder será preciso uma essência muito poderosa, talvez divina"... "palavras de poder o que é isso?, talvez uma magia nova criada pelo poderoso bruxo quem sabe? pensou kelthallas.

 A lua do tempo ja havia chegado em seu ponto máximo e com isso o cançasso ja pesava nos ombros dos soldados e da familia do nobre e seus escudeiros, o bardo decidiu então continuar a história na próxima noite, mas continuou lendo por mais algum tempo os manuscritos do bruxo até que o sono tomasse conta de seu cérebro.

No outro dia pela manhã o bardo levantou bem cedo e buscou com medo o diário, o encontrou caído perto de seu copo de vinho, guardou-o em um de seus alforjes e sacando de sua bolsa um pedaço de queijo foi juntar-se aos outros. O bardo percebeu que havia uma movimentação maior perto da carruagem do nobre e com passos lentos foi até os outros.

-Tharden algum problema? perguntou ao ver os outros tentando fazer algo em uma das rodas.

-Uma das rodas emperrou, e me parece que vamos ter que retirá-la, uma mãozinha aqui? Pediu Tharden.

-Sim claro! Respondeu kelthallas juntando-se aos outros, mas depois de alguns poucos minutos os homens conseguiram suspender a carrugem e colocar uma pequena coluna de madeira para suspenê-la até que elapudesse ser consertada. Zeth o chefe e responsavel pela viagem, foi até a porta da carruagem e abrindo a porta fez uma generoza venia e falou.

-Teremos que esperar um pouco Maje...O homem parou bruscamente e consertou dizendo. Senhora, teremos que para um pouco.

Uma voz delicada como o som do mais brilhante clarin, a voz que mais parecia o canto das fadas nas florestas élficas,  mal pôde ser ouvida pelo gigante de barbas ruivas, chegou aos ouvidos de Kelthallas.

-Tente consertar isso rápido senhor, pois temos que partir, o que carrego é demasiado importante.

Kelthallas movido por sua curiosidade, pois gostaria de ver a dona de tão bela voz, foi em direção a porta.

-Algum problema Zeth, quer uma ajuda?

Kelthallas olhou para dentro da carruagem e por um só instante seus olhos verdes cruzaram com os olhos azuis de uma linda mulher, a mais bela mulher vista pelos olhos do bardo,  kelthallas imaginara se não se tratava de uma ninfa ou uma rainha elfa de terras distantes, seu coração quase saltou de seu peito quando viu tamanha beleza em uma mulher, sua respiração pareceu ter parado, seus músculos perderam a rigidez e ele ficou totalmente desprotegido, como se estivesse hipnotizado, ela era uma humana de cabelos negros azulados adornados por uma tiara de prata com pedras brilhantes, uma pedra azul bem no centro, combinava perfeitamente com os olhos da dama, a pele da moça era alva como as nuvens, seus traços eram os mais delicados, como se elfa fosse. O bardo por alguns momentos ficou parado sem falar nada, pois havia sido pego desarmado pelos olhos da moça, que observou o bardo  assustada, de repente  dama recuperando-se do susto e escondeu seu rosto com um véu azul. Zeth sacou sua espada e aproveitando-se do tranze em que se encontrava Kelthallas, derrubou-o no chão e pôs a lâmina da espada em sua garganta.
-O que faz aqui bardo?

-Eh! me desculpe, apenas vim ver se estava com problemas e necessitava de alguma ajuda. Gaguejou o bardo atônito

-Não!

Um grito veio de dentro da carruagem, uma mão delicada abriu a porta da carruagem e Kelthallas pôde ver novamente os olhos azuis mais belos de toda Tilverton. Apenas por um instante ela olhou para os olhos verdes e facinados do meio-elfo que pensou ter visto por baixo do véu um pequeno sorriso de timidez da moça.

-Deixe-o, ele não fez por mal. A moça falou e fechou a porta novamente.

-Desculpe-me Kelthallas, mas...

-Tudo bem Zeth, é seu trabalho, eu é que dêvo pedir-te desculpas, deveria ter percebido que se tratava uma conversa particular.

-Apenas esqueça o que viu amigo meio-elfo, esqueça o que viu. Falou o gigante de barbas ruivas

-Tudo bem, já esqueci. Repondeu o elfo olhando para a carruagem. já esqueci

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Quando abri os olhos Safira estava sorrindo em pé cambaleante, o que eu estou enxergando? fiquei um pouco confuso, mas resolvi pensar nisso depois, fui até o golem e percebi que se tratava de Flyer, mas ele estava meio... de metal, era como se ele tivesse sido transformado em um golem, mas tudo aquilo era estranho demais, então assim sem mais nem menos ele abriu os olhos e falou:

-Onde estamos Nesved? o que aconteceu? não me lembro de quase nada. Nesse momento ouvimos os sons dos passos de paladinos então falei que contaria tudo uma outra hora e saimos correndo eu, Safira, Straus e Flyer golem. Straus nos falou que conhecera um sábio elfo e poderia nos levar ao seu esconderijo fora da cidade então fomos imediatamente ao esconderijo de tal elfo...

O Sábio era um elfo velho, sim um elfo velho, lá soube que seu nome era Elron, muitas coisas ele nos disse inclusive como encontrariamos mais metais divinos, ele falou que deveriamos ir a uma pirâmide como aqueles em Amenat, e lá encontrariamos tais metais, pedi um tempo para me preparar para isso, usei todo o tempo possível para aprimorar os poderes de meu cajado e no fim de 6 dias viajamos,

DIA 9 do Mês ? 

No dia da viagem fomos até o sábio elfo, nos postamos em circulo para que o velho elfo pudesse nos mandar para nosso destino, mas algo aconteceu de estranho, no momento de nosso teleporte mais alguém fora conosco, pois eu o sentira assim que a magia e suas energias começaram a fazer efeito. Quando reaparecemos no deserto um gigante louro de quase dois metros de altura segurando um machado maior que eu estava bem ali parado como se tivesse sido jogado para fora de uma carruagem em movimento, o grotesco gigante possuia traços raciais de um Aegir do norte gélido, suas roupas eram feitas de peles de animais e mais nada, ele olhou para mim e perguntou:

-Quem é você e o que eu estou fazendo aqui? perguntou segurando seu machado no alto.

-Me chamo Nesved e estamos no deserto "ó grande e poderoso Aegir". repondi fazendo uma venia.

Você é um bruxo e me trouxe aqui? O gigante voltou a perguntar.

-Não meu poderoso amigo, o destino o trouxe aqui. pois diz no pergaminho da profecia que um poderoso guerreiro do norte viria para proteger o feiticeiro para que ele possa terminar sua tarefa, és tu o guerreiro honrado e poderoso da profecia?. perguntei olhando em seus olhos azuis.

O guerreiro meio confuso e sem perceber respondeu.

-Sim sou eu, vim para proteger, pois sou poderoso e destemido, mas para onde vamos?

-Vamos para a piramide grande Aegir, esses são meus amigos: Safira, Straus e Flyer, Straus nos mostrará o caminho.

Straus tomou a frente e seguimos por várias horas até a porta da piramide, não foi dificil abrir a porta e logo depois que entramos fomos emboscados por uma armadilha de dardos, mas por sorte todos saimos ilesos, Straus tomou mais cuidado e fomos em frente, mas dessa vez não foi tão bom assim, Flyer com seu peso de golem ativou outra armadilha e caimos para um patamar abaixo da piramide, poderosos mortos-vivos nos esperavam, Straus, Flyer e o gigante foram presos por uma onde de medo vindo dos poderosos mortos-vivos, que mais tarde viemos a descobrir que se tratavam de múmias, mas não demorou muito para que eu os destruisse com minhas magias de fogo. Logo que despachamos as mumias seguimos mais um pouco até uma outra sala, onde podiamos ver por uma fresta na parede que haviam criaturas rastejantes guardando algo, com meus poderes mágicos vi magica e então decidimos atacatar, o gigante preparou seu enorme machado, mas a sorte não estava do seu lado, ele escorregou e errou a parede e flyer não conseguiu mover nenhuma pedra do lugar, novamente usei minha magia de bolas de neve e gelo para arrebentar a parede e ela caiu facil, logo as criaturas rastejantes como serpentes atacaram nosso grupo, mas usando magias de fogo destrui uma delas ficando apenas duas então deixei que os outros acabassem com os monstros. Depois de tufdo terminado achei um escudo, um par de luvas e colar sagrado dedicado ao deus Tal Maj, dei o colar a Safira e fiquei com o resto, aluva percebi runas que dizia "rápido como o raio" e então cheguei a comclusão que as luvas invocavam relâmpagos do céu, o escudo serveria para mim, mesmo eu não sabendo usar, pois logo descobri que ele trabalhava sozinho sem precisar de um braço para empunha-lo. Nossas forças estavam quase totalmente gastas, pricipalmente eu que gastara quase por completo minhas magicas, então decidimos descançar.
Decidimos então ir até os magos para tentar descobrir algo sobre meu irmão, foi quando Safira leu algo terrível, os paladinos matavam os "selvagens", isso me deixou com ódio, elfos, meio-elfos, fadas, ninfas todos mortos, então tentei descobrir uma forma de uma forma de quebrarmos a barreira que proteje a cidade, mas nada me veio a mente então voltei meus pensamentos aos magos, talvez eles podessem me ajudar. Eu e Safira usamos nossos novos amigos como guia até os magos, quando entramos no bairro dos arcanos me senti melhor toda aquela podridão dos paladinos estava longe e eu poderia finalmente conhecer outros arcanos, fomos até uma grande torre que Arthur o paladino havia dito ser de Eldaron o mestre arcano.

Finalmente haviamos chegado e eu estava bastante esperançoso com aquilo tudo fomos barrados na porta por um mago que falou que não poderiamos entrar então  me aproximei dele e falei com a maior altivez possivel.

-Deixe-me entrar, pois sou um feiticeiro, ele pareceu tomar um choque e perguntou pasmo.

-Você disse que é um feiticeiro. respondi com a cabeça que sim, e ele me olhou por alguns segundos e abriu a porta e pediu que nós o seguisse-mos, entramos na torre do mago e fomos direto até ele, fomos anunciados e quando o mago retornou falou que apenas o feiticeiro podia entrar, falei para Safira não ter medo, pois tudo estava sob controle.

Entrei na sala e fui recebido por um borrão de magias, pois eu podia vislumbrar a arte mágica atravéz de meus olhos cegos, o mago veio até mim  e falou com sua voz estranha  e grave, um pouco antes de ser tomado por seus poderes descobri que o mago não era humano nem elfo, e mais tarde vim a descobrir que se tratava de um monstro terrível.

-Sim Nesved, estou a sua espera a muito tempo, e preciso de sua ajuda contra os paladinos, o metal em seu corpo é a prova que você veio para nos salvar mas deixe-me estudar um pouco esses metais. deixei que o mago conjura-se algumas magias em meu corpo para analizar o metal, mas foi com trapaça que ele me colocou sob seu poder e fui levado ao  mundo dos sonhos e terror.

Por alguns minutos estive voando em um céu azul sem nuvens então cai direto no chão como uma rocha jogada para cima, uma dor terrível tomou conta de meu corpo, tentei sair, mas ja era tarde a magia ja havia sido completada, uma tortura mental tomou conta de mim todas minhas memórias e pensamentos estavam sendo rasgadas pelo mago, ele tinha o total conhecimento de tudo, mas como ele possuia esse poder?.

O mago destruiu parte de minha sanidade com magias, mas de alguma forma eu encontrei um lugar em minha mente que eu poderia me esconder, e lá ele tentou entrar várias vezes, mas sempre falhava e assim percebi um aforma de quardar minha conciência e minhas lembranças comigo, dias, anos, décadas passavam em minha mente o tormento parecia eterno, foi quando consegui acordar e ele estava do meu lado lutando contra meu irmão e Safira, minha visão havia retornado, de imediato tentei controlar a mente do monstro, mas seu poder era muito maior que o meu e recebi um choque mental que me deixou ainda mais fraco e fui jogado ao chão, mas não antes de ver que se tratava de um Illithid. Algum tempo depois Straus me falou que se passaram alguns dias desde quando fui capturado e que Safira havia deixado Flyer morrer, pois ela não o havia curado a tempo no combate em que eu fui resgatado. Fugimos de lá e deixamos o corpo de Flyer para traz, mas quando chegamos na floresta onde os elfos se escondiam tentei dormir para recuperar meus poderes e tive então uma visão. Em minha visão uma mulher de cabelos brancos tão longos quanto se próprio corpo me falou que teríamos que recuperar o corpo de Flyer para podermos desfazer os erros do passado e imedir o cataclismo que destruiu a lua então falei para os outros o meu sonho e decidimos voltar até os paladinos.

Voltamos até os paladinos e tivemos uma batalha cruel contra eles, Safira mostrou-se muito mais poderoso que o normal e invocou um elemental da terra que resolveu a maior parte dos problemas para nós, Straus nos guiou até uma sala onde encontramos algo parecido com um golem de metal, uma batalha cruel foi travada meu irmão Straus caiu desacordado e todas as magias de Safira estavam falhando e então a mulher veio até mim novamente e me falou que a pedra da Safira poderia destruir o golem então gritei.

-Safira use sua pedra para destruir o golem.

Safira tentou acertá-lo com a pedra, mas a pedra como se por birra caiu de suas mãos bem nos meus pés, nesse momento me arrependi de perder as aulas de armas que meu irmão inssistia em me dar, pois agora eu teria de arremessar a pedra no monstro, invoquei entção os poderes arcanos e arremecei... fechei os olhos e esperei o pior, esperei um golpe que me mataria, mas o que ouvi foi um baque surdo de metal caindo no chão.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A dama vacilou por um instante e caiu em meus braços.

-Meu amor? amor o que estamos fazendo aqui? ela perguntava sem saber o que lhe acontecera.

-Não se preocupe, você está bem, mas minha querida dama como se chamas? perguntei

-Meu nome é... é Dara você não sabia meu amor? ela perguntou confusa.

-Claro meu amor Dara, apenas estava verificando se estavas bem.

Olhei-a por alguns segundos e então perguntei.

-O que aconteceu por aqui, por que todos estão correndo e parecendo muito nervosos?

-Selvagens meu amor, entraram no centro, mas foram levados para prisão

-Minha querida Dara, para onde os Guardas da cidade levam os prisioneiros?

-Os paladinos? bem acho que eles levam para o forte, mas por que a pergunta meu amado? não queres vir até minha casa comigo? tenho um lugar seguro e quente para nós. ela falou puxando minha mão.

-Agora não meu amor, tenho que ir até os paladinos, preciso entrar no forte e falar com uma pessoas.

Algo me dizia que meu irmão e seu amigo esquivo da floresta estavam metidos em algum tipo de enrascada e eu, mesmo cego e Safira, mesmo sem poderes teríamos que fazer algo.

-Dara meu amor, leve-me até o forte, tenho presa, minha vida depende disso!

Então Dara minha recem dominada, virou nossa guia até o forte a cidade não parecia nada igual a qualquer lugar que tenhamos passado em toda nossa vida, os prédios parecem não serem feitos de pedra, as roupas das pessoas são estranhas com cores vivas e seus pés são protegidos por botas, mas sem a proteção normal para a canela... bem andamos por alguns minutos e chegamos a uma porta, Safira veio até mim e falou preocupada.

-Nesved, estamos de frente para o lugar, mas não me parece um forte, não há torres nem arqueiros, manda a moça para casa e vamos ver o que tem lá dentro.

-Oh Minha querida Dara, tenho que entrar, mas vá para casa e logo nos encontraremos neste mesmo lugar amanhã.

A moça relutante em me deixar partiu depois de alguns minutos, entramos então, eu e Safira sem poderes e sem visão... éramos uma boa dupla de visitantes. entramos com certa facilidade até encontrarmos um paladino jovem em uma porta, Safira disse que iria falar com ele, mas pedi que ela me leva-se até o rapaz e me deixasse de frente para ele, da mesma forma que fizera com Dara, e assim ela fez.

-Me desculpe nobre paladino, mas a muito tempo minha irmã tem me levado aos lugares que desejei visitar, então ela me trouxe aqui, pois sempre quiz ser um paladino, mas minha condição de cego não me permite ter essa honra, será ue eu poderia passear por seus salões? falei com vigor mas demostrando a fraqueza de um cego.

-Sim..sim claro meu bom homem, posso lhes mostrar qualquer lugar...

Enquanto o jovem paladino falava eu usava meus poderes para conjurar a magia de amor poderosa que eu soltara na bela Darae no momento em que pronunciei a última palavra empurei Safira em direção a voz do paladino e então esperei, o tempo parecia não passar, os segundos que estavam por vir era eternos em minha aflição de saber se tinha funcionado meu ardio, então esperei e esperei e quando eu ja estava quase perdendo o fôlego p paladino falou.

-Minha amada diga-me por onde quer passar e eu te levarei. falou o paladino que agora estava entrelaçado nas teias do amor de meu feitiço, ele era um adorador de Safira, mas não seria por muito tempo.

-Leve-nos aos prisioneiros meu amor. falou Safira enquanto passava a mão no rosto do rapaz.

-Mas claro minha amada, por aqui.

Seguimos por muitos corredores de pedra que não sabiamos de onde apareciam, o lu8gar parecia ser maior por dentro, as portas eram finas, mas pareciam fortes, fomos guiados pelo paladino  até chegarmos a um local fechado por grades, meu irmão não estava lá.

-Ele não está aqui Nesved e agora? perguntou Safira.

-Vamos voltar e dormir em algum lugar seguro... peça ao seu amor livros de história sobre esse lugar precisamos saber onde estamos... ou quando estamos.

O soldado paldino nos levou até sua casa onde Safira leu em voz alta tudo que achava interressante sobre o lugar, com isso descobrimos que os deuses haviam morrido a muito tempo, isso respondia a pergunta "por que Safira não tem mais poderes?".

Passamos a noite toda lendo a história do lugar, e descobrimos que uma das três luas havia partido ao meio e que os conjuradores haviam sido expulsos até um bairro vizinho, mas o mais interressante é que descobrimos que pessoas chamadas de "Mecanistas" haviam criiado uma especie de campo de força que guardava a cidade dos "selvagens", que depois descobrimos que eram qualquer um que não fosse humano.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

DIA 3 ? do Mês ?

Acordei de um sonho terrível, o céu queimava, as cinzas cobriam parte de meu horizonte, o mar seguia a sua fúria e adentrava a terra com força e causava grande destruição, raios davam luz às formas agonizantes de destruição, muitos mortos, todos mortos eu parecia estar vendo de longe, como se numa visão arcana de adivinhação, mas eu estava lá, mas não parecia interagir, de repente outro raio CRASHHHHHHH o céu explodia em chamas mais uma vez, mas dessa vez o fogo caia aos poucos como uma chuva de labaredas, pedras incandescente começaram a trepidar no chão caídas dos céus em chamas e outra explosão ainda maior e uma terrível CRUMMMM chuva de fogo desaba sobre todos, mas de repente o sonho acabou e eu estava em um tipo de floresta, mas havia algo de diferente, eu podia sentir o vento fresco da mata, sentir o cheiro da grama, mas havia uma treva terrível cobrindo meus olhos, então ouvi a voz de Safira.

-Olá alguém ai? - ela perguntava na escuridão.

-Lux Arcanum - invoquei uma magia de luz para destruir a escuridão, mas nada conseguia afugentar as trevas daquele lugar e de repente Safira falou novamente.

-Nesved é você, venha para cá, estou aqui... não sei se posso me mexer me sinto sozinha e estou com medo


-levantei-me e tateei o chão com meu cajado em direção a voz doce da clériga.

-Mas por que você está agindo assim vem logo para cá, você parece cego.

Mais uma vez a minha magia me abandonara, mais uma vez a luz de Safira havia funcionado e a minha não.

-Minha luz não funciona Safira, mas não consigo ver sua luz - falei para clériga e ela me respondeu

-Mas é dia Nesved e meu Deus Tal Maj brilha alto no céu, mas não aqui comigo.

Percebi que estava cego, por um instante quase cai, mas me segurei e tentei usar minha mágica para me guiar.

-Misticus Detectuare - e toda as mágicas eu podia ver, meu cajado na minha mão iluminava um caminho já iluminado pelo Deus Sol.

Finalmente cheguei até a clériga, ela estava agachada com medo e se tremendo, foi no momento em que ouvimos meu irmão falando alguma coisa com o ranger Flye.

-Vamos até eles Safira, segure minha mão guie meus passos e eu te protegerei dos males - Falei de forma encorajadora.

-Sim Nesved, mas meu deus me abandonou, não o sinto meus poderes, o que houve - ela falou baixinho só para meus ouvidos poderem ouvir.

-É o que vamos tentar descobrir Safira, tentaremos descobrir.

Safira me levou até meu irmão que estava fazendo uma fogueira com Flye, chegamos até eles e que estavam inalterados, ele apenas me ofereceu um pedaço de carne seca com cerveja, Safira por sua vez lhe advertiu de minha cegueira, meu irmão ficou perturbado com isso, mas falei que isso não era nada e que minha magia era a única coisa que importava, ele decidiu descobrir onde estávamos e punir os culpados.

-Vamos Flye, vamos ver o que encontramos por ai, talvez alguma resposta.

Então Flye e Straus saíram pela floresta e deixaram Safira e eu na espera, depois de alguns minutos de silêncio Safira veio até mim.

-Nesved acho que meu deus me deixou, não consigo senti-lo como antes, ainda o amo, mas não sinto seu calor em mim, é como, como se ele tivesse morrido, não sei, mas acho que ele me abandonou.

-Não se preocupe Safira, em breve teremos as respostas as nossas perguntas, mas algo me diz que meu irmão e Fye estão nos dando ainda mais problemas acho melhor irmos na direção onde eles foram, você poderia me guiar? Perguntei

-Sim Nesved posso levar-te até eles - respondeu Safira com voz trêmula.

Andamos por menos de 10 minutos quando Safira avistou uma luz no céu, uma luz azul.

-Nesved uma luz no céu, me parece uma luz de advertência, acho que você tinha razão eles estão nos causando mais problemas - ela falou com a voz preocupada.

-Vamos andar mais rápido Safira, talvez possamos ajudá-los.

Caminhamos por mais de 30 minutos e encontramos uma vila grande, Safira descrevia o lugar por onde passávamos, mas ela não conseguia ser objetiva e pouco eu entendi, coisas sobre uma cidade diferente, casas estranhas, pessoas com roupas estranhas como se tivessem outros costumes, não haviam armaduras ou espadas as pessoas andavam sempre com pressa, não paravam quando Safira os chamava, então falei.

-Safira apenas leve-me até uma dama e deixe-me de frente para ela.

Safira caminhou segurando minha mão por uns instantes até parou e falou em meu ouvido.

-Pronto Nesved agora você está de frente para uma moça.

-Ravnus Perpétuo Misticus Encantatun. - pronunciei na lingua da magia e a dama caiu em uma rede de afeição por mim tão profunda que nenhum de meus pedidos poderia ser negado.


Em meu sonho descobri o poder de manipular os sentimentos daqueles que os possuíssem, acordei e meditei sobre meu sonho, sobre a magia que viera a minha mente então concetrei-me em minhas novas habilidades, um fogo jazia dentro de mim e eu conseguia senti-lo crepitando, levantei-me e munido de um pouco de queijo e pão fui até Drogbar que estava sentado enquanto os outros dormiam.

-Salve metre anão, essas criaturas o preocupam? Perguntei olhando para ele e lhe oferecendo pão e queijo.

-Não - respondeu o anão carrancudo e de barbas grandes e bem tratadas.

-Meus poderes contra eles são escassos, pois eles parecem não possuir mentes nem vontade a ser dominada.

- Falei enquanto levava um pedaço de pão à boca.

-Sim, eles parecem estúpidos, mas são fortes em combate e possuem grande velocidade quando querem, mas com meu martelo ei de destruí-los em nome de Rholmar "O Criador" - respondeu o crente Drogbar.

Ficamos ali sentados por alguns minutos falando banalidades sobre o mundo lá fora então Straus sentou ao nosso lado com um odre de vinho deu  uma golada e falou em voz baixa e rouca:

-Meu irmão.... Drogbar? - falou e nos ofereceu o odre.

-Obrigado irmão - dei um gole e ofereci a Drogbar que não bebeu.

Drogbar levantou e falou:

-Acordarei Safira para continuarmos a nossa tarefa.

Olhei para Straus e nada disse, mas nos levantamos e preparamos nossas coisas para continuarmos.
Depois de caminharmos durante muitos minutos nos corredores rochosos da montanha, Straus encontrou pegadas de orcs, muitas pegadas... Alguns corredores depois Staus com seus ouvidos elficos percebeu a presença dos orcs, então Safira pediu a Straus para seguir a frente e descobrir algo sobre os orcs, sabendo que os orcs são criaturas malignas, me adiantei e falei:

-Deixem que eu vá à frente, pois posso ser ainda mais furtivo que meu irmão contra essas criaturas.

-Você sempre contra mim não é Nesved, tudo que eu falo você discorda - respondeu Safira com raiva.

Era a hora de minhas novas magias serem testadas, olhei bem nos olhos dela e usando meu poder de conjurar sem palavras, usei uma magia de conquista tão profunda, um amor tão terrível que mesmo uma clériga não poderia suportar.

-Sim amor você tem razão vá, mas volte logo... - Safira respondeu, provando que minha magia havia funcionado.

Fui a frente e percebi seis orcs, me aproximei e com altivez e sem medo falei.

-O sol de Tal Maj brilha lá fora, e eu lhes desejo um bom dia. - os orcs não mostraram reação aparente para meu espanto.

Aos poucos eles foram se mexendo e empunhando seus machados se viraram e eu vi que essa era a hora de usar meu poder me conquista novamente e então conjurei mais uma vez o feitiço, mas percebi então meu erro, os orcs já estavam dominados mentalmente... Mas por quem? isso eu teria de descobrir.
os orcs partiram em disparada contra mim com seus machados em punho, Safira, Straus e Drogbar apareceram para me auxiliar em combate, usei um de meus feitiços para deixar-me obscuro por olhos malignos e assim os orcs não puderam me ver, mas depois de poucos ataques de meus amigos todos os orcs estavam mortos, Straus revistou-os, mas nada encontrou, prosseguimos por mais alguns corredores sempre em frente e encontramos mais orcs, mas dessa vez armados com machados grandes... Eles guardavam uma porta, dessa vez não tentei nada apenas preparamos um ataque e com um feitiço de força desarmei um deles e o atingi com um raio rápido bem no peito, Straus e os outros tiveram um pouco mais de problemas para derrotar os orcs, pois esses orcs estavam mais bem armados e armadurados, quando finalmente os derrotamos e abrimos a porta um conjurador se fez ver, ele estava do outro lado da sala,  bem no canto a sua esquerda havia uma grande orbi de cores múltiplas, as mãos do mago estavam centradas na orbi, me aproximei da grande esfera de mais de um metro de diâmetro e tentei detectar suas propriedades mágicas, mas uma voz indescritível dominou minha mente e fiquei estarrecido com a beleza mágica da orbi, straus e Safira tentaram investir contra o mago, o anão Drogbar avançou por sua vez contra a orbi, pois percebera que minha mente estava tomada pelo item... Com apenas um golpe o anão destruiu a orbi e seus estilhaços explodiram para todos os lados inclusive em nossa direção, uma luz tomou conta de nossos olhos e fomos mandados para um sono profundo pelo qual vaguei durante anos ou assim achei de imediato.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Entre as colinas do Vale da Serpente e os ventos uivantes do Vale das Brumas, viajava em uma caravana  escoltada por guardas, guerreiros habilidosos e preparados para o combate suas armas eram grandes e brilhantes, uma soma de sete carroças e uma carruagem de nobre formavam essa caravana, um belo convite aos lardões, mas a guarda era bem reforçada o que confirmava o valor da carga, na caravana havia um bardo meio-elfo calejado pelas aventuras, seus olhos eram como duas esmeraldas verdes, sempre atentos a tudo e a todos, seus ouvidos aguçados captam todos os sons, dos mais altos clerins de combate ao sons dos ventos na grama, seu nome é Kelthalas "O Contador de Histórias" e essa história falará um pouco dele.
A caravana já estava na estrada a alguns dias a caminho de Dagoth , com um bando viajentes, madeira e metal de boa qualidade os artesões e ferreiros do belo páis, mas o a quantidade de guardas dizia o contrario, uma remessa de madeira e metal nunca seria vigiada por tantos guardas, talvez pelo fato de haver no comboio um nobre, mas o bardo queria ver a fabulosa cidade governada pela Mão de Ferro do Hoplita  chamado Pátroclo. A guarda e sua carruagem misteriosa foram apenas um tempero a mais na aventura.

Na sexta noite de viagem um homem cansado e entediado pela viagem longa aproximou-se do bardo e falou:

-Ei você! me parece um bardo ou coisa parecida, como se chama? exclamou um soldado.

-Me chamo Kelthallas Naeketh Gael Azair, e sim sou um bardo, Por que? Respondeu o bardo viajante.

-Bem, me chamo Tharden, já que és um bardo e estamos em viajem, e parece que ainda vamos ficar juntos por pelo menos duas dezenas, me pareceu ser uma boa idéia uma boa música com vinho, o que me diz?

-Claro! respondeu Kelthallas sacando de sua mochila uma velha cítara.

O bardo começou a entoar uma canção com voz angelical que acalmava o coração, a canção falava da glória de soldados élficos e da resistência de um grupo de poderosos magos em uma guerra contra uma legião de diabos em Aranath Taur, não muito distante de onde eles estavam, outras pessoas da caravana se aproximaram para ouvir a bela canção e tomar um pouco de vinho, a noite já chegara e o mestre da viajam, um homem velho de mãos grandes e fortes que empunhava um machado enorme, um gigante de barba loura chamado Zeth e acostumado aquela rota, parou e falou em voz alta.

-Acamparemos aqui!

O velho guia deu ordem aos seus homens para prepararem tudo e em pouco mais de 20 minutos um acampamento já estava armado com fogueira no centro, como tem que ser.
Quando a noite se aprofundava os viajante aproximaram-se da fogueira com batatas e pequenos pedaços de carne e queijo para passar o tempo, Kelthallas era um desses viajantes. Em poucos instantes, os soldados estavam todos com as mãos abertas para a fogueira para aplacar o frio, então Tharden não demorou a falar.

-Ei! Kelthallas queres vinho?

-Claro, tenho um pouco de queijo, senta-te e vamos comer e beber, respondeu o bardo.

-Ótimo! Retrucou o soldado apontando para que os outros sentassem também.

-Não se importa se os outros?... falou o soldado apontando para seus amigos.

-Claro que não Tharden, há fogueira, comida e bebida para todos.

Depois de alguns goles de vinho e muitas gargalhadas, pois Kelthallas era um bom contador de piadas o velho guia Zeth aproximou-se.

-Posso sentar-me e dividir minha carne de cervo com vocês? O queijo e o vinho me parecem tão bons quanto as piadas do bardo.

-Sim Zeth! Claro que podes, respondeu Clark filho do Grande guerreiro Aegir Ander.

Durante alguns minutos Zeth riu, comeu e bebeu com seus amigos, então com o rosto sombrio olhou para o bardo e sua voz rouca se fez ouvir.

-Ei Kelthallas, você veio do oeste, ceio de Cilmarren não foi?, Como está por lá? O velho guia não tirou os olhos do bardo que respondeu sem levantar os olhos da batata doce que estava assando na ponta de seu florete.

-Bem o que eu poderia dizer? Cilmarren caiu, no trono de pedra agora senta-se um rei bruxo de vestes negras cujo o nome não podemos pronunciar, o Venerável Filho da Morte, O Bruxo de Cilmarren como é chamado por aquelas bandas, o bardo respondeu e uma lágrima rolou de seus olhos, mas ele a enchugou antes que alguém a pudesse ver.

-Maldição, eu tinha amigos lá! respondeu Zeth.

-Não tem mais! retrucou Kelthallas.

-O que aconteceu com os nobres e a familia do duque de Raven? Retornou a perguntar Zeth.

-Dizem que morreram, mas não é isso que acho, ouvi dizer que fizeram uma retirada até as terras do Arquimago Edoreth de Kalenthorn, se foi isso que aconteceu não sei.

Um silêncio sombrio e fúnebre tomou conta de todos que estavam ouvindo a história de Kelthallas, pois sua história passara a ser sombria e cheia de maldade, uma maldade mais cruel que as espadas dos ladrões de estrada que estavam acostumados, era uma história sobre um mal impiedoso e cruel, um feiticeiro negro repleto de magia das trevas, um mal poderoso e cheio de malicia que falava com palavras envenenadas.

-Podes contar uma história meu amigo bardo? uma daquelas de gelar o sangue. falou um dos soldados mais jovens, Breno era seu nome e ele era jovem, não mais que 18 anos de idade.

-Posso falar da historia de aventureiros que foram em viajem a Montanha das Sombras.... sim a Montanha das Sombras, aposto que nenhum de vocês sabia que alguns poucos conseguiram ir até lá e voltar, descobri isso a algum tempo, eu achei "O Diário do Bruxo". Sorriu Kelthalas.


Então de sua algibeira Kelthallas tirou um livro de capa vermelha e detalhes pretos com travas em formas de garra de dragão com uma joia negra e opaca bem no centro da capa, uma pena marcava uma das páginas, pigareou deu um pouco de tempo para que todos estivessem em silêncio e passando os olhos por todos, começou a ler em voz alta:

DIA 1, 26 do mês da Serpente

O Tortuoso Caminho da Tumba

Começamos o dia bem, Straus montou o acampamento e a noite foi tranquila a clériga orou a seu deus da cura como de sempre, Tal Maj "O Radiante, A Cura Divina" coisas do tipo, coisas exageradas sobre o poder dos deuses, mas eu não o vejo assim, truques baratos com ferimentos e poções, mas poder real nenhum, meu irmão como sempre o brutamonte apressado e ávido por combates, O anão é mais ápto a magia e possui algum valor, mas é uma mente frágil, não foi dificil convencê-lo de vir, em breve pegarei a pedra, falarei com o bruxo da montanha, conhecerei o "Segredo" e controlarei a magia como sempre desejei.

Quando chegamos perto de cemitério senti a presença de algo com magia, logo avisei o grupo do perigo, conjurei uma magia criada por mim, não muito forte, mas eficiente contra o mal, a magia cria uma teia de ilusão que cega os olhos dos inimigos malignos, deixando-me assim invisível, todos meus amigos me viram e não perceberam a magia, mas Straus meu irmão ficou preso na teia de invisibilidade e assim percebi a real forma do coração de meu irmão, mas ele é meu irmão e terei tempo de conversar com ele, e deixei isso fora do conhecimento dos outros, logo a clériga que aprendi a chamar de Gildara, que significa em dracônico Filha do Sol, já que ela é adoradora de Tal Maj o Deus Sol, viu um grupo de criaturas mortas vivas, todos se prepararam, mas eu fiquei escondido, pois contra aquelas criaturas nada posso fazer e e poucos instantes um combate começou, avistei um tumba com runas estranhas, fui até a porta da tumba, sua entrada era simples se não fossem pelas runas, mas algo me dizia que haviamos chegado onde deveriamos chegar, já que estava com a magia de invisibilidade contra o mal, pude chegar lá sem ser incomodado... entrei e tive de conjurar "Lux Triunfanti" para expulsar a escuridão, um emaranhado de teias de arranha dominava o lugar... fui até o canto da parede onde havia uma porta de madeira aberta, a porta tinha inscrições em uma lingua antiga, mas sem perigo nenhum, decidi entrar e fui em frente, meus amigos estavam lutando com os mortos vivos lá fora, mas algo me dizia que estavam bem, então continuei e cheguei em uma sala com três portas, não pude mais avançar pois as portas estavam trancadas... decidi voltar, mas um fogo repentino tomou conta da porta e não pude passar, de repente Straus passou pelo fogo de um salto, ele estava completamente coberto de sangue, seu  próprio sangue e sangue dos monstros, se é que aquilo poderia ser chamado de sangue, seu rosto era de pânico, pois o mal vindo dos corpos mortos-vivos haviam tocado o coração dele, a clériga ainda estava lá fora com o anão Drogbar, meu irmão conseguiu achar uma passagem secreta, uma dádiva dos elfos, e partiu em busca da clériga que já estava quase morta, mas  ela conseguiu chegar até nós com vida... o fogo que nos separava dos mortos vivos estava se esvaindo pouco a pouco, e meu coração estava ficando preocupado, pois as chamas iam-se depressa, então de uma hora para outra a sala foi tomada pelas criaturas das trevas, um novo combate começou usei meus poderes de evocação para congelar os monstros, mas ele se mostrou ineficaz, decidi então tentar abrir as portas, mas Drogbar chegou e destruiu o último dos monstros.

Depois de descançarmos pensei em ficar de vigia por um tempo, e usando meu cajado de luz tentava acender lamparinas nos cantos da sala, mas nada havia lá, mas derepente um vulto... eu não sabia se era obra da minha mente ou se havia algo lá, escondido a esperando apenas o melhor momento para nos atacar... então esperei e nada aconteceu, o sono me pegou, pois um feiticeiro precisa descançar para recuperar seu poder... acordei Straus e ele ficou de vigia... pela manhã ele me falou que vasculhou o lugar e não encontrou nada de importante, mas que também vira um vulto.

DIA 2, 27 do Mês da Serpente

Acordamos revigorados e decidimos seguir os corredores, seguimos por varios minutos em um corredor rochosso, Straus não via nada no chão e eu também não via nada mágico até que chegamos em uma sala com mortos vivos, terríveis e mortais criaturas que exalavam um odor de morte e terror, cuidei de me esconder e conjurar minhas magias de defesa inclusive invisibilidade contra o mal. No centro da sala como único objeto havia uma fonte que jorrava uma àgua negra, fui até ela e tentei detectar magia... e realmante havia mágica nela... e essa mágica tentou me dominar, tive de usar toda minha força de vontade para permanecer conciente, mas algo entrou em meu braço... um pouco do liquido negro dominara meu braço... uma dor terrível tomou conta de mim e fui derrubado no chão sentindo dores que jamais sentíra... senti a coisa indo em direção minha cabeça, mas tentei reunir todo meu poder e expulsei a criatura, mas não foi fácil, tive de rasgar meu próprio rosto com as unhas para conseguir expulsar o monstro, fiquei desacordado por uns instantes e sem meu cajado... quando voltei a mim tateei o chão a procura de meu cajado e logo o encontrei, pois os cajados mágicos tendem a voltar aos seus donos quando esses necessitam deles... me levantei e todos já estavam se limpando da sujeira feita pela àgua... Straus veio até mim e falou:

-Meu irmão há um rio inteiro debaixo de nós e ele está repleto dessa àgua maligna.

Duvidei de imediato.

-Não meu corajoso irmão é a fonte que dá poderes mágicos a àgua, retruquei enganado.

Fui até a fonte e detectei magia nela como havia pensado, mas o que Straus falara era verdade, todo o rio subterrânio tinha a àgua negra e profanada, mas o que teria feito isso? o que?

-O cemitério! é claro!, o cemitério está profanado por necromância e é ele que está trazendo essa propriedade a àgua, temos que fazer algo, mas ainda não tenho poderes para lutar contra a necromancia, talvez a clériga possa fazer isso.

falei alto para todos ouvirem, mas por um grande momento todos ficaram calados.